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Lição 79 — Teorema de Bayes aprofundado

Priors, posteriors e atualização sequencial. Forma de odds, prior conjugado Beta-binomial, base rate fallacy, Naive Bayes. Aplicações em diagnóstico médico, spam filtering e ML.

Usado em: Stochastik LK alemão · H2 Math Statistics singapurense · Math B japonês · Equiv. AP Statistics EUA

P(H∣E)=P(E∣H) P(H)P(E)P(H \mid E) = \frac{P(E \mid H)\,P(H)}{P(E)}

O teorema de Bayes é a regra de atualização racional de crenças. O prior P(H)P(H) representa o que acreditamos antes de ver a evidência; a verossimilhança P(E∣H)P(E \mid H) mede o quanto a evidência favorece a hipótese; o posterior P(H∣E)P(H \mid E) é a crença atualizada depois de observar EE. O denominador P(E)P(E) normaliza o resultado para que a probabilidade some 1.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Definições e teoremas

Probabilidade condicional

"The conditional probability P(E∣F)P(E \mid F), the probability of EE given FF, expresses the probability of EE when we know that FF has occurred. It can be computed using the formula P(E∣F)=P(EF)/P(F)P(E \mid F) = P(EF)/P(F), assuming P(F)>0P(F) > 0." — Grinstead & Snell, Introduction to Probability, §4.1

Lei da probabilidade total

Teorema de Bayes

"Bayes' Theorem is just a formula that comes from the definition of conditional probability. Yet it is extremely powerful, and is the key to understanding what it means to rationally revise your beliefs in light of new evidence." — OpenIntro Statistics 4e, §3.2

Forma de odds

Atualização sequencial

Prior conjugado Beta-binomial

SVG — Diagrama de Bayes na tabela 2×2

Tabela 2×2 — Valor Preditivo PositivoDoente (prevalência p)Teste + : sens · p(verdadeiro positivo)TPSaudável (1 − p)Teste + : (1−espec)·(1−p)(falso positivo)FPVPP = TP / (TP + FP)= posterior P(doente | teste+)Prevalência baixa → FP domina → VPP baixo (base rate fallacy)

Diagrama de frequências absolutas. O VPP (Valor Preditivo Positivo) é o posterior bayesiano P(doente | teste positivo). Quando a prevalência é baixa, os falsos positivos superam os verdadeiros positivos mesmo com teste de alta qualidade.

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

40 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 22Compreensão 10Modelagem 4Desafio 2Demonstração 2
  1. Ex. 79.1CompreensãoGabarito

    P(A)=0,3P(A) = 0{,}3 e P(B)=0,7P(B) = 0{,}7. (a) É possível calcular P(A e B)P(A \text{ e } B) sabendo apenas P(A)P(A) e P(B)P(B)? (b) Se AA e BB forem independentes, qual o valor de P(A e B)P(A \text{ e } B)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Não é possível calcular P(A∩B)P(A \cap B) conhecendo apenas P(A)P(A) e P(B)P(B). A fórmula P(A∩B)=P(A)×P(B)P(A \cap B) = P(A) \times P(B) só vale quando AA e BB são independentes. Se forem dependentes, é preciso conhecer a probabilidade condicional ou a interseção diretamente.
  2. Ex. 79.2Aplicação

    Numa pesquisa: 80% das pessoas gostam de manteiga de amendoim, 89% gostam de geléia, e 78% gostam de ambos. Dado que uma pessoa gosta de manteiga de amendoim, qual a probabilidade de também gostar de geléia?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Pela definição de probabilidade condicional: P(J∣AB)=P(AB∩J)/P(AB)=0,78/0,80=0,975P(J \mid AB) = P(AB \cap J)/P(AB) = 0{,}78/0{,}80 = 0{,}975. Quase todos que gostam de manteiga de amendoim também gostam de geléia.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Identifique os dados: P(AB)=0,80P(AB) = 0{,}80, P(J)=0,89P(J) = 0{,}89, P(AB∩J)=0,78P(AB \cap J) = 0{,}78.
    2. Aplique a definição de probabilidade condicional: P(J∣AB)=P(AB∩J)/P(AB)P(J \mid AB) = P(AB \cap J)/P(AB).
    3. Calcule: 0,78/0,80=0,9750{,}78/0{,}80 = 0{,}975.
    4. Verifique: como P(J∣AB)=0,975≠P(J)=0,89P(J \mid AB) = 0{,}975 \neq P(J) = 0{,}89, os eventos não são independentes.
  3. Ex. 79.3Aplicação

    Uma pesquisa Pew Research com 1.306 americanos cruzou crença em aquecimento global com filiação política. Como você determina, a partir de uma tabela de contingência 2×2 (crença × filiação), se os eventos "acredita no aquecimento global" e "é republicano" são independentes?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Dois eventos são independentes quando P(A∣B)=P(A)P(A \mid B) = P(A). Numa tabela de frequências de uma pesquisa Pew sobre aquecimento global por filiação política, se P(acredita no aquecimento∣republicano)<P(acredita no aquecimento