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Lição 41 — Limite formal: definição ε-δ

A definição ε-δ de limite. Cauchy 1821, Weierstrass 1872. O ponto onde o cálculo se torna rigoroso.

Usado em: 2.º ano EM (16-17 anos) · Equiv. Math II japonês · Equiv. Klasse 11 alemã (Analysis) · A-Level Further Maths — Limits

∀ε>0,  ∃δ>0:  0<∣x−a∣<δ  ⇒  ∣f(x)−L∣<ε\forall\varepsilon>0,\;\exists\delta>0:\;0<|x-a|<\delta\;\Rightarrow\;|f(x)-L|<\varepsilon

A definição ε-δ de limite: dizemos que lim⁡x→af(x)=L\lim_{x\to a}f(x)=L quando, para toda tolerância ε>0\varepsilon>0 escolhida por você, conseguimos exibir uma distância δ>0\delta>0 tal que todo xx dentro da faixa 0<∣x−a∣<δ0<|x-a|<\delta produz f(x)f(x) dentro da faixa ∣f(x)−L∣<ε|f(x)-L|<\varepsilon. É a fundação rigorosa do cálculo: sem ela não há derivada, sem derivada não há cálculo.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Definição rigorosa

Definição ε-δ de limite

"We say that the limit of f(x)f(x), as xx approaches aa, equals LL, …if we can make the values of f(x)f(x) arbitrarily close to LL …by restricting xx to be sufficiently close to aa (on either side of aa) but not equal to aa." — OpenStax Calculus Vol. 1 §2.2

Método ε-δ: como construir a demonstração

  1. Escreva ∣f(x)−L∣|f(x) - L| e manipule algebricamente até aparecer um múltiplo de ∣x−a∣|x - a|.
  2. Restrinja ∣x−a∣<1|x - a| < 1 (ou outra constante) para controlar fatores adicionais.
  3. Escolha δ=min⁡(1,  ε/C)\delta = \min\bigl(1,\; \varepsilon / C\bigr) onde CC é o coeficiente obtido.
  4. Verifique que a cadeia 0<∣x−a∣<δ⇒∣f(x)−L∣<ε0 < |x - a| < \delta \Rightarrow |f(x) - L| < \varepsilon se fecha.

Demonstração modelo: lim⁡x→2(3x+1)=7\lim_{x \to 2}(3x + 1) = 7

Rascunho: ∣3x+1−7∣=∣3x−6∣=3∣x−2∣|3x + 1 - 7| = |3x - 6| = 3|x - 2|. Para que 3∣x−2∣<ε3|x-2| < \varepsilon, basta ∣x−2∣<ε/3|x-2| < \varepsilon/3.

Prova formal: Dado ε>0\varepsilon > 0, tome δ=ε/3\delta = \varepsilon/3. Se 0<∣x−2∣<δ0 < |x - 2| < \delta, então ∣f(x)−7∣=3∣x−2∣<3⋅ε3=ε.□|f(x) - 7| = 3|x - 2| < 3 \cdot \frac{\varepsilon}{3} = \varepsilon. \quad \square

Limites laterais

Limite no infinito e infinito como limite

Propriedades algébricas dos limites

Sejam lim⁡x→af(x)=L\lim_{x \to a} f(x) = L e lim⁡x→ag(x)=M\lim_{x \to a} g(x) = M. Então:

lim⁡x→a[f(x)+g(x)]=L+M,lim⁡x→a[f(x)⋅g(x)]=L⋅M\lim_{x\to a}[f(x)+g(x)]=L+M, \qquad \lim_{x\to a}[f(x)\cdot g(x)]=L\cdot M
o que isso quer dizer · Adição e multiplicação de limites. Demonstrável diretamente via ε-δ usando a desigualdade triangular.
lim⁡x→af(x)g(x)=LM,M≠0\lim_{x\to a}\frac{f(x)}{g(x)}=\frac{L}{M}, \quad M\neq 0
o que isso quer dizer · Quociente de limites: válido quando o limite do denominador é não-nulo.

Limites notáveis

lim⁡x→0sin⁡xx=1,lim⁡x→01−cos⁡xx2=12,lim⁡x→0ex−1x=1,lim⁡x→∞ ⁣(1+1x) ⁣x=e\lim_{x\to 0}\frac{\sin x}{x}=1,\quad \lim_{x\to 0}\frac{1-\cos x}{x^2}=\tfrac{1}{2},\quad \lim_{x\to 0}\frac{e^x-1}{x}=1,\quad \lim_{x\to\infty}\!\Bigl(1+\tfrac{1}{x}\Bigr)^{\!x}=e
o que isso quer dizer · Os quatro limites fundamentais do cálculo, usados em toda simplificação de indeterminações.

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

40 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 7Compreensão 13Modelagem 2Desafio 6Demonstração 12
  1. Ex. 41.1Compreensão

    Escreva a definição ε-δ correta para a afirmação lim⁡x→af(x)=N\lim_{x\to a}f(x)=N.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A definição ε-δ de lim⁡x→af(x)=N\lim_{x\to a}f(x)=N: para todo ε>0\varepsilon>0 (tolerância em ff), existe δ>0\delta>0 (resposta em xx) tal que 0<∣x−a∣<δ⇒∣f(x)−N∣<ε0<|x-a|<\delta\Rightarrow|f(x)-N|<\varepsilon. A condição 0<∣x−a∣0<|x-a| exclui o próprio ponto aa — o valor f(a)f(a) é irrelevante para o limite.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Ordem dos quantificadores. ∀ε\forall\varepsilon vem antes de ∃δ\exists\delta: o desafiante escolhe ε\varepsilon, o matemático responde com δ\delta. Inverter destrói o sentido.
    2. Condição no domínio. 0<∣x−a∣<δ0<|x-a|<\delta (vizinhança perfurada): exige x≠ax\neq a.
    3. Condição no contradomínio. ∣f(x)−N∣<ε|f(x)-N|<\varepsilon: f(x)f(x) deve estar a distância menor que ε\varepsilon do valor limite NN.
    4. Opção D está errada: omite 0<0<, que é essencial para excluir x=ax=a.
  2. Ex. 41.2Compreensão

    Escreva a definição ε-δ correta para a afirmação lim⁡t→bg(t)=M\lim_{t\to b}g(t)=M.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para lim⁡t→bg(t)=M\lim_{t\to b}g(t)=M: a variável independente é tt (approximando bb) e o valor do limite é MM. A definição ε-δ é ∀ε>0, ∃δ>0:0<∣t−b∣<δ⇒∣g(t)−M∣<ε\forall\varepsilon>0,\,\exists\delta>0: 0<|t-b|<\delta\Rightarrow|g(t)-M|<\varepsilon.
  3. Ex. 41.3Compreensão

