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v1 · padrão canônico

Lição 66 — Concavidade e pontos de inflexão

Sinal de f'': côncava para cima quando f'' > 0, para baixo quando f'' < 0. Inflexão onde f'' muda de sinal. Teste da segunda derivada para extremos.

Usado em: 2.º ano EM avançado · Equiv. Math I/II japonês · Equiv. Leistungskurs Analysis alemão · Cálculo I universitário

f′′(x)>0  ⟹  f coˆncava↑,f′′(x)<0  ⟹  f coˆncava↓,f′′ muda sinal  ⟹  inflexa˜of''(x) > 0 \implies f \text{ côncava}\uparrow, \quad f''(x) < 0 \implies f \text{ côncava}\downarrow, \quad f'' \text{ muda sinal} \implies \text{inflexão}

A concavidade de uma curva é determinada pelo sinal da segunda derivada: f′′>0f'' > 0 significa côncava para cima (formato de tigela), f′′<0f'' < 0 côncava para baixo (formato de chapéu). Um ponto de inflexão ocorre onde f′′f'' muda de sinal — não basta ser zero.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Definição rigorosa e critérios

Concavidade e convexidade

"The function ff is concave up on an interval II if f′′(x)≥0f''(x) \geq 0 for all x∈Ix \in I." — OpenStax Calculus Vol. 1 §4.5

Critério via segunda derivada: se ff é duas vezes derivável em II:

  • f′′(x)≥0f''(x) \geq 0 em II   ⟺  \iff ff convexa (côncava para cima).
  • f′′(x)≤0f''(x) \leq 0 em II   ⟺  \iff ff côncava (para baixo).
  • f′′(x)>0f''(x) > 0 estritamente ⇒\Rightarrow convexidade estrita.
f'' > 0 — tigelacorda acima do arcof'' < 0 — chapéucorda abaixo do arco

Côncava para cima (f'' > 0): corda fica acima do arco. Côncava para baixo (f'' < 0): corda fica abaixo do arco.

Ponto de inflexão

Atenção: f′′(x0)=0f''(x_0) = 0 é condição necessária mas NÃO suficiente. Contraexemplo canônico: f(x)=x4f(x) = x^4 tem f′′(0)=0f''(0) = 0 mas f′′≥0f'' \geq 0 em vizinhança de 00 — sem mudança de sinal, portanto 00 não é inflexão.

"If the concavity changes at a point (x0,f(x0))(x_0, f(x_0)), we call this a point of inflection. It must be the case that f′′(x0)f''(x_0) changes sign." — APEX Calculus §3.4

Teste da segunda derivada para extremos locais

Prova para mínimo: se f′(x0)=0f'(x_0) = 0 e f′′(x0)>0f''(x_0) > 0, pela continuidade de f′′f'' existe vizinhança onde f′′(x)>0f''(x) > 0, logo f′f' é crescente nessa vizinhança. Como f′(x0)=0f'(x_0) = 0, temos f′<0f' < 0 à esquerda e f′>0f' > 0 à direita de x0x_0 — pelo teste da derivada primeira, x0x_0 é mínimo local. ∎

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

40 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 19Compreensão 9Modelagem 7Desafio 5
  1. Ex. 66.1CompreensãoGabarito

    Se cc é ponto crítico de f(x)f(x), quando não há máximo nem mínimo local em cc? Explique.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Quando f′(c)=0f'(c)=0 e f′′f'' muda de sinal em cc, o ponto é inflexão e não há extremo local. Exemplo canônico: f(x)=x3f(x)=x^3 em x=0x=0.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. O teste da segunda derivada: se f′(c)=0f'(c)=0 e f′′(c)>0f''(c)>0, então cc é mínimo local; se f′′(c)lt0f''(c) lt 0, máximo local.
    2. Se f′′(c)=0f''(c)=0, o teste é inconclusivo — pode ser extremo ou inflexão.
    3. Para f(x)=x3f(x)=x^3: f′(0)=0f'(0)=0, f′′(0)=0f''(0)=0. Mas f′′(x)=6xf''(x)=6x muda de sinal em x=0x=0: inflexão, sem extremo.
    4. Logo um ponto crítico pode não ser máximo nem mínimo — é possível ser inflexão.
  2. Ex. 66.2CompreensãoGabarito

