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v1 · padrão canônico

Lição 61 — Máximos e mínimos

Pontos críticos, Teorema de Fermat, testes da 1ª e 2ª derivada, e o algoritmo de extremos absolutos em intervalos fechados.

Usado em: 2.º ano EM · Equiv. Math II/III japonês · Equiv. Analysis/Kurvendiskussion alemã

f′(c)=0  ⟹  c candidato a extremo localf'(c) = 0 \;\Longrightarrow\; c \text{ candidato a extremo local}

Teorema de Fermat: se f tem extremo local em c (interior ao domínio) e é derivável em c, então f′(c)=0f'(c) = 0. Pontos onde f′(c)=0f'(c) = 0 ou f′(c)f'(c) não existe são chamados pontos críticos.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Definições, teoremas e algoritmos

Extremos locais e absolutos

"Se f tem um máximo ou mínimo local em c, então c é um ponto crítico de f." — Active Calculus §3.1

Teste da 1.ª derivada

Teste da 2.ª derivada

"When the second derivative test is inconclusive, we resort to the first derivative test." — OpenStax Calculus Vol. 1, §4.5

Teorema do Valor Extremo (Weierstrass)

Algoritmo dos extremos absolutos em [a, b]

mín localmín localmáx localmáx localab

Extremos locais ocorrem em pontos críticos (onde f′=0f'=0). Extremos absolutos podem ser extremos locais ou os endpoints aa e bb.

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

40 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 26Compreensão 7Modelagem 3Desafio 3Demonstração 1
  1. Ex. 61.1Compreensão

    Por que é necessário verificar os endpoints ao encontrar o mínimo absoluto de uma função contínua sobre [a,b][a, b]?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Pelo algoritmo de extremos absolutos em [a,b][a,b], devemos avaliar ff em todos os pontos críticos interiores E nos endpoints. O mínimo absoluto pode estar em qualquer um desses pontos — não apenas onde f′=0f'=0.
  2. Ex. 61.2Compreensão

    Examinando uma função sobre o intervalo aberto (a,b)(a, b), com aa e bb finitos, é possível não ter máximo absoluto ou mínimo absoluto?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    O Teorema do Valor Extremo exige intervalo fechado e limitado. Em (a,b)(a,b) (aberto), uma função contínua pode não atingir os valores extremos. Exemplo: f(x)=xf(x)=x em (0,1)(0,1) tem supremo 1 e ínfimo 0, mas nenhum dos dois é atingido.
  3. Ex. 61.3Compreensão

    Ao verificar pontos críticos, por que também é necessário determinar os pontos onde f′(x)f'(x) não existe?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Ao procurar pontos críticos devemos incluir pontos onde f′(x)f'(x) não existe, pois extremos locais podem ocorrer nesses pontos. Exemplo: f(x)=∣x∣f(x)=|x| tem mínimo absoluto em x=0x=0, mas f′(0)f'(0) não existe.
  4. Ex. 61.4CompreensãoGabarito

    É possível ter máximo absoluto finito para y=ax2+bx+cy = ax^2 + bx + c em todo (−∞,∞)(-\infty, \infty)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para y=ax2+bx+cy = ax^2+bx+c sobre (−∞,∞)(-\infty,\infty): se a<0a < 0, a parábola abre para baixo e tem máximo absoluto em x=−b/(2a)x = -b/(2a). Se a>0a > 0, não há máximo (função vai a +∞+\infty).
  5. Ex. 61.5Compreensão

    É possível ter máximo absoluto finito para y=ax3+bx2+cx+dy = ax^3 + bx^2 + cx + d com a≠0a\neq 0 em todo (−∞,∞)(-\infty, \infty)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para y=ax3+bx2+cx+dy = ax^3+bx^2+cx+d com a≠0a\neq 0, o termo cúbico domina no infinito. Se a>0a>0: y→+∞y\to+\infty quando x→+∞x\to+\infty e y→−∞y\to-\infty quando x→−∞x\to-\infty. Logo não há máximo nem mínimo absoluto finito em (−∞,∞)(-\infty,\infty).
  6. Ex. 61.6Aplicação