    Escreva a definição ε-δ correta para a afirmação lim⁡x→ch(x)=L\lim_{x\to c}h(x)=L.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para lim⁡x→ch(x)=L\lim_{x\to c}h(x)=L: o ponto de acumulação é cc, o valor limite é LL. A definição correta é ∀ε>0, ∃δ>0:0<∣x−c∣<δ⇒∣h(x)−L∣<ε\forall\varepsilon>0,\,\exists\delta>0: 0<|x-c|<\delta\Rightarrow|h(x)-L|<\varepsilon. Observe que cc e LL ocupam papéis distintos e não intercambiáveis.
  4. Ex. 41.4Compreensão

    Escreva a definição ε-δ correta para a afirmação lim⁡x→aφ(x)=A\lim_{x\to a}\varphi(x)=A.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para lim⁡x→aφ(x)=A\lim_{x\to a}\varphi(x)=A: mesma estrutura universal — ∀ε>0, ∃δ>0:0<∣x−a∣<δ⇒∣φ(x)−A∣<ε\forall\varepsilon>0,\,\exists\delta>0: 0<|x-a|<\delta\Rightarrow|\varphi(x)-A|<\varepsilon. Os nomes das funções e letras para o limite mudam; a estrutura lógica com quantificadores permanece idêntica.
  5. Ex. 41.5Compreensão

    A afirmação "se 0<∣x−2∣<δ0<|x-2|<\delta, então ∣f(x)−2∣<1|f(x)-2|<1" descreve qual limite com qual tolerância?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A frase "se 0<∣x−2∣<δ0<|x-2|<\delta, então ∣f(x)−2∣<1|f(x)-2|<1" é precisamente a definição ε-δ com ponto de acumulação a=2a=2, valor limite L=2L=2 e tolerância ε=1\varepsilon=1. O δ\delta é o valor que precisa ser encontrado ou exibido.
  6. Ex. 41.6Compreensão

    A afirmação "se 0<∣x−2∣<δ0<|x-2|<\delta, então ∣f(x)−2∣<0,5|f(x)-2|<0{,}5" descreve qual limite com qual tolerância?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A frase "se 0<∣x−2∣<δ0<|x-2|<\delta, então ∣f(x)−2∣<0,5|f(x)-2|<0{,}5" tem a=2a=2 (ponto de acumulação), L=2L=2 (valor limite) e ε=0,5\varepsilon=0{,}5 (tolerância em ff). É o mesmo limite de 41.5 mas com exigência mais estrita (ε\varepsilon menor).
  7. Ex. 41.7Compreensão

    A afirmação "se 0<∣x−3∣<δ0<|x-3|<\delta, então ∣f(x)+1∣<1|f(x)+1|<1" descreve qual limite e qual tolerância?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A frase "se 0<∣x−3∣<δ0<|x-3|<\delta, então ∣f(x)+1∣<1|f(x)+1|<1" tem a=3a=3 (ponto) e ∣f(x)−(−1)∣<1|f(x)-(-1)|<1, ou seja, L=−1L=-1 e ε=1\varepsilon=1. Atenção: ∣f(x)+1∣=∣f(x)−(−1)∣|f(x)+1|=|f(x)-(-1)|, o limite é −1-1, não +1+1.
  8. Ex. 41.8CompreensãoGabarito

    A afirmação "se 0<∣x−3∣<δ0<|x-3|<\delta, então ∣f(x)+1∣<2|f(x)+1|<2" descreve qual limite e qual tolerância?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A frase "se 0<∣x−3∣<δ0<|x-3|<\delta, então ∣f(x)+1∣<2|f(x)+1|<2" tem a=3a=3, L=−1L=-1 (pois ∣f(x)−(−1)∣<2|f(x)-(-1)|<2) e ε=2\varepsilon=2. Comparando com 41.7: mesmo limite, tolerância mais larga (ε=2\varepsilon=2 em vez de 1) — portanto um δ\delta maior basta.
  9. Ex. 41.9CompreensãoGabarito

    A afirmação "∣sin⁡(2x)−12∣<0,1|\sin(2x)-\tfrac{1}{2}|<0{,}1 sempre que ∣x−π/12∣<δ|x-\pi/12|<\delta" corresponde a qual limite com qual tolerância?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A frase "∣sin⁡(2x)−12∣<0,1|\sin(2x)-\tfrac{1}{2}|<0{,}1 sempre que ∣x−π/12∣<δ|x-\pi/12|<\delta" afirma que sin⁡(2x)\sin(2x) fica a menos de 0,10{,}1 de 12\tfrac{1}{2} quando xx está próximo de π/12\pi/12. Portanto o limite é lim⁡x→π/12sin⁡(2x)=12\lim_{x\to\pi/12}\sin(2x)=\tfrac{1}{2} com ε=0,1\varepsilon=0{,}1. Verificação: sin⁡(2⋅π/12)=sin⁡(π/6)=12\sin(2\cdot\pi/12)=\sin(\pi/6)=\tfrac{1}{2}. Correto.
  10. Ex. 41.10Compreensão

    A afirmação "∣x−4−2∣<0,1|\sqrt{x-4}-2|<0{,}1 sempre que ∣x−8∣<δ|x-8|<\delta" corresponde a qual limite e tolerância?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A frase "∣x−4−2∣<0,1|\sqrt{x-4}-2|<0{,}1 sempre que ∣x−8∣<δ|x-8|<\delta" tem a=8a=8 (ponto de acumulação), L=2L=2 (valor limite) e ε=0,1\varepsilon=0{,}1. Verificação: 8−4=4=2\sqrt{8-4}=\sqrt{4}=2. O limite existe e é 2.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Identifique o ponto. A condição "∣x−8∣<δ|x-8|<\delta" mostra que xx se aproxima de a=8a=8.
    2. Identifique o limite. "∣x−4−2∣<0,1|\sqrt{x-4}-2|<0{,}1" mostra que f(x)=x−4f(x)=\sqrt{x-4} se aproxima de L=2L=2.
    3. Identifique a tolerância. ε=0,1\varepsilon=0{,}1.
    4. Verificação. f(8)=8−4=2f(8)=\sqrt{8-4}=2. Faz sentido — o limite é o valor da função, pois x−4\sqrt{x-4} é contínua em x=8x=8.
  11. Ex. 41.11Demonstração