    Para y=x3y = x^3, é x=0x = 0 ao mesmo tempo ponto de inflexão e máximo/mínimo local?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para y=x3y=x^3: f′(0)=0f'(0)=0 e f′′(0)=0f''(0)=0. Como f′′(x)=6xf''(x)=6x muda de sinal em x=0x=0, há inflexão. Não há extremo pois f′f' não muda de sinal: f′(x)=3x2geq0f'(x)=3x^2 geq 0 para todo xx.
  3. Ex. 66.3Compreensão

    Para y=x3y = x^3, é x=0x = 0 um ponto de inflexão?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f′′(x)=6xf''(x)=6x. Em x=0x=0: f′′(0)=0f''(0)=0. Para xlt0x lt 0: f′′lt0f'' lt 0; para xgt0x gt 0: f′′gt0f'' gt 0. Mudança de sinal confirma: x=0x=0 é inflexão de y=x3y=x^3.
  4. Ex. 66.4Compreensão

    Para função duas vezes diferenciável, é possível que cc seja ao mesmo tempo ponto de inflexão e extremo local?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Em extremo local com f′(c)=0f'(c)=0, f′f' muda de sinal — portanto f′′f'' não muda de sinal em cc (não é inflexão). Para ff duas vezes diferenciável, inflexão e extremo local são eventos excludentes num mesmo ponto.
  5. Ex. 66.5Compreensão

    Um polinômio de grau 2 pode ter ponto de inflexão?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para f(x)=ax2+bx+cf(x)=ax^2+bx+c: f′′(x)=2af''(x)=2a, constante. Uma constante nunca muda de sinal, logo não há ponto de inflexão em nenhum polinômio de grau 2.
  6. Ex. 66.6Compreensão

    Toda função côncava para baixo necessariamente cruza y=0y = 0 para algum valor de xx?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Contraexemplo: f(x)=−e−xf(x)=-e^{-x}. Tem f′′(x)=−e−xlt0f''(x)=-e^{-x} lt 0 (côncava para baixo). Mas f(x)lt0f(x) lt 0 para todo xx — nunca cruza y=0y=0.
  7. Ex. 66.7Aplicação

    Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x3−4x2+x+2f(x) = x^3 - 4x^2 + x + 2.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f′′(x)=6x−8f''(x) = 6x - 8. Zero: x=4/3x = 4/3. Para xlt4/3x lt 4/3: f′′lt0f'' lt 0; para xgt4/3x gt 4/3: f′′gt0f'' gt 0. Mudança de sinal: PI em x=4/3x = 4/3.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule f′(x)=3x2−8x+1f'(x) = 3x^2 - 8x + 1 e f′′(x)=6x−8f''(x) = 6x - 8.
    2. Zero de f′′f'': 6x−8=0Rightarrowx=4/36x - 8 = 0 Rightarrow x = 4/3.
    3. Sinal: xlt4/3Rightarrowf′′lt0x lt 4/3 Rightarrow f'' lt 0 (chapéu); xgt4/3Rightarrowf′′gt0x gt 4/3 Rightarrow f'' gt 0 (tigela).
    4. Ponto: f(4/3)=(4/3)3−4(4/3)2+(4/3)+2f(4/3) = (4/3)^3 - 4(4/3)^2 + (4/3) + 2. PI em x=4/3x = 4/3.
  8. Ex. 66.8Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x2−6xf(x) = x^2 - 6x.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x2−6xf(x)=x^2-6x: f′′(x)=2gt0f''(x)=2 gt 0 em toda reta. Côncava para cima em todo R\mathbb{R}; sem PI.
  9. Ex. 66.9AplicaçãoGabarito

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x3−6x2f(x) = x^3 - 6x^2.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x3−6x2f(x)=x^3-6x^2: f′′(x)=6x−12=0Rightarrowx=2f''(x)=6x-12=0 Rightarrow x=2. Para xlt2x lt 2: f′′lt0f'' lt 0; para xgt2x gt 2: f′′gt0f'' gt 0. PI em x=2x=2.
  10. Ex. 66.10AplicaçãoGabarito