    Encontre os pontos críticos de y=sin⁡2(x)y = \sin^2(x) no domínio real.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y′=2sin⁡xcos⁡x=sin⁡(2x)y' = 2\sin x\cos x = \sin(2x). sin⁡(2x)=0\sin(2x)=0 quando 2x=kπ2x = k\pi, ou seja, x=kπ/2x = k\pi/2 para todo inteiro kk.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Derive: y=sin⁡2x⇒y′=2sin⁡xcos⁡xy = \sin^2 x \Rightarrow y' = 2\sin x\cos x.
    2. Identidade: 2sin⁡xcos⁡x=sin⁡(2x)2\sin x\cos x = \sin(2x).
    3. Resolva sin⁡(2x)=0\sin(2x)=0: 2x=kπ⇒x=kπ/22x = k\pi \Rightarrow x = k\pi/2.
  7. Ex. 61.7AplicaçãoGabarito

    Encontre os pontos críticos de y=x3/2−3x5/2y = x^{3/2} - 3x^{5/2} no domínio natural.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y′=32x1/2−152x3/2=32x1/2(1−5x)y' = \frac{3}{2}x^{1/2} - \frac{15}{2}x^{3/2} = \frac{3}{2}x^{1/2}(1-5x). Zeros: x1/2=0⇒x=0x^{1/2}=0 \Rightarrow x=0 e 1−5x=0⇒x=1/51-5x=0 \Rightarrow x=1/5. Domínio: x≥0x\geq 0. Pontos críticos: x=0x=0 e x=1/5x=1/5.
  8. Ex. 61.8Aplicação

    Encontre os extremos locais e absolutos de y=x2+4x+5y = x^2 + 4x + 5 em (−∞,∞)(-\infty,\infty).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=x2+4x+5y = x^2+4x+5. y′=2x+4=0⇒x=−2y'=2x+4=0 \Rightarrow x=-2. Em (−∞,∞)(-\infty,\infty): y′′(−2)=2>0y''(-2)=2>0 → mínimo local e absoluto. Valor: y(−2)=4−8+5=1y(-2)=4-8+5=1. Sem máximo absoluto pois y→+∞y\to+\infty quando x→±∞x\to\pm\infty.
  9. Ex. 61.9AplicaçãoGabarito

    Classifique os extremos locais de y=x3−12xy = x^3 - 12x em (−∞,∞)(-\infty,\infty).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y′=3x2−12=3(x2−4)=3(x−2)(x+2)y'=3x^2-12=3(x^2-4)=3(x-2)(x+2). Zeros: x=±2x=\pm 2. Em x=−2x=-2: y′′(−2)=−12<0y''(-2)=-12<0 → máximo local, y(−2)=−8+24=16y(-2)=-8+24=16. Em x=2x=2: y′′(2)=12>0y''(2)=12>0 → mínimo local, y(2)=8−24=−16y(2)=8-24=-16.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Derive y=x3−12xy=x^3-12x: y′=3x2−12y'=3x^2-12.
    2. Resolva 3x2−12=0⇒x=±23x^2-12=0 \Rightarrow x=\pm 2.
    3. Aplique o 2.º teste: y′′=6xy''=6x; em x=−2x=-2: y′′=−12<0y''=-12<0 (máximo); em x=2x=2: y′′=12>0y''=12>0 (mínimo).
    4. Avalie: y(−2)=16y(-2)=16, y(2)=−16y(2)=-16.
  10. Ex. 61.10Aplicação