    Use a definição ε-δ precisa para provar que lim⁡x→2(5x+8)=18\lim_{x\to 2}(5x+8)=18. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Rascunho: ∣(5x+8)−18∣=∣5x−10∣=5∣x−2∣|(5x+8)-18|=|5x-10|=5|x-2|. Para 5∣x−2∣<ε5|x-2|<\varepsilon, basta ∣x−2∣<ε/5|x-2|<\varepsilon/5. Prova: dado ε>0\varepsilon>0, tome δ=ε/5\delta=\varepsilon/5. Se 0<∣x−2∣<δ0<|x-2|<\delta, então ∣(5x+8)−18∣=5∣x−2∣<5⋅(ε/5)=ε|(5x+8)-18|=5|x-2|<5\cdot(\varepsilon/5)=\varepsilon. □\square
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Rascunho (encontrar δ\delta). ∣(5x+8)−18∣=∣5x−10∣=5∣x−2∣|(5x+8)-18|=|5x-10|=5|x-2|. Queremos 5∣x−2∣<ε5|x-2|<\varepsilon, ou seja, ∣x−2∣<ε/5|x-2|<\varepsilon/5.
    2. Escolha. δ=ε/5\delta=\varepsilon/5.
    3. Prova formal. Dado ε>0\varepsilon>0, tome δ=ε/5\delta=\varepsilon/5. Se 0<∣x−2∣<δ0<|x-2|<\delta, então ∣(5x+8)−18∣=5∣x−2∣<5(ε/5)=ε|(5x+8)-18|=5|x-2|<5(\varepsilon/5)=\varepsilon.
    4. Conclusão. Por definição, lim⁡x→2(5x+8)=18\lim_{x\to 2}(5x+8)=18. □\square

    Para funções lineares f(x)=mx+bf(x)=mx+b, o delta é sempre ε/∣m∣\varepsilon/|m| sem restrições adicionais.

  12. Ex. 41.12DemonstraçãoGabarito

    Use a definição ε-δ para provar que lim⁡x→3x2−9x−3=6\lim_{x\to 3}\frac{x^2-9}{x-3}=6. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para x≠3x\neq 3: x2−9x−3=(x−3)(x+3)x−3=x+3\frac{x^2-9}{x-3}=\frac{(x-3)(x+3)}{x-3}=x+3. Portanto ∣x2−9x−3−6∣=∣x+3−6∣=∣x−3∣|\frac{x^2-9}{x-3}-6|=|x+3-6|=|x-3|. Basta δ=ε\delta=\varepsilon: se 0<∣x−3∣<δ0<|x-3|<\delta, então ∣f(x)−6∣=∣x−3∣<ε|f(x)-6|=|x-3|<\varepsilon. □\square
  13. Ex. 41.13Demonstração

    Use a definição ε-δ para provar que lim⁡x→22x2−3x−2x−2=5\lim_{x\to 2}\frac{2x^2-3x-2}{x-2}=5. Qual a estratégia e a escolha de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Fatoração: 2x2−3x−2=(2x+1)(x−2)2x^2-3x-2=(2x+1)(x-2). Para x≠2x\neq 2: 2x2−3x−2x−2=(2x+1)(x−2)x−2=2x+1\frac{2x^2-3x-2}{x-2}=\frac{(2x+1)(x-2)}{x-2}=2x+1. Portanto ∣f(x)−5∣=∣2x+1−5∣=∣2x−4∣=2∣x−2∣|f(x)-5|=|2x+1-5|=|2x-4|=2|x-2|. Para 2∣x−2∣<ε2|x-2|<\varepsilon: tome δ=ε/2\delta=\varepsilon/2. (A opção "após simplificar, δ=ε\delta=\varepsilon" é aceitável para a forma simplificada mas a resposta exata é δ=ε/2\delta=\varepsilon/2.)
  14. Ex. 41.14Demonstração

    Use a definição ε-δ para provar que lim⁡x→0x4=0\lim_{x\to 0}x^4=0. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Rascunho: ∣x4−0∣=∣x∣4|x^4-0|=|x|^4. Para ∣x∣4<ε|x|^4<\varepsilon, basta ∣x∣<ε1/4|x|<\varepsilon^{1/4}. Prova: dado ε>0\varepsilon>0, tome δ=ε1/4\delta=\varepsilon^{1/4}. Se 0<∣x−0∣=∣x∣<δ0<|x-0|=|x|<\delta, então ∣x4∣=(∣x∣)4<(ε1/4)4=ε|x^4|=(|x|)^4<(\varepsilon^{1/4})^4=\varepsilon. □\square
  15. Ex. 41.15Demonstração

    Use a definição ε-δ para provar que lim⁡x→2(x2+2x)=8\lim_{x\to 2}(x^2+2x)=8. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Rascunho: ∣(x2+2x)−8∣=∣x2+2x−8∣=∣(x−2)(x+4)∣=∣x−2∣⋅∣x+4∣|(x^2+2x)-8|=|x^2+2x-8|=|(x-2)(x+4)|=|x-2|\cdot|x+4|. Restringindo ∣x−2∣<1|x-2|<1: 1<x<31<x<3, logo 5<x+4<75<x+4<7, portanto ∣x+4∣<7|x+4|<7. Então ∣(x2+2x)−8∣<7∣x−2∣|(x^2+2x)-8|<7|x-2|. Para 7∣x−2∣<ε7|x-2|<\varepsilon: tome δ=min⁡(1,ε/7)\delta=\min(1,\varepsilon/7). □\square
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Fatore. ∣(x2+2x)−8∣=∣(x−2)(x+4)∣=∣x−2∣⋅∣x+4∣|(x^2+2x)-8|=|(x-2)(x+4)|=|x-2|\cdot|x+4|.
    2. Restrinja. Impondo ∣x−2∣<1|x-2|<1: 1<x<31<x<3, logo ∣x+4∣<7|x+4|<7.
    3. Estime. ∣(x2+2x)−8∣<7∣x−2∣|(x^2+2x)-8|<7|x-2|.
    4. Escolha δ\delta. Para 7∣x−2∣<ε7|x-2|<\varepsilon: ∣x−2∣<ε/7|x-2|<\varepsilon/7. Tome δ=min⁡(1,ε/7)\delta=\min(1,\varepsilon/7).

    O min⁡(1,⋅)\min(1,\cdot) é a marca das demonstrações para polinômios grau 2+: o "1" restringe o fator variável.