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x4−6x3f(x) = x^4 - 6x^3.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x4−6x3f(x)=x^4-6x^3: f′′(x)=12x2−36x=12x(x−3)f''(x)=12x^2-36x=12x(x-3). Zeros: x=0x=0 e x=3x=3. Sinal: positivo em (−∞,0)(-\infty,0), negativo em (0,3)(0,3), positivo em (3,∞)(3,\infty). PIs em x=0x=0 e x=3x=3.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule f′(x)=4x3−18x2f'(x)=4x^3-18x^2 e f′′(x)=12x2−36x=12x(x−3)f''(x)=12x^2-36x=12x(x-3).
    2. Zeros de f′′f'': x=0x=0 e x=3x=3.
    3. Sinal em três intervalos: (−∞,0)(-\infty,0): (−)(−)=+(-)(-) = +; (0,3)(0,3): (+)(−)=−(+)(-) = -; (3,∞)(3,\infty): (+)(+)=+(+)(+) = +.
    4. Mudança de sinal em x=0x=0 e x=3x=3: dois PIs.
  11. Ex. 66.11Aplicação

    Determine os pontos de inflexão de f(x)=x11−6x10f(x) = x^{11} - 6x^{10}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x11−6x10f(x)=x^{11}-6x^{10}: f′′(x)=110x9−540x8=10x8(11x−54)f''(x)=110x^9-540x^8=10x^8(11x-54). Zeros: x=0x=0 (par — não muda sinal) e x=54/11x=54/11. PI apenas em x=54/11x=54/11.
  12. Ex. 66.12Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x+x2−x3f(x) = x + x^2 - x^3.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x+x2−x3f(x)=x+x^2-x^3: f′′(x)=2−6x=0Rightarrowx=1/3f''(x)=2-6x=0 Rightarrow x=1/3. Para xlt1/3x lt 1/3: f′′gt0f'' gt 0 (cima); para xgt1/3x gt 1/3: f′′lt0f'' lt 0 (baixo). PI em x=1/3x=1/3.
  13. Ex. 66.13Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x2+x+1f(x) = x^2 + x + 1.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x2+x+1f(x)=x^2+x+1: f′′(x)=2gt0f''(x)=2 gt 0 sempre. Côncava para cima em todo R\mathbb{R}; sem PI. Parábola voltada para cima — sempre convexa.
  14. Ex. 66.14AplicaçãoGabarito

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x3+x4f(x) = x^3 + x^4.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x3+x4f(x)=x^3+x^4: f′′(x)=6x+12x2=6x(1+2x)f''(x)=6x+12x^2=6x(1+2x). Zeros: x=0x=0 e x=−1/2x=-1/2. Sinal: positivo em (−∞,−1/2)(-\infty,-1/2)... Verificar: teste em x=−1x=-1: 6(−1)(1−2)=6(−1)(−1)=6gt06(-1)(1-2)=6(-1)(-1)=6 gt 0 — côncava cima. Teste em x=−1/4x=-1/4: 6(−1/4)(1−1/2)=6(−1/4)(1/2)lt06(-1/4)(1-1/2)=6(-1/4)(1/2) lt 0 — côncava baixo. Teste em x=1x=1: 6(1)(3)gt06(1)(3) gt 0 — cima. PIs em x=0x=0 e x=−1/2x=-1/2.
  15. Ex. 66.15Aplicação

    Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=sin⁡(πx)−cos⁡(πx)f(x) = \sin(\pi x) - \cos(\pi x) em [−1,1][-1, 1].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=sin⁡(πx)−cos⁡(πx)f(x)=\sin(\pi x)-\cos(\pi x): f′′(x)=−π2sin⁡(πx)+π2cos⁡(πx)=π2(cos⁡(πx)−sin⁡(πx))f''(x)=-\pi^2\sin(\pi x)+\pi^2\cos(\pi x)=\pi^2(\cos(\pi x)-\sin(\pi x)). Zero quando tan⁡(πx)=1\tan(\pi x)=1, ou seja x=1/4+kx=1/4+k para inteiro kk. Em [−1,1][-1,1]: x=−3/4x=-3/4 e x=1/4x=1/4 são PIs com mudança de sinal.
  16. Ex. 66.16Aplicação