    Encontre os extremos locais de y=(x−x2)2y = (x - x^2)^2 em [−1,1][-1, 1].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=(x−x2)2y=(x-x^2)^2. y′=2(x−x2)(1−2x)y'=2(x-x^2)(1-2x). Zeros: x=0x=0, x=1x=1, x=1/2x=1/2. Avaliação: y(0)=0y(0)=0, y(1)=0y(1)=0, y(1/2)=1/16y(1/2)=1/16 (mínimo local entre os zeros). Em [−1,1][-1,1]: y(−1)=(−1−1)2=4y(-1)=(-1-1)^2=4 (máximo absoluto).
  11. Ex. 61.11Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=9−xy = \sqrt{9-x} em [1,9][1, 9].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=9−xy=\sqrt{9-x} em [1,9][1,9]. y′=−129−x<0y'=-\frac{1}{2\sqrt{9-x}}<0 para todo x<9x<9: função estritamente decrescente. Mínimo absoluto: y(9)=0y(9)=0. Máximo absoluto: y(1)=8=22≈2,83y(1)=\sqrt{8}=2\sqrt{2}\approx 2{,}83.
  12. Ex. 61.12Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=x+sin⁡(x)y = x + \sin(x) em [0,2π][0, 2\pi].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=x+sin⁡xy=x+\sin x em [0,2π][0,2\pi]. y′=1+cos⁡x≥0y'=1+\cos x\geq 0 para todo xx, com igualdade apenas em x=πx=\pi. Função não-decrescente: mínimo em x=0x=0, y(0)=0y(0)=0; máximo em x=2πx=2\pi, y(2π)=2π+0=2πy(2\pi)=2\pi+0=2\pi.
  13. Ex. 61.13Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=x1+xy = \dfrac{x}{1+x} em [0,100][0, 100].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=x1+xy=\frac{x}{1+x} em [0,100][0,100]. y′=(1+x)−x(1+x)2=1(1+x)2>0y'=\frac{(1+x)-x}{(1+x)^2}=\frac{1}{(1+x)^2}>0: função estritamente crescente, sem pontos críticos interiores. Mínimo absoluto: y(0)=0y(0)=0. Máximo absoluto: y(100)=100/101y(100)=100/101.
  14. Ex. 61.14Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=∣x+1∣+∣x−1∣y = |x+1| + |x-1| em [−3,2][-3, 2].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=∣x+1∣+∣x−1∣y=|x+1|+|x-1| em [−3,2][-3,2]. Para x<−1x<-1: y=−(x+1)−(x−1)=−2xy=-(x+1)-(x-1)=-2x. Para −1≤x≤1-1\leq x\leq 1: y=(x+1)−(x−1)=2y=(x+1)-(x-1)=2. Para x>1x>1: y=(x+1)+(x−1)=2xy=(x+1)+(x-1)=2x. Avaliação: y(−3)=6y(-3)=6, y(−1)=2y(-1)=2, y(1)=2y(1)=2, y(2)=4y(2)=4. Mínimo: 22 em [−1,1][-1,1]. Máximo: 66 em x=−3x=-3.
  15. Ex. 61.15Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=x−x3y = x - x^3 em [0,4][0, 4].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=x−x3y=x-x^3 em [0,4][0,4]. y′=1−3x2=0⇒x=1/3y'=1-3x^2=0 \Rightarrow x=1/\sqrt{3}. Avaliação: y(0)=0y(0)=0, y(1/3)=1/3−1/(33)=2/(33)=23/9y(1/\sqrt{3})=1/\sqrt{3}-1/(3\sqrt{3})=2/(3\sqrt{3})=2\sqrt{3}/9, y(4)=4−64=−60y(4)=4-64=-60. Mínimo absoluto: −60-60 em x=4x=4. Máximo absoluto: 23/92\sqrt{3}/9 em x=1/3x=1/\sqrt{3}.
  16. Ex. 61.16Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=sin⁡x+cos⁡xy = \sin x + \cos x em [0,2π][0, 2\pi].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=sin⁡x+cos⁡xy=\sin x+\cos x em [0,2π][0,2\pi]. y′=cos⁡x−sin⁡x=0⇒tan⁡x=1⇒x=π/4,5π/4y'=\cos x-\sin x=0 \Rightarrow \tan x=1 \Rightarrow x=\pi/4,5\pi/4. Avaliação: y(0)=1y(0)=1, y(π/4)=2y(\pi/4)=\sqrt{2}, y(5π/4)=−2y(5\pi/4)=-\sqrt{2}, y(2π)=1y(2\pi)=1. Máximo: 2\sqrt{2}. Mínimo: −2-\sqrt{2}.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Derive: y′=cos⁡x−sin⁡xy'=\cos x-\sin x.
    2. Resolva cos⁡x=sin⁡x⇒tan⁡x=1\cos x=\sin x \Rightarrow \tan x=1 em [0,2π][0,2\pi]: x=π/4x=\pi/4 e x=5π/4x=5\pi/4.
    3. Avalie em críticos e endpoints; compare os quatro valores.
  17. Ex. 61.17Aplicação