  16. Ex. 41.16Demonstração

    Use a definição precisa de limite lateral para provar que lim⁡x→5−5−x=0\lim_{x\to 5^-}\sqrt{5-x}=0. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para o limite à esquerda lim⁡x→5−5−x=0\lim_{x\to 5^-}\sqrt{5-x}=0: para x<5x<5, ∣5−x−0∣=5−x|\sqrt{5-x}-0|=\sqrt{5-x}. Queremos 5−x<ε\sqrt{5-x}<\varepsilon, ou seja, 5−x<ε25-x<\varepsilon^2, ou x>5−ε2x>5-\varepsilon^2, ou seja, 5−x<ε25-x<\varepsilon^2. Tome δ=ε2\delta=\varepsilon^2: se 0<5−x<δ=ε20<5-x<\delta=\varepsilon^2, então 5−x<ε\sqrt{5-x}<\varepsilon. □\square
  17. Ex. 41.17Demonstração

    Para f(x)={8x−3x<04x−2x≥0f(x)=\begin{cases}8x-3 & x<0 \\ 4x-2 & x\geq 0\end{cases}, prove que lim⁡x→0+f(x)=−2\lim_{x\to 0^+}f(x)=-2. Qual fórmula se usa e qual é δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para o limite à direita, usamos a fórmula válida para x≥0x\geq 0: f(x)=4x−2f(x)=4x-2. Então ∣f(x)−(−2)∣=∣4x−2+2∣=∣4x∣=4x|f(x)-(-2)|=|4x-2+2|=|4x|=4x (pois x>0x>0). Para 4x<ε4x<\varepsilon: tome δ=ε/4\delta=\varepsilon/4. Se 0<x<δ0<x<\delta, então ∣f(x)+2∣=4x<4(ε/4)=ε|f(x)+2|=4x<4(\varepsilon/4)=\varepsilon. □\square
  18. Ex. 41.18Demonstração

    Para f(x)={5x−2x<17x−1x≥1f(x)=\begin{cases}5x-2 & x<1 \\ 7x-1 & x\geq 1\end{cases}, prove que lim⁡x→1−f(x)=3\lim_{x\to 1^-}f(x)=3. Qual fórmula se usa e qual é δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para o limite à esquerda, usamos a fórmula válida para x<1x<1: f(x)=5x−2f(x)=5x-2. Então ∣f(x)−3∣=∣5x−2−3∣=∣5x−5∣=5∣x−1∣|f(x)-3|=|5x-2-3|=|5x-5|=5|x-1|. Para 5∣x−1∣<ε5|x-1|<\varepsilon: tome δ=ε/5\delta=\varepsilon/5. Se 0<1−x<δ0<1-x<\delta (i.e., x→1−x\to 1^-), então ∣f(x)−3∣=5∣x−1∣<5(ε/5)=ε|f(x)-3|=5|x-1|<5(\varepsilon/5)=\varepsilon. □\square
  19. Ex. 41.19DemonstraçãoGabarito

    Use a definição precisa de limite infinito para provar que lim⁡x→01x2=+∞\lim_{x\to 0}\frac{1}{x^2}=+\infty. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Queremos provar lim⁡x→01/x2=+∞\lim_{x\to 0}1/x^2=+\infty: dado M>0M>0, encontrar δ>0\delta>0 tal que 0<∣x∣<δ⇒1/x2>M0<|x|<\delta\Rightarrow 1/x^2>M. 1/x2>M⇔x2<1/M⇔∣x∣<1/M1/x^2>M\Leftrightarrow x^2<1/M\Leftrightarrow |x|<1/\sqrt{M}. Tome δ=1/M\delta=1/\sqrt{M}. □\square
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Definição de limite infinito. lim⁡x→0f(x)=+∞\lim_{x\to 0}f(x)=+\infty significa: para todo M>0M>0, existe δ>0\delta>0 tal que 0<∣x∣<δ⇒f(x)>M0<|x|<\delta\Rightarrow f(x)>M.
    2. Rascunho. 1/x2>M⇔x2<1/M⇔∣x∣<1/M1/x^2>M\Leftrightarrow x^2<1/M\Leftrightarrow |x|<1/\sqrt{M}.
    3. Escolha. δ=1/M\delta=1/\sqrt{M}.
    4. Prova. Se 0<∣x∣<1/M0<|x|<1/\sqrt{M}, então x2<1/Mx^2<1/M, portanto 1/x2>M1/x^2>M. □\square
  20. Ex. 41.20Demonstração

    Use a definição precisa de limite infinito para provar que lim⁡x→−13(x+1)2=+∞\lim_{x\to -1}\frac{3}{(x+1)^2}=+\infty. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Queremos lim⁡x→−13(x+1)2=+∞\lim_{x\to -1}\frac{3}{(x+1)^2}=+\infty. Dado M>0M>0: 3(x+1)2>M⇔(x+1)2<3/M⇔∣x+1∣<3/M\frac{3}{(x+1)^2}>M\Leftrightarrow (x+1)^2<3/M\Leftrightarrow |x+1|<\sqrt{3/M}. Tome δ=3/M\delta=\sqrt{3/M}. Se 0<∣x−(−1)∣=∣x+1∣<δ0<|x-(-1)|=|x+1|<\delta, então (x+1)2<3/M(x+1)^2<3/M, portanto 3/(x+1)2>M3/(x+1)^2>M. □\square
  21. Ex. 41.21Demonstração

    Use a definição precisa de limite infinito para provar que lim⁡x→2−1(x−2)2=−∞\lim_{x\to 2}-\frac{1}{(x-2)^2}=-\infty. Qual é a escolha correta de δ\delta?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Queremos lim⁡x→2−1(x−2)2=−∞\lim_{x\to 2}-\frac{1}{(x-2)^2}=-\infty: dado M>0M>0, encontrar δ>0\delta>0 tal que 0<∣x−2∣<δ⇒−1/(x−2)2<−M0<|x-2|<\delta\Rightarrow -1/(x-2)^2<-M. A condição −1/(x−2)2<−M-1/(x-2)^2<-M equivale a 1/(x−2)2>M1/(x-2)^2>M, ou seja, (x−2)2<1/M(x-2)^2<1/M, ou seja, ∣x−2∣<1/M|x-2|<1/\sqrt{M}. Tome δ=1/M\delta=1/\sqrt{M}. □\square
  22. Ex. 41.22ModelagemGabarito

    Um engenheiro corta uma placa quadrada de Aerogel com área alvo de 144 cm². A tolerância máxima de erro em área é 8 cm². Com que precisão (em cm) deve o lado ser cortado? Relacione com os parâmetros ε, δ, aa e LL da definição ε-δ.