    Determine os pontos de inflexão de f(x)=x+sin⁡(2x)f(x) = x + \sin(2x) em [−π/2, π/2][-\pi/2,\, \pi/2].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x+sin⁡(2x)f(x)=x+\sin(2x): f′′(x)=−4sin⁡(2x)=0f''(x)=-4\sin(2x)=0 quando 2x=kπ2x=k\pi, i.e. x=kπ/2x=k\pi/2. Em [−π/2,π/2][-\pi/2, \pi/2]: PIs em x=−π/2,0,π/2x=-\pi/2, 0, \pi/2 com mudança de sinal de f′′f''.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule f′(x)=1+2cos⁡(2x)f'(x)=1+2\cos(2x) e f′′(x)=−4sin⁡(2x)f''(x)=-4\sin(2x).
    2. Zeros de f′′f'': sin⁡(2x)=0⇒x=kπ/2\sin(2x)=0 \Rightarrow x=k\pi/2.
    3. Em [−π/2,π/2][-\pi/2,\pi/2]: candidatos x=−π/2,0,π/2x=-\pi/2, 0, \pi/2.
    4. Verificar mudança de sinal em cada candidato: todos são PIs.
  17. Ex. 66.17Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=sin⁡x+tan⁡xf(x) = \sin x + \tan x em (−π/2, π/2)(-\pi/2,\, \pi/2).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=sin⁡x+tan⁡xf(x)=\sin x+\tan x em (−π/2,π/2)(-\pi/2,\pi/2): f′′(x)=−sin⁡x+2sec⁡2xtan⁡xf''(x)=-\sin x+2\sec^2 x \tan x. Em x=0x=0: f′′(0)=0f''(0)=0. Para xlt0x lt 0: f′′lt0f'' lt 0; para xgt0x gt 0: f′′gt0f'' gt 0. PI em x=0x=0.
  18. Ex. 66.18Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=(x−2)2(x−4)2f(x) = (x-2)^2(x-4)^2.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=(x−2)2(x−4)2f(x)=(x-2)^2(x-4)^2. Expandindo: f′′(x)=12x2−72x+104f''(x)=12x^2-72x+104. Zeros: x=3±1/3x=3 \pm 1/\sqrt{3}, i.e. xapprox2,42x approx 2{,}42 e xapprox3,58x approx 3{,}58. PIs em ambos com mudança de sinal confirmada.
  19. Ex. 66.19AplicaçãoGabarito