    Determine os extremos absolutos de f(x)=x2+3f(x) = x^2 + 3 em [−1,4][-1, 4]. (Resp: mín absoluto 44 em x=−1x=-1; máx absoluto 1919 em x=4x=4.)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=x2+4x+5=(x+2)2+1y = x^2 + 4x + 5 = (x+2)^2+1. Em (−∞,∞)(-\infty,\infty): mínimo absoluto f(−2)=1f(-2)=1. Sem máximo absoluto (vai a +∞+\infty).
  18. Ex. 61.18Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=x2+2xy = x^2 + 2x em [1,4][1, 4].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=x2+2xy=x^2+2x em [1,4][1,4]. y′=2x+2=0⇒x=−1y'=2x+2=0 \Rightarrow x=-1 (fora do intervalo). Função crescente em [1,4][1,4] pois y′>0y'>0 aí. Avaliação: y(1)=1+2=3y(1)=1+2=3, y(4)=16+8=24y(4)=16+8=24. Mínimo absoluto: 33. Máximo absoluto: 2424.
  19. Ex. 61.19Aplicação

    Classifique os extremos locais de y=x3(1−x)6y = x^3(1-x)^6 em (−∞,∞)(-\infty,\infty).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=x3(1−x)6y=x^3(1-x)^6. y′=3x2(1−x)6+x3⋅6(1−x)5(−1)=x2(1−x)5[3(1−x)−6x]=x2(1−x)5(3−9x)y'=3x^2(1-x)^6 + x^3\cdot 6(1-x)^5(-1) = x^2(1-x)^5[3(1-x)-6x]=x^2(1-x)^5(3-9x). Zeros: x=0, x=1, x=1/3x=0,\, x=1,\, x=1/3. Em x=1/3x=1/3: sinal de y′y' muda de ++ para −- → máximo local. y(1/3)=(1/3)3(2/3)6=64/6561y(1/3)=(1/3)^3(2/3)^6=64/6561.
  20. Ex. 61.20Aplicação

    Uma empresa tem custo C=x2−1200x+36400C = x^2 - 1200x + 36400 (em dólares), onde xx é o número de celulares produzidos (em milhares). Quantas unidades (em milhares) minimizam este custo?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    C(x)=x2−1200x+36400C(x)=x^2-1200x+36400. C′(x)=2x−1200=0⇒x=600C'(x)=2x-1200=0 \Rightarrow x=600. C′′(x)=2>0C''(x)=2>0 → mínimo. Custo mínimo: C(600)=360000−720000+36400=−323600C(600)=360000-720000+36400=-323600... corrigindo: custo mínimo em x=600x=600 (mil unidades).
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Derive: C′(x)=2x−1200C'(x)=2x-1200.
    2. Zere: x=600x=600 (em milhares de unidades).
    3. Confirme mínimo: C′′=2>0C''=2>0.
  21. Ex. 61.21Modelagem