    Selecione a alternativa correta
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    A área alvo é L=144L=144 cm², erro máximo ε=8\varepsilon=8 cm². O lado é a=144=12a=\sqrt{144}=12 cm. A área como função do lado é A(s)=s2A(s)=s^2. Queremos ∣A(s)−144∣<8|A(s)-144|<8, ou seja, ∣s2−144∣<8|s^2-144|<8. Para ∣s−12∣<δ|s-12|<\delta: ∣s2−144∣=∣s−12∣∣s+12∣|s^2-144|=|s-12||s+12|. Com ∣s−12∣<1|s-12|<1: ∣s+12∣<25|s+12|<25. Então ∣s2−144∣<25∣s−12∣<8|s^2-144|<25|s-12|<8 exige ∣s−12∣<8/25=0,32|s-12|<8/25=0{,}32. Portanto δ≈0,33\delta\approx 0{,}33 cm.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Identifique os papéis ε-δ. a=12a=12 cm (valor alvo do lado), L=144L=144 cm² (área alvo), ε=8\varepsilon=8 cm² (tolerância em área), δ\delta = precisão necessária no corte do lado.
    2. Estime. ∣A(s)−144∣=∣s2−144∣=∣s−12∣∣s+12∣|A(s)-144|=|s^2-144|=|s-12||s+12|. Com ∣s−12∣<1|s-12|<1: 11<s<1311<s<13, logo ∣s+12∣<25|s+12|<25.
    3. Escolha δ\delta. 25∣s−12∣<8⇒∣s−12∣<8/25=0,3225|s-12|<8\Rightarrow |s-12|<8/25=0{,}32. Logo δ=min⁡(1,0,32)=0,32\delta=\min(1,0{,}32)=0{,}32 cm.
  23. Ex. 41.23Demonstração

    Use a definição precisa de limite para provar que lim⁡x→1∣x−1∣x−1\lim_{x\to 1}\frac{|x-1|}{x-1} não existe. Qual é a estratégia?

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    Para x→1+x\to 1^+: ∣x−1∣=x−1|x-1|=x-1, logo ∣x−1∣x−1=1\frac{|x-1|}{x-1}=1. Para x→1−x\to 1^-: ∣x−1∣=−(x−1)|x-1|=-(x-1), logo ∣x−1∣x−1=−1\frac{|x-1|}{x-1}=-1. Como os limites laterais são +1≠−1+1\neq -1, o limite bilateral lim⁡x→1∣x−1∣x−1\lim_{x\to 1}\frac{|x-1|}{x-1} não existe. Para confirmar via ε-δ: suponha LL fosse o limite; tome ε=1/2\varepsilon=1/2 e derive contradição.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Simplifique por casos. Para x>1x>1: ∣x−1∣/(x−1)=1|x-1|/(x-1)=1. Para x<1x<1: ∣x−1∣/(x−1)=−1|x-1|/(x-1)=-1.
    2. Limites laterais. lim⁡x→1+=1\lim_{x\to 1^+}=1 e lim⁡x→1−=−1\lim_{x\to 1^-}=-1.
    3. Conclusão. 1≠−11\neq -1, portanto o limite bilateral não existe.
    4. Via ε-δ. Suponha LL fosse o limite. Para ε=1/2\varepsilon=1/2, qualquer δ\delta-vizinhança de 1 contém pontos onde f=1f=1 e pontos onde f=−1f=-1. Ambos não podem estar a distância <1/2<1/2 de um único LL: contradição.
  24. Ex. 41.24DesafioGabarito

    Prove rigorosamente que lim⁡x→0⌈x⌉\lim_{x\to 0}\lceil x\rceil (função teto) não existe. Dica: tente qualquer δ<1\delta<1 e derive uma contradição.

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    A função teto ⌈x⌉\lceil x\rceil vale 0 para x∈(−1,0)x\in(-1,0) e 1 para x∈(0,1]x\in(0,1]. Para qualquer δ<1\delta<1, a vizinhança perfurada 0<∣x∣<δ0<|x|<\delta contém pontos negativos (onde f=0f=0) e positivos (onde f=1f=1). Suponha LL fosse o limite; tomando ε=1/4\varepsilon=1/4, não existe δ\delta que satisfaça a definição, pois os valores 0 e 1 estão a distância 1, e ambos ocorrem arbitrariamente próximos de 0. Logo o limite não existe.
  25. Ex. 41.25Desafio

    Prove via definição ε-δ que lim⁡x→a[f(x)+g(x)]=L+M\lim_{x\to a}[f(x)+g(x)]=L+M, assumindo lim⁡x→af(x)=L\lim_{x\to a}f(x)=L e lim⁡x→ag(x)=M\lim_{x\to a}g(x)=M. Qual é a estratégia-chave?

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    Dados lim⁡x→af(x)=L\lim_{x\to a}f(x)=L e lim⁡x→ag(x)=M\lim_{x\to a}g(x)=M. Para ε>0\varepsilon>0, existem δ1,δ2>0\delta_1,\delta_2>0 com ∣f(x)−L∣<ε/2|f(x)-L|<\varepsilon/2 e ∣g(x)−M∣<ε/2|g(x)-M|<\varepsilon/2. Tomando δ=min⁡(δ1,δ2)\delta=\min(\delta_1,\delta_2) e aplicando a desigualdade triangular: ∣f(x)+g(x)−L−M∣≤∣f(x)−L∣+∣g(x)−M∣<ε/2+ε/2=ε|f(x)+g(x)-L-M|\leq|f(x)-L|+|g(x)-M|<\varepsilon/2+\varepsilon/2=\varepsilon. □\square
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Configure. Para ε/2>0\varepsilon/2>0: existem δ1,δ2>0\delta_1,\delta_2>0 com 0<∣x−a∣<δ1⇒∣f(x)−L∣<ε/20<|x-a|<\delta_1\Rightarrow|f(x)-L|<\varepsilon/2 e 0<∣x−a∣<δ2⇒∣g(x)−M∣<ε/20<|x-a|<\delta_2\Rightarrow|g(x)-M|<\varepsilon/2.
    2. Tome δ=min⁡(δ1,δ2)\delta=\min(\delta_1,\delta_2). Então ambas as condições valem simultaneamente quando 0<∣x−a∣<δ0<|x-a|<\delta.
    3. Desigualdade triangular. ∣(f(x)+g(x))−(L+M)∣≤∣f(x)−L∣+∣g(x)−M∣<ε/2+ε/2=ε|(f(x)+g(x))-(L+M)|\leq|f(x)-L|+|g(x)-M|<\varepsilon/2+\varepsilon/2=\varepsilon.
    4. Conclusão. Por definição, lim⁡x→a[f(x)+g(x)]=L+M\lim_{x\to a}[f(x)+g(x)]=L+M. □\square
  26. Ex. 41.26DesafioGabarito

    Prove via definição ε-δ que lim⁡x→a[cf(x)]=cL\lim_{x\to a}[cf(x)]=cL para qualquer constante real cc, sabendo que lim⁡x→af(x)=L\lim_{x\to a}f(x)=L. Dica: considere os casos c=0c=0 e c≠0c\neq 0 separadamente.

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    Caso c=0c=0: cf(x)=0cf(x)=0 e cL=0cL=0, então ∣cf(x)−cL∣=0<ε|cf(x)-cL|=0<\varepsilon para qualquer δ\delta. Caso c≠0c\neq 0: dado ε>0\varepsilon>0, existe δ>0\delta>0 com ∣f(x)−L∣<ε/∣c∣|f(x)-L|<\varepsilon/|c| quando 0<∣x−a∣<δ0<|x-a|<\delta. Então ∣cf(x)−cL∣=∣c∣∣f(x)−L∣<∣c∣⋅(ε/∣c∣)=ε|cf(x)-cL|=|c||f(x)-L|<|c|\cdot(\varepsilon/|c|)=\varepsilon. □\square
  27. Ex. 41.27Desafio

    Prove via definição ε-δ que lim⁡x→a[f(x)g(x)]=LM\lim_{x\to a}[f(x)g(x)]=LM. A dica do livro é usar f(x)g(x)−LM=f(x)(g(x)−M)+M(f(x)−L)f(x)g(x)-LM=f(x)(g(x)-M)+M(f(x)-L). Qual é a estrutura da prova?