    Determine a concavidade de f(x)=11−xf(x) = \dfrac{1}{1-x}, x≠1x \neq 1.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=1/(1−x)f(x)=1/(1-x), xeq1x eq 1. f′′(x)=2/(1−x)3f''(x)=2/(1-x)^3. Para xlt1x lt 1: f′′gt0f'' gt 0 (cima). Para xgt1x gt 1: f′′lt0f'' lt 0 (baixo). Mas x=1x=1 não está no domínio — não é PI, é assíntota.
  20. Ex. 66.20Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=sin⁡xxf(x) = \dfrac{\sin x}{x} em (−2π,0)∪(0,2π)(-2\pi, 0) \cup (0, 2\pi).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=sin⁡x/xf(x)=\sin x/x. f′′(x)=(2/x3)((x2−2)sin⁡x+2xcos⁡x)f''(x)=(2/x^3)((x^2-2)\sin x + 2x\cos x). Zeros ocorrem em x≈±4,49x \approx \pm 4{,}49 (raízes transcendentais); verificar numericamente.
  21. Ex. 66.21Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=sin⁡(x) exf(x) = \sin(x)\,e^x em [−π,π][-\pi, \pi].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=sin⁡(x)exf(x)=\sin(x)e^x. f′′(x)=2excos⁡xf''(x)=2e^x\cos x. Zero quando cos⁡x=0\cos x=0, i.e. x=π/2+kπx=\pi/2+k\pi. Em [−π,π][-\pi,\pi]: PIs em x=−π/2x=-\pi/2 e x=π/2x=\pi/2.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. f′(x)=ex(sin⁡x+cos⁡x)f'(x)=e^x(\sin x+\cos x) pela regra do produto.
    2. f′′(x)=ex(sin⁡x+cos⁡x)+ex(cos⁡x−sin⁡x)=2excos⁡xf''(x)=e^x(\sin x+\cos x)+e^x(\cos x-\sin x)=2e^x\cos x.
    3. Zeros: exgt0e^x gt 0 sempre; cos⁡x=0⇒x=π/2+kπ\cos x=0 \Rightarrow x=\pi/2+k\pi.
    4. Em [−π,π][-\pi,\pi]: x=−π/2x=-\pi/2 e x=π/2x=\pi/2 com mudança de sinal confirmada.
  22. Ex. 66.22Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=(ln⁡x)⋅xf(x) = (\ln x)\cdot x, x>0x > 0.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=(ln⁡x)⋅xf(x)=(\ln x)\cdot x: f′(x)=ln⁡x+1f'(x)=\ln x+1; f′′(x)=1/xgt0f''(x)=1/x gt 0 para todo xgt0x gt 0. Côncava para cima; sem PI em (0,∞)(0,\infty).
  23. Ex. 66.23Aplicação

    Determine a concavidade e os pontos de inflexão de f(x)=x4+1xf(x) = \dfrac{x}{4} + \dfrac{1}{x}, x>0x > 0.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=x/4+1/xf(x)=x/4+1/x: f′′(x)=2/x3f''(x)=2/x^3. Para xgt0x gt 0: f′′gt0f'' gt 0 (cima). Para xlt0x lt 0: f′′lt0f'' lt 0 (baixo). Sem PI no interior de cada componente do domínio.
  24. Ex. 66.24Aplicação

    Determine a concavidade de f(x)=exxf(x) = \dfrac{e^x}{x}, x≠0x \neq 0.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    f(x)=ex/xf(x)=e^x/x: f′′(x)=ex(x2−2x+2)/x3f''(x)=e^x(x^2-2x+2)/x^3. Numerador ex(x2−2x+2)gt0e^x(x^2-2x+2) gt 0 sempre (discriminante negativo). Sinal de f′′f'' = sinal de 1/x31/x^3. Para xgt0x gt 0: f′′gt0f'' gt 0; para xlt0x lt 0: f′′lt0f'' lt 0. Sem PI no interior de cada componente.
  25. Ex. 66.25ModelagemGabarito

    "A população está crescendo mais lentamente." Se ff é a população, quais são os sinais de f′f' e f′′f''?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    "Crescendo mais lentamente": f′(t)gt0f'(t) gt 0 (ainda crescendo) e f′′(t)lt0f''(t) lt 0 (taxa de crescimento diminuindo — côncava para baixo).
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. "Crescendo" significa f′(t)gt0f'(t) gt 0.
    2. "Mais lentamente" significa que f′f' está diminuindo, ou seja f′′(t)lt0f''(t) lt 0.
    3. Interpretação: a população ainda aumenta, mas a velocidade de aumento está desacelerando.
  26. Ex. 66.26Modelagem

    "A bicicleta acelera mais rápido, mas o carro vai mais rápido." Com f=f = posição da bicicleta menos posição do carro, quais são os sinais de f′f' e f′′f''?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Seja f=f = posição da bicicleta menos posição do carro. "Bicicleta acelera mais rápido": f′′(t)gt0f''(t) gt 0. "Carro vai mais rápido": f′(t)lt0f'(t) lt 0 (diferença de posição diminui).
  27. Ex. 66.27Modelagem