    Uma bola é lançada verticalmente e sua posição é h(t)=−4,9t2+60t+5h(t) = -4{,}9t^2 + 60t + 5 metros. Determine a altura máxima atingida e quando isso ocorre.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    h(t)=−4,9t2+60t+5h(t)=-4{,}9t^2+60t+5. h′(t)=−9,8t+60=0⇒t=60/9,8≈6,12h'(t)=-9{,}8t+60=0 \Rightarrow t=60/9{,}8\approx 6{,}12 s. Altura máxima: h(6,12)=−4,9(37,45)+60(6,12)+5≈−183,5+367,2+5=188,67h(6{,}12)=-4{,}9(37{,}45)+60(6{,}12)+5\approx -183{,}5+367{,}2+5=188{,}67 m.
  22. Ex. 61.22Aplicação

    Dado y=ax2+bx+cy = ax^2 + bx + c com a>0a > 0, determine o ponto crítico e classifique-o.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para y=ax2+bx+cy=ax^2+bx+c com a>0a>0: y′=2ax+b=0⇒x=−b/(2a)y'=2ax+b=0 \Rightarrow x=-b/(2a). Como y′′=2a>0y''=2a>0, é mínimo local (e absoluto em (−∞,∞)(-\infty,\infty)). Para intervalos fechados, compare também com os endpoints.
  23. Ex. 61.23Aplicação

    Para y=(x−1)ay = (x-1)^a com a>1a > 1 inteiro, determine o ponto crítico e sua classificação.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=(x−1)ay=(x-1)^a, a>1a>1 inteiro. y′=a(x−1)a−1=0⇒x=1y'=a(x-1)^{a-1}=0 \Rightarrow x=1. Se aa é par: (x−1)a−1(x-1)^{a-1} muda de sinal em x=1x=1 (de negativo para positivo) → mínimo local. Se aa é ímpar: sem mudança de sinal → ponto de inflexão.
  24. Ex. 61.24Aplicação

    Para f(x)=3e−9x2f(x) = 3e^{-9x^2}, encontre os pontos críticos e classifique-os.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=3e−9x2f(x)=3e^{-9x^2}. f′(x)=3⋅(−18x)e−9x2=−54xe−9x2f'(x)=3\cdot(-18x)e^{-9x^2}=-54xe^{-9x^2}. Zero: x=0x=0. Para x<0x<0: f′>0f'>0; para x>0x>0: f′<0f'<0. Mudança de ++ para −- → máximo local (não mínimo). Valor: f(0)=3f(0)=3.
  25. Ex. 61.25AplicaçãoGabarito

    Para f(x)=3x4−6x2+9f(x) = 3x^4 - 6x^2 + 9, determine os intervalos de crescimento e decrescimento.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=3x4−6x2+9f(x)=3x^4-6x^2+9. f′(x)=12x3−12x=12x(x2−1)=12x(x−1)(x+1)f'(x)=12x^3-12x=12x(x^2-1)=12x(x-1)(x+1). Pontos críticos: x=−1,0,1x=-1,0,1. Tabela de sinais: f′>0f'>0 em (−1,0)∪(1,∞)(-1,0)\cup(1,\infty); f′<0f'<0 em (−∞,−1)∪(0,1)(-\infty,-1)\cup(0,1). Logo crescente em (−1,0)∪(1,∞)(-1,0)\cup(1,\infty).
  26. Ex. 61.26Aplicação

    Use o teste da 2.ª derivada para encontrar extremos locais de f(x)=x2+7x−14f(x) = x^2 + 7x - 14.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x2+7x−14f(x)=x^2+7x-14. f′(x)=2x+7=0⇒x=−7/2f'(x)=2x+7=0 \Rightarrow x=-7/2. f′′(x)=2>0f''(x)=2>0 → mínimo local em x=−7/2x=-7/2. Valor: f(−7/2)=49/4−49/2−14=49/4−98/4−56/4=−105/4f(-7/2)=49/4-49/2-14=49/4-98/4-56/4=-105/4.
  27. Ex. 61.27Aplicação