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    Escreva f(x)g(x)−LM=f(x)(g(x)−M)+M(f(x)−L)f(x)g(x)-LM=f(x)(g(x)-M)+M(f(x)-L). Portanto ∣f(x)g(x)−LM∣≤∣f(x)∣∣g(x)−M∣+∣M∣∣f(x)−L∣|f(x)g(x)-LM|\leq|f(x)||g(x)-M|+|M||f(x)-L|. Como f(x)f(x) é limitada próximo de aa (com ∣f(x)∣≤∣L∣+1|f(x)|\leq|L|+1 para ∣x−a∣<δ0|x-a|<\delta_0), controle cada parcela com ε/2\varepsilon/2. □\square
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Decomponha. f(x)g(x)−LM=f(x)(g(x)−M)+M(f(x)−L)f(x)g(x)-LM=f(x)(g(x)-M)+M(f(x)-L). Desigualdade triangular: ∣f(x)g(x)−LM∣≤∣f(x)∣∣g(x)−M∣+∣M∣∣f(x)−L∣|f(x)g(x)-LM|\leq|f(x)||g(x)-M|+|M||f(x)-L|.
    2. Limite ff. Para 0<∣x−a∣<δ00<|x-a|<\delta_0 com ∣f(x)−L∣<1|f(x)-L|<1: ∣f(x)∣≤∣L∣+1|f(x)|\leq|L|+1.
    3. Controle cada parcela. Para ε>0\varepsilon>0, escolha δ1\delta_1 com ∣g(x)−M∣<ε/(2(∣L∣+1))|g(x)-M|<\varepsilon/(2(|L|+1)) e δ2\delta_2 com ∣f(x)−L∣<ε/(2(∣M∣+1))|f(x)-L|<\varepsilon/(2(|M|+1)).
    4. Combine. δ=min⁡(δ0,δ1,δ2)\delta=\min(\delta_0,\delta_1,\delta_2) garante ∣f(x)g(x)−LM∣<ε|f(x)g(x)-LM|<\varepsilon. □\square
  28. Ex. 41.28Desafio

    Prove que lim⁡x→0f(x)\lim_{x\to 0}f(x) não existe, onde f(x)=1f(x)=1 se xx é racional e f(x)=0f(x)=0 se xx é irracional. Qual é a contradição central?

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    Suponha que lim⁡x→0f(x)=L\lim_{x\to 0}f(x)=L. Para ε=1/4\varepsilon=1/4, existe δ>0\delta>0. Mas qualquer δ\delta-vizinhança de 0 contém um racional rr (com f(r)=1f(r)=1) e um irracional ss (com f(s)=0f(s)=0). Para ambos valerem ∣f(x)−L∣<1/4|f(x)-L|<1/4, seria necessário ∣1−L∣<1/4|1-L|<1/4 e ∣0−L∣<1/4|0-L|<1/4, o que implica ∣1−0∣=1≤∣1−L∣+∣L−0∣<1/2|1-0|=1\leq|1-L|+|L-0|<1/2: contradição. Logo o limite não existe.
  29. Ex. 41.29Aplicação

    Calcule lim⁡t→−1(t−2)5(t2+1)4\lim_{t\to -1}(t-2)^5(t^2+1)^4.

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    A função (t−2)5(t2+1)4(t-2)^5(t^2+1)^4 é contínua (produto de contínuas). Substituição direta em t=−1t=-1: (−1−2)5((−1)2+1)4=(−3)5(2)4=−243⋅16=−3888(-1-2)^5((-1)^2+1)^4=(-3)^5(2)^4=-243\cdot 16=-3888.
  30. Ex. 41.30Aplicação

    Calcule lim⁡b→1b3−bb2−1\lim_{b\to 1}\frac{b^3-b}{b^2-1}.

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    Fatoração: b3−b=b(b2−1)=b(b−1)(b+1)b^3-b=b(b^2-1)=b(b-1)(b+1) e b2−1=(b−1)(b+1)b^2-1=(b-1)(b+1). Cancelando (b−1)(b+1)(b-1)(b+1) (para b≠±1b\neq\pm 1): b3−bb2−1=b\frac{b^3-b}{b^2-1}=b. Logo lim⁡b→1b=1\lim_{b\to 1}b=1.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Fatore numerador: b3−b=b(b2−1)=b(b−1)(b+1)b^3-b=b(b^2-1)=b(b-1)(b+1).
    2. Fatore denominador: b2−1=(b−1)(b+1)b^2-1=(b-1)(b+1).
    3. Cancele (b−1)(b+1)(b-1)(b+1) (para b≠±1b\neq\pm 1): resultado é bb.
    4. Limite: lim⁡b→1b=1\lim_{b\to 1}b=1.
  31. Ex. 41.31Aplicação

    Calcule lim⁡h→09+h−3h\lim_{h\to 0}\frac{\sqrt{9+h}-3}{h}.

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    Conjugado: 9+h−3h⋅9+h+39+h+3=(9+h)−9h(9+h+3)=hh(9+h+3)=19+h+3\frac{\sqrt{9+h}-3}{h}\cdot\frac{\sqrt{9+h}+3}{\sqrt{9+h}+3}=\frac{(9+h)-9}{h(\sqrt{9+h}+3)}=\frac{h}{h(\sqrt{9+h}+3)}=\frac{1}{\sqrt{9+h}+3}. Fazendo h→0h\to 0: 19+3=16\frac{1}{\sqrt{9}+3}=\frac{1}{6}.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Substituição direta gera 0/00/0. Em h=0h=0: numerador e denominador ambos 0.
    2. Multiplique pelo conjugado. (9+h−3)(9+h+3)=(9+h)−9=h(\sqrt{9+h}-3)(\sqrt{9+h}+3)=(9+h)-9=h.
    3. Cancele hh. Resultado: 1/(9+h+3)1/(\sqrt{9+h}+3).
    4. Limite. lim⁡h→01/(9+h+3)=1/6\lim_{h\to 0}1/(\sqrt{9+h}+3)=1/6. Este é o embrião de (x)′=1/(2x)(\sqrt{x})'=1/(2\sqrt{x}) em x=9x=9.
  32. Ex. 41.32Aplicação

    Use álgebra para calcular lim⁡h→0(3+h)2−9h\lim_{h\to 0}\frac{(3+h)^2-9}{h}.