    "O avião pousa suavemente." Se ff é a altitude, quais são os sinais de f′f' e f′′f'' durante o pouso?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    "Pouso suave": f′(t)lt0f'(t) lt 0 (descendo) e f′′(t)gt0f''(t) gt 0 (a taxa de descida está diminuindo em valor absoluto — suaviza). Se f′′lt0f'' lt 0, o avião aceleraria a descida — pouso brusco.
  28. Ex. 66.28Modelagem

    "Em 1.º de julho, os custos trabalhistas estão no pico." Se ff é o custo de mão-de-obra, quais são os sinais de f′f' e f′′f'' nessa data?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    No pico de custos trabalhistas em 1.º de julho: f′(ext1jul)=0f'( ext{1 jul})=0 (derivada zero no máximo) e f′′(ext1jul)<0f''( ext{1 jul}) \lt 0 (côncava para baixo — teste da 2.ª derivada confirma máximo local).
  29. Ex. 66.29Modelagem

    "A economia está ganhando velocidade." Se ff é o PIB, quais são os sinais de f′f' e f′′f''?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    "Economia acelerando": f′(t)gt0f'(t) gt 0 (PIB crescendo) e f′′(t)gt0f''(t) gt 0 (taxa de crescimento do PIB está aumentando — côncava para cima, expansão acelerada).
  30. Ex. 66.30Compreensão

    Polinômio cúbico f(x)f(x) com f′(1)=0f'(1) = 0 e f′(3)=0f'(3) = 0. É verdade que f(x)=0f(x) = 0 para algum 1≤x≤31 \leq x \leq 3?

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    Falso em geral: por exemplo f(x)=(x−1)2(x−3)2+1f(x)=(x-1)^2(x-3)^2+1 tem f′(1)=f′(3)=0f'(1)=f'(3)=0 e f(x)geq1gt0f(x) geq 1 gt 0 — sem zero em [1,3][1,3]. A afirmação é falsa: não se pode garantir zero sem informação adicional sobre os valores de ff.
  31. Ex. 66.31Compreensão

    Polinômio cúbico f(x)f(x) com f′(1)=0f'(1) = 0 e f′(3)=0f'(3) = 0. É verdade que f′′(x)=0f''(x) = 0 para algum 1≤x≤31 \leq x \leq 3?

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    Pelo Teorema de Rolle aplicado a f′f' no intervalo [1,3][1,3]: como f′(1)=f′(3)=0f'(1)=f'(3)=0, existe cin(1,3)c in (1,3) com f′′(c)=0f''(c)=0. Portanto a afirmação é verdadeira.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Hipóteses: f′f' é contínua e diferenciável em [1,3][1,3].
    2. f′(1)=0=f′(3)f'(1)=0=f'(3) satisfaz as condições do Teorema de Rolle para f′f'.
    3. Conclusão: existe cin(1,3)c in (1,3) com (f′)′(c)=f′′(c)=0(f')'(c)=f''(c)=0. Verdadeiro.
  32. Ex. 66.32DesafioGabarito

    Polinômio cúbico f(x)f(x) com f′(1)=0f'(1) = 0 e f′(3)=0f'(3) = 0. É verdade que não há máximo absoluto em x=3x = 3?

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    Cúbica com coeficiente dominante positivo: f(x)o+∞f(x) o +\infty quando xo+∞x o +\infty. Logo ff ultrapassa qualquer valor finito — nenhum ponto pode ser máximo absoluto. Se o coeficiente dominante for negativo: f(x)o−∞f(x) o -\infty à direita, mas f(x)o+∞f(x) o +\infty à esquerda. Em ambos os casos, nenhum máximo absoluto existe em R\mathbb{R}.
  33. Ex. 66.33Desafio

    Se f(x)f(x) é um polinômio cúbico com três raízes reais, é verdade que tem exatamente 1 ponto de inflexão?

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    Cúbica f(x)=a(x−r1)(x−r2)(x−r3)f(x)=a(x-r_1)(x-r_2)(x-r_3) tem f′′(x)=6ax+2bf''(x)=6ax+2b (linear) — exatamente um zero, logo exatamente um candidato a PI. Como cúbica muda de concavidade: esse zero é PI. Verdadeiro.
  34. Ex. 66.34DesafioGabarito

    Se f(x)f(x) é um polinômio cúbico com um ponto de inflexão, ele necessariamente tem três raízes reais?