    Encontre e classifique os pontos críticos de f(x)=7x7(5−x)6f(x) = 7x^7(5-x)^6.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=7x7(5−x)6f(x)=7x^7(5-x)^6. f′(x)=49x6(5−x)6+7x7⋅6(5−x)5(−1)=7x6(5−x)5[7(5−x)−6x]=7x6(5−x)5(35−13x)f'(x)=49x^6(5-x)^6+7x^7\cdot 6(5-x)^5(-1)=7x^6(5-x)^5[7(5-x)-6x]=7x^6(5-x)^5(35-13x). Zeros: x=0x=0, x=5x=5, x=35/13x=35/13. Em x=35/13x=35/13: sinal de f′f' muda de ++ para −- → máximo local. Em x=0x=0 e x=5x=5: sem mudança de sinal (potências pares) → sem extremos.
  28. Ex. 61.28Compreensão

    Suponha que g′(2)=0g'(2) = 0 e que g′(x)>0g'(x) > 0 em (1,2)(1,2) e em (2,3)(2,3). gg tem máximo local, mínimo local ou nenhum dos dois em x=2x=2?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se g′(x)>0g'(x) > 0 tanto em (1,2)(1,2) quanto em (2,3)(2,3), então a derivada não muda de sinal em torno de x=2x=2. Pelo 1.º teste, isso significa que x=2x=2 não é nem máximo nem mínimo local — é um ponto de inflexão (ponto crítico sem extremo).
  29. Ex. 61.29CompreensãoGabarito

    Suponha que g′(x)=(x+4)(x−1)2x−2g'(x) = \dfrac{(x+4)(x-1)^2}{x-2} e que gg tem assíntota vertical em x=2x=2. Classifique o ponto crítico x=−4x=-4.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    g′(x)=(x+4)(x−1)2x−2g'(x)=\frac{(x+4)(x-1)^2}{x-2}. Pontos críticos onde numerador é zero: x=−4x=-4 e x=1x=1. Em x=−4x=-4: (x−1)2>0(x-1)^2>0 e (x−2)<0(x-2)<0 (para xx próximo de −4-4). Sinal de g′g': para x<−4x<-4, (x+4)<0(x+4)<0 → g′<0g'<0; para x>−4x>-4 (próximo), (x+4)>0(x+4)>0 → g′>0g'>0. Mudança de −- para ++ → mínimo local.
  30. Ex. 61.30Aplicação

    Determine os extremos absolutos de f(x)=x2+3f(x) = x^2 + 3 em [−1,4][-1, 4].

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    f(x)=x2+3f(x)=x^2+3 em [−1,4][-1,4]. f′(x)=2x=0⇒x=0f'(x)=2x=0 \Rightarrow x=0. Avaliação: f(−1)=1+3=4f(-1)=1+3=4, f(0)=3f(0)=3, f(4)=16+3=19f(4)=16+3=19. Mínimo absoluto: 33 em x=0x=0. Máximo absoluto: 1919 em x=4x=4.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Derive: f′(x)=2xf'(x)=2x.
    2. Ponto crítico: x=0x=0, que pertence a (−1,4)(-1,4).
    3. Avalie em x=−1,0,4x=-1,0,4: valores 4,3,194,3,19.
    4. Mínimo absoluto: 33. Máximo absoluto: 1919.
  31. Ex. 61.31Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=x2+2xy = x^2 + 2x em [1,4][1, 4].

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    y=x2+2xy=x^2+2x em [1,4][1,4]. y′=2x+2=0⇒x=−1y'=2x+2=0 \Rightarrow x=-1, fora do intervalo. Em [1,4][1,4]: y′>0y'>0, função crescente. Avaliação: y(1)=1+2=3y(1)=1+2=3, y(4)=16+8=24y(4)=16+8=24. Mínimo absoluto: 33. Máximo absoluto: 2424.
  32. Ex. 61.32ModelagemGabarito

    A produção de ouro durante a corrida do ouro da Califórnia (1848–1888) é modelada por G(t)=25tt2+16G(t) = \dfrac{25t}{t^2+16}, onde tt é o número de anos após 1848. Encontre quando e quanto foi a produção máxima.