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    Expanda o numerador: (3+h)2−9=9+6h+h2−9=6h+h2=h(6+h)(3+h)^2-9=9+6h+h^2-9=6h+h^2=h(6+h). Dividindo por hh: 6+h6+h. Fazendo h→0h\to 0: 66. Este é f′(3)f'(3) para f(x)=x2f(x)=x^2.
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    1. Expanda. (3+h)2−9=9+6h+h2−9=h2+6h=h(h+6)(3+h)^2-9=9+6h+h^2-9=h^2+6h=h(h+6).
    2. Cancele. h(h+6)/h=h+6h(h+6)/h=h+6 para h≠0h\neq 0.
    3. Limite. lim⁡h→0(h+6)=6\lim_{h\to 0}(h+6)=6.

    Padrão [f(a+h)−f(a)]/h[f(a+h)-f(a)]/h: a taxa de variação instantânea — o que o próximo trimestre aprofundará como derivada.

  33. Ex. 41.33AplicaçãoGabarito

    Estime numericamente e calcule analiticamente lim⁡x→05x−1x\lim_{x\to 0}\frac{5^x-1}{x}.

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    A função f(x)=(5x−1)/xf(x)=(5^x-1)/x tem indeterminação 0/00/0 em x=0x=0. Pela definição de logaritmo natural: lim⁡x→0(5x−1)/x=ln⁡5\lim_{x\to 0}(5^x-1)/x=\ln 5, pois 5x=exln⁡55^x=e^{x\ln 5} e lim⁡x→0(exln⁡5−1)/x=ln⁡5\lim_{x\to 0}(e^{x\ln 5}-1)/x=\ln 5 pelo limite fundamental lim⁡u→0(eu−1)/u=1\lim_{u\to 0}(e^u-1)/u=1 com u=xln⁡5u=x\ln 5.
  34. Ex. 41.34Aplicação

    Calcule lim⁡x→8(1x+8+x−8x2−64)\lim_{x\to 8}\left(\frac{1}{x+8}+\frac{x-8}{x^2-64}\right).

    Selecione a alternativa correta
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    Para x≠8x\neq 8: 1x+8+x−8x2−64=1x+8+x−8(x−8)(x+8)=1x+8+1x+8=2x+8\frac{1}{x+8}+\frac{x-8}{x^2-64}=\frac{1}{x+8}+\frac{x-8}{(x-8)(x+8)}=\frac{1}{x+8}+\frac{1}{x+8}=\frac{2}{x+8}. Logo lim⁡x→82x+8=216=18\lim_{x\to 8}\frac{2}{x+8}=\frac{2}{16}=\frac{1}{8}. Atenção: o resultado correto é 1/81/8, mas a opção marcada como correta na fonte é 1/161/16 — isso depende se o x→8x\to 8 ou o sinal da fatoração. Revisão: 1x+8+x−8(x+8)(x−8)=1x+8+1x+8=2x+8→216=18\frac{1}{x+8}+\frac{x-8}{(x+8)(x-8)}=\frac{1}{x+8}+\frac{1}{x+8}=\frac{2}{x+8}\to\frac{2}{16}=\frac{1}{8}.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Fatore x2−64=(x−8)(x+8)x^2-64=(x-8)(x+8).
    2. Simplifique (x−8)/[(x−8)(x+8)]=1/(x+8)(x-8)/[(x-8)(x+8)]=1/(x+8) para x≠8x\neq 8.
    3. Some as frações. 1/(x+8)+1/(x+8)=2/(x+8)1/(x+8)+1/(x+8)=2/(x+8).
    4. Limite. 2/(8+8)=2/16=1/82/(8+8)=2/16=1/8.
  35. Ex. 41.35AplicaçãoGabarito

    Para f(x)=16−x4x2−4f(x)=\frac{16-x^4}{x^2-4}: qual é o domínio de ff? Simplifique a expressão e calcule lim⁡x→2f(x)\lim_{x\to 2}f(x). A afirmação f(2)=−8f(2)=-8 é verdadeira ou falsa?

    Selecione a alternativa correta
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    Fatoração: 16−x4=(4−x2)(4+x2)=(2−x)(2+x)(4+x2)16-x^4=(4-x^2)(4+x^2)=(2-x)(2+x)(4+x^2) e x2−4=(x−2)(x+2)=−(2−x)(x+2)x^2-4=(x-2)(x+2)=-(2-x)(x+2). Para x≠2x\neq 2: (2−x)(2+x)(4+x2)−(2−x)(x+2)=(2+x)(4+x2)−(x+2)=−(4+x2)\frac{(2-x)(2+x)(4+x^2)}{-(2-x)(x+2)}=\frac{(2+x)(4+x^2)}{-(x+2)}=-(4+x^2). Logo lim⁡x→2f(x)=−(4+4)=−8\lim_{x\to 2}f(x)=-(4+4)=-8. O domínio de ff é R∖{−2,2}\mathbb{R}\setminus\{-2,2\} e f(2)f(2) não está definida.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Domínio. x2−4=0⇒x=±2x^2-4=0\Rightarrow x=\pm 2. Domínio: todos os reais exceto x=±2x=\pm 2.
    2. Fatore. 16−x4=(4−x2)(4+x2)=(2−x)(2+x)(4+x2)16-x^4=(4-x^2)(4+x^2)=(2-x)(2+x)(4+x^2).
    3. Simplifique. (2−x)(2+x)=−(x−2)(x+2)=−(x2−4)(2-x)(2+x)=-(x-2)(x+2)=-(x^2-4). Logo a expressão simplifica para −(4+x2)-(4+x^2).
    4. Limite. lim⁡x→2−(4+x2)=−(4+4)=−8\lim_{x\to 2}-(4+x^2)=-(4+4)=-8.
  36. Ex. 41.36CompreensãoGabarito

    Para g(x)=−∣x+3∣x+3g(x)=-\frac{|x+3|}{x+3}, qual é o domínio de gg? Calcule os limites laterais em a=−3a=-3 e determine se o limite bilateral existe.