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    Contraexemplo: f(x)=x3+xf(x)=x^3+x. f′′(x)=6x=0f''(x)=6x=0 em x=0x=0, com mudança de sinal: PI. Mas f(x)=x(x2+1)=0f(x)=x(x^2+1)=0 tem apenas x=0x=0 como raiz real. Logo PI não implica três raízes reais.
  35. Ex. 66.35Aplicação

    A posição de uma partícula é s(t)=8t2+5s(t) = 8t^2 + 5. Use quocientes de diferença para encontrar a velocidade v(t)v(t) e a aceleração a(t)a(t).

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    v(t)=lim⁡h→0s(t+h)−s(t)h=lim⁡h→08(t+h)2+5−(8t2+5)h=lim⁡h→0(16t+8h)=16tv(t) = \lim_{h\to0}\frac{s(t+h)-s(t)}{h} = \lim_{h\to0}\frac{8(t+h)^2+5-(8t^2+5)}{h} = \lim_{h\to0}(16t+8h) = 16t. a(t)=v′(t)=16a(t)=v'(t)=16.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule o quociente de diferença: s(t+h)−s(t)h=8(t+h)2+5−8t2−5h=16th+8h2h=16t+8h\frac{s(t+h)-s(t)}{h} = \frac{8(t+h)^2+5-8t^2-5}{h} = \frac{16th+8h^2}{h} = 16t+8h.
    2. Tome o limite: v(t)=lim⁡h→0(16t+8h)=16tv(t)=\lim_{h\to0}(16t+8h)=16t.
    3. Aceleração: a(t)=v′(t)=16a(t)=v'(t)=16 (constante — movimento uniformemente acelerado).
  36. Ex. 66.36Modelagem

    O preço de uma ação P(t)P(t). (a) "O preço está caindo cada vez mais lentamente." (b) "O preço está próximo do fundo." Determine os sinais de P′P' e P′′P'' em cada situação.

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    (a) "Caindo mais lentamente": P′(t)lt0P'(t) lt 0 (queda) e P′′(t)gt0P''(t) gt 0 (queda desacelerando). (b) "Próximo do fundo": mesmos sinais — ainda caindo, mas cada vez mais devagar antes de se recuperar.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Parte (a): "preço caindo" = P′lt0P' lt 0; "mais lentamente" = variação da queda diminui = P′′gt0P'' gt 0.
    2. Parte (b): "próximo do fundo" = preço quase parou de cair = P′P' próximo de 0 por baixo (P′lt0P' lt 0 mas pequeno); P′′gt0P'' gt 0 (concavidade para cima, prestes a subir).
  37. Ex. 66.37Modelagem

    Um carro parte do repouso e atinge 58,6 mph em 5 segundos. Velocidades: v(0)=0v(0)=0, v(1)=29,32v(1)=29{,}32, v(2)=50,82v(2)=50{,}82 ft/s. Calcule a aceleração média no 1.º e no 2.º segundo.

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    Aceleração média no 1.º segundo: Δv/Δt=(v(1)−v(0))/(1−0)=(29,32−0)/1=29,32\Delta v/\Delta t = (v(1)-v(0))/(1-0) = (29{,}32-0)/1 = 29{,}32 ft/s². No 2.º segundo: (v(2)−v(1))/(2−1)=(50,82−29,32)/1=21,50(v(2)-v(1))/(2-1) = (50{,}82-29{,}32)/1 = 21{,}50 ft/s². A aceleração diminui — f′′lt0f'' lt 0 na velocidade.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Aceleração média = variação da velocidade / variação do tempo.
    2. 1.º segundo: a1=(29,32−0)/(1−0)=29,32a_1 = (29{,}32-0)/(1-0) = 29{,}32 ft/s².
    3. 2.º segundo: a2=(50,82−29,32)/(2−1)=21,50a_2 = (50{,}82-29{,}32)/(2-1) = 21{,}50 ft/s².
    4. Interpretação: a2lta1a_2 lt a_1 — a aceleração está diminuindo, o que implica que a função velocidade é côncava para baixo (v′′lt0v'' lt 0).
  38. Ex. 66.38Compreensão

    ff duas vezes diferenciável com f(2)=−3f(2) = -3, f′(2)=1,5f'(2) = 1{,}5, f′′(2)=−0,25f''(2) = -0{,}25. ff é crescente ou decrescente perto de x=2x=2? ff é côncava para cima ou para baixo? Estime f(2,1)f(2{,}1) e f′(2,1)f'(2{,}1).

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    Como f′(2)=1,5gt0f'(2)=1{,}5 gt 0: ff crescente perto de x=2x=2 — espera-se f(2,1)gtf(2)=−3f(2{,}1) gt f(2) = -3. Como f′′(2)=−0,25lt0f''(2)=-0{,}25 lt 0: f′f' decrescente perto de x=2x=2 — espera-se f′(2,1)ltf′(2)=1,5f'(2{,}1) lt f'(2) = 1{,}5.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. f′(2)=1,5gt0f'(2)=1{,}5 gt 0: ff crescente em x=2x=2. Portanto f(2,1)approxf(2)+f′(2)(0,1)=−3+0,15=−2,85gt−3f(2{,}1) approx f(2)+f'(2)(0{,}1) = -3+0{,}15 = -2{,}85 gt -3.
    2. f′′(2)=−0,25lt0f''(2)=-0{,}25 lt 0: f′f' decrescente em x=2x=2. Portanto f′(2,1)approx1,5+(−0,25)(0,1)=1,475lt1,5f'(2{,}1) approx 1{,}5+(-0{,}25)(0{,}1) = 1{,}475 lt 1{,}5.
  39. Ex. 66.39DesafioGabarito

    Saltador de bungee: altura h(t)h(t) em pés. Dados: h(4)=55,5h(4)=55{,}5; h(4,5)=60,4h(4{,}5)=60{,}4; h(5)=69,8h(5)=69{,}8; h(5,5)=81,6h(5{,}5)=81{,}6; h(6)=93,7h(6)=93{,}7. Estime h′(4,5)h'(4{,}5), h′(5)h'(5) e h′(5,5)h'(5{,}5). Em qual desses instantes o saltador sobe mais rápido? Estime h′′(5)h''(5).

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    Usando diferenças centrais: h′(4,5)≈(h(5)−h(4))/(1)=(69,8−55,5)/1=14,3h'(4{,}5) \approx (h(5)-h(4))/(1) = (69{,}8-55{,}5)/1 = 14{,}3. Refinando com h(5)−h(4)h(5) - h(4) e h(5,5)−h(4,5)h(5{,}5)-h(4{,}5): velocidade maior em t=4,5t=4{,}5. h′′(5)≈(h′(5,5)−h′(4,5))/1h''(5) \approx (h'(5{,}5)-h'(4{,}5))/1 — aceleração negativa (subindo desacelerando).
  40. Ex. 66.40Desafio

    Usando os dados de altura h(t)h(t) do saltador de bungee (mesma tabela do exercício anterior): em quais intervalos aproximados h(t)h(t) é côncava para baixo? O que isso diz sobre a velocidade do saltador nesses intervalos?

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    Nos dados de $h(t)$ do saltador: altitude cai de $t=0$ até t≈4t\approx 4, com quedas cada vez menores por segmento — isso indica h′lt0h' lt 0 e crescendo (menos negativo), portanto h′′gt0h'' gt 0 (côncava para cima) enquanto desacelera a queda. Após o mínimo, hh sobe.

Fontes

  • Active Calculus — Boelkins · 2024 · §1.6 The Second Derivative · CC-BY-NC-SA 4.0. Fonte primária.
  • Calculus Volume 1 — OpenStax · 2016 · §4.5 Derivatives and the Shape of a Graph · CC-BY-NC-SA.
  • APEX Calculus — Hartman et al. · 2024 · v5.0 · §3.4 Concavity and the Second Derivative Test · CC-BY-NC.

Atualizado em 2026-05-05 · Autor(es): Clube da Matemática

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