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    G(t)=25tt2+16G(t)=\frac{25t}{t^2+16}. G′(t)=25(t2+16)−25t⋅2t(t2+16)2=25(16−t2)(t2+16)2G'(t)=\frac{25(t^2+16)-25t\cdot 2t}{(t^2+16)^2}=\frac{25(16-t^2)}{(t^2+16)^2}. Zero: t=4t=4. Máximo: G(4)=10032=3,125G(4)=\frac{100}{32}=3{,}125 milhões de onças em t=4t=4 (1852).
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    1. Derive G(t)=25t/(t2+16)G(t)=25t/(t^2+16) pela regra do quociente.
    2. Numerador da derivada: 25(16−t2)25(16-t^2); zero quando t=4t=4.
    3. Para t<4t<4: G′>0G'>0; para t>4t>4: G′<0G'<0 → máximo local e absoluto em t=4t=4.
    4. Calcule G(4)=100/32=3,125G(4)=100/32=3{,}125.
  33. Ex. 61.33ModelagemGabarito

    Usando o modelo G(t)=25tt2+16G(t) = \dfrac{25t}{t^2+16} da produção de ouro californiano em [0,40][0, 40], encontre quando e quanto foi a produção mínima.

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    Com G(t)=25t/(t2+16)G(t)=25t/(t^2+16) em [0,40][0,40]: G(0)=0G(0)=0 e G(40)=1000/1616≈0,619G(40)=1000/1616\approx 0{,}619. O único ponto crítico interior é o máximo em t=4t=4. Os mínimos absolutos são nos endpoints: G(0)=0G(0)=0 (mínimo global) e G(40)≈0,619G(40)\approx 0{,}619.
  34. Ex. 61.34AplicaçãoGabarito

    Encontre os extremos locais de y=3x4+8x3−18x2y = 3x^4 + 8x^3 - 18x^2.

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    y=3x4+8x3−18x2y=3x^4+8x^3-18x^2. y′=12x3+24x2−36x=12x(x2+2x−3)=12x(x+3)(x−1)y'=12x^3+24x^2-36x=12x(x^2+2x-3)=12x(x+3)(x-1). Zeros: x=−3,0,1x=-3,0,1. Tabela de sinais: máximo local em x=−3x=-3, mínimo local em x=0x=0 e x=1x=1 (verificar). Em x=−3x=-3: y′′=36x2+48x−36y''=36x^2+48x-36, y′′(−3)=324−144−36=144>0y''(-3)=324-144-36=144>0 → mínimo local. Em x=0x=0: y′′(0)=−36<0y''(0)=-36<0 → máximo local. Em x=1x=1: y′′(1)=36+48−36=48>0y''(1)=36+48-36=48>0 → mínimo local.
  35. Ex. 61.35AplicaçãoGabarito

    Use o teste da 2.ª derivada para encontrar e classificar o extremo local de f(x)=x2+7x−14f(x) = x^2 + 7x - 14.

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    Para f(x)=x2+7x−14f(x) = x^2+7x-14: f′(x)=2x+7=0⇒x=−7/2f'(x)=2x+7=0 \Rightarrow x=-7/2. f′′(x)=2>0f''(x)=2>0 → mínimo local. Valor: f(−7/2)=49/4−49/2−14=−105/4f(-7/2)=49/4-49/2-14=-105/4.
  36. Ex. 61.36Aplicação

    Determine os extremos absolutos de y=4sin⁡θ−3cos⁡θy = 4\sin\theta - 3\cos\theta em [0,2π][0, 2\pi].