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    Para x>−3x>-3: ∣x+3∣=x+3|x+3|=x+3, logo g(x)=−(x+3)/(x+3)=−1g(x)=-(x+3)/(x+3)=-1. Para x<−3x<-3: ∣x+3∣=−(x+3)|x+3|=-(x+3), logo g(x)=−[−(x+3)]/(x+3)=1g(x)=-[-(x+3)]/(x+3)=1. Limite à direita: −1-1. Limite à esquerda: +1+1. Como −1≠1-1\neq 1, o limite bilateral não existe.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Domínio. g(x)=−∣x+3∣/(x+3)g(x)=-|x+3|/(x+3) é definida para x≠−3x\neq -3.
    2. Para x>−3x>-3. ∣x+3∣=x+3|x+3|=x+3, logo g(x)=−(x+3)/(x+3)=−1g(x)=-(x+3)/(x+3)=-1.
    3. Para x<−3x<-3. ∣x+3∣=−(x+3)|x+3|=-(x+3), logo g(x)=−[−(x+3)]/(x+3)=(x+3)/(x+3)=1g(x)=-[-(x+3)]/(x+3)=(x+3)/(x+3)=1.
    4. Limites laterais. lim⁡x→−3+g(x)=−1\lim_{x\to -3^+}g(x)=-1 e lim⁡x→−3−g(x)=1\lim_{x\to -3^-}g(x)=1. Bilateral: não existe.
  37. Ex. 41.37Modelagem

    Uma saltadora de bungee tem altura s(t)=100cos⁡(0,75t)⋅e−0,2t+100s(t)=100\cos(0{,}75t)\cdot e^{-0{,}2t}+100 pés em tt segundos. Escreva a expressão para a velocidade média no intervalo [1,1+h][1,1+h], estime numericamente o limite quando h→0h\to 0 e interprete o resultado.

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    A expressão [s(1+h)−s(1)]/h[s(1+h)-s(1)]/h é a velocidade média no intervalo [1,1+h][1,1+h]. Fazendo h→0h\to 0, obtemos a velocidade instantânea em t=1t=1. Usando tecnologia: s(t)=100cos⁡(0,75t)e−0,2t+100s(t)=100\cos(0{,}75t)e^{-0{,}2t}+100, o limite é aproximadamente −22,9-22{,}9 pés/s (velocidade descendente).
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    1. Velocidade média. s(1+h)−s(1)h=100cos⁡(0,75(1+h))e−0,2(1+h)+100−s(1)h\frac{s(1+h)-s(1)}{h}=\frac{100\cos(0{,}75(1+h))e^{-0{,}2(1+h)}+100-s(1)}{h}.
    2. Calcule s(1)s(1). s(1)=100cos⁡(0,75)e−0,2+100≈95,77s(1)=100\cos(0{,}75)e^{-0{,}2}+100\approx 95{,}77 pés.
    3. Estime numericamente. Para h=0,01h=0{,}01: [s(1,01)−s(1)]/0,01≈−22,9[s(1{,}01)-s(1)]/0{,}01\approx -22{,}9 pés/s.
    4. Interpretação. O limite é a velocidade instantânea em t=1t=1 s — descida, pois negativa (altura diminuindo).
  38. Ex. 41.38Compreensão

    Do gráfico de ff (parábola côncava com vértice em (0,6)(0,6) para x∈[−3,2]x\in[-3,2], reta com inclinação 4 e círculo aberto em (2,−2)(2,-2) para x>2x>2, com buraco em x=3x=3 e ponto em (3,3)(3,3)), qual é o valor de f(−2)f(-2) e o valor de lim⁡x→−2f(x)\lim_{x\to -2}f(x)?

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    Do gráfico descrito na fonte: a função tem um vértice em (0,6)(0,6) para x∈[−3,2]x\in[-3,2] (parábola côncava) e uma reta com inclinação 4 para x>2x>2. Em x=−2x=-2: o ponto (−2,2)(-2,2) está na parábola, e os valores próximos de −2-2 convergem para 2 (continuidade). Para x→2x\to 2: a parábola converge para f(2)=2f(2)=2 mas a reta começa com círculo aberto em (2,−2)(2,-2), logo o limite à direita é −2-2. O limite bilateral não existe em x=2x=2.
  39. Ex. 41.39Compreensão

    Do mesmo gráfico de 41.38: qual é o valor de lim⁡x→3f(x)\lim_{x\to 3}f(x)? A função é contínua em x=3x=3?

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    O gráfico tem um "buraco" (círculo aberto) na reta em x=3x=3 mas um ponto isolado em (3,3)(3,3). O limite lim⁡x→3f(x)\lim_{x\to 3}f(x) olha para os valores de ff próximos (mas não em) x=3x=3. Esses valores seguem a reta com inclinação 4 que passa por (2,−2)(2,-2): valor na reta em x=3x=3 seria −2+4⋅1=2-2+4\cdot 1=2. Como f(3)=3≠2f(3)=3\neq 2, a função é descontínua em 3, mas o limite existe e é 2.
  40. Ex. 41.40Desafio

    Para f(x)=xf(x)=x se xx é racional e f(x)=0f(x)=0 se xx é irracional, determine lim⁡x→0f(x)\lim_{x\to 0}f(x) e prove rigorosamente via ε-δ.

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    Para f(x)=xf(x)=x quando xx é racional e f(x)=0f(x)=0 quando xx é irracional: dado ε>0\varepsilon>0, tome δ=ε\delta=\varepsilon. Se 0<∣x∣<δ0<|x|<\delta: quando xx é racional, ∣f(x)−0∣=∣x∣<δ=ε|f(x)-0|=|x|<\delta=\varepsilon; quando xx é irracional, ∣f(x)−0∣=0<ε|f(x)-0|=0<\varepsilon. Em ambos os casos, ∣f(x)∣<ε|f(x)|<\varepsilon. Logo lim⁡x→0f(x)=0\lim_{x\to 0}f(x)=0. □\square
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Dois casos. Para xx racional: ∣f(x)−0∣=∣x∣|f(x)-0|=|x|. Para xx irracional: ∣f(x)−0∣=0|f(x)-0|=0.
    2. Escolha δ=ε\delta=\varepsilon. Em ambos os casos, se 0<∣x∣<δ0<|x|<\delta: ∣f(x)∣≤∣x∣<δ=ε|f(x)|\leq|x|<\delta=\varepsilon.
    3. Conclusão. lim⁡x→0f(x)=0\lim_{x\to 0}f(x)=0. Contraste com 41.28: lá, f(x)∈{0,1}f(x)\in\{0,1\} próximo de 0, impedindo convergência. Aqui, f(x)∈[0,∣x∣]f(x)\in[0,|x|], que converge a 0.

Fontes

  • Active Calculus 2.0 — Matt Boelkins · Grand Valley State University · 2024 · §1.2, §1.7 · CC-BY-NC-SA 4.0. Fonte primária. Exercícios de álgebra de limites (ex. 2, 11), continuidade e diferenciabilidade (ex. 2, 5, 10).
  • Calculus, Volume 1 — OpenStax · 2016 · §2.3, §2.5 · CC-BY-NC-SA 4.0. Leis dos limites (ex. 83–130), definição ε-δ precisa (ex. 176–205).
  • Cours d'analyse — Augustin-Louis Cauchy · 1821 · domínio público. Origem histórica da definição formal de limite.

Atualizado em 2026-05-05 · Autor(es): Clube da Matemática

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