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    y=4sin⁡θ−3cos⁡θy=4\sin\theta-3\cos\theta. y′=4cos⁡θ+3sin⁡θ=0⇒tan⁡θ=−4/3y'=4\cos\theta+3\sin\theta=0 \Rightarrow \tan\theta=-4/3. Em [0,2π][0,2\pi]: dois pontos críticos. O máximo de asin⁡θ+bcos⁡θa\sin\theta+b\cos\theta é a2+b2\sqrt{a^2+b^2}. Aqui: amplitude =16+9=5=\sqrt{16+9}=5. Máximo absoluto: 55. Mínimo absoluto: −5-5.
  37. Ex. 61.37Desafio

    Prove que C(x)=x2−1200x+36400C(x) = x^2 - 1200x + 36400 tem um único ponto crítico e que este é o mínimo global de CC.

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    C(x)=x2−1200x+36400C(x)=x^2-1200x+36400. C′(x)=2x−1200=0⇒x=600C'(x)=2x-1200=0 \Rightarrow x=600. C′′(x)=2>0C''(x)=2>0 → mínimo local. Como C→+∞C\to+\infty quando x→±∞x\to\pm\infty e há único ponto crítico, é mínimo global. Custo mínimo: C(600)=360000−720000+36400=−323600C(600)=360000-720000+36400=-323600... corrigindo: C(600)=6002−1200(600)+36400=360000−720000+36400=−323600C(600)=600^2-1200(600)+36400=360000-720000+36400=-323600. Resultado negativo indica erro no problema original (custo em dólares deve ser positivo); mas o ponto de mínimo é x=600x=600.
  38. Ex. 61.38Desafio

    Mostre que f(x)=x4−4x+6f(x) = x^4 - 4x + 6 tem um único ponto crítico real e que este é o mínimo global da função.

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    f(x)=x4−4x+6f(x)=x^4-4x+6. f′(x)=4x3−4=0⇒x3=1⇒x=1f'(x)=4x^3-4=0 \Rightarrow x^3=1 \Rightarrow x=1 (único real). f′′(x)=12x2f''(x)=12x^2; f′′(1)=12>0f''(1)=12>0 → mínimo local. Como f(x)→+∞f(x)\to+\infty quando x→±∞x\to\pm\infty e há único ponto crítico, é mínimo global. Valor: f(1)=1−4+6=3f(1)=1-4+6=3.
  39. Ex. 61.39DemonstraçãoGabarito

    Use cálculo para demonstrar que a posição do vértice da parábola y=ax2+bx+cy = ax^2 + bx + c é x=−b/(2a)x = -b/(2a).

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    Dado y=ax2+bx+cy=ax^2+bx+c: y′=2ax+b=0⇒x=−b2ay'=2ax+b=0 \Rightarrow x=-\frac{b}{2a}. Se a>0a>0: y′′=2a>0y''=2a>0 → mínimo em x=−b/(2a)x=-b/(2a). Se a<0a<0: máximo. Isso prova que o vértice da parábola é sempre em h=−b/(2a)h=-b/(2a), justificando a fórmula do pré-cálculo via derivada.
  40. Ex. 61.40Desafio

    Determine os extremos absolutos de G(t)=25tt2+16G(t) = \dfrac{25t}{t^2+16} em [0,40][0, 40].

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    Com G(t)=25t/(t2+16)G(t)=25t/(t^2+16) em [0,40][0,40]: único ponto crítico interior em t=4t=4 (máximo absoluto, G(4)=3,125G(4)=3{,}125). Nos endpoints: G(0)=0G(0)=0 e G(40)=1000/1616≈0,619G(40)=1000/1616\approx 0{,}619. Logo mínimo absoluto é G(0)=0G(0)=0 e máximo absoluto é G(4)=3,125G(4)=3{,}125 milhões de onças.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Já encontramos G′(t)=25(16−t2)/(t2+16)2G'(t)=25(16-t^2)/(t^2+16)^2; único zero interior em t=4t=4.
    2. Avalie nos três candidatos: G(0)=0G(0)=0, G(4)=3,125G(4)=3{,}125, G(40)≈0,619G(40)\approx 0{,}619.
    3. Máximo absoluto: 3,1253{,}125 em t=4t=4. Mínimo absoluto: 00 em t=0t=0.

Fontes

Atualizado em 2026-05-05 · Autor(es): Clube da Matemática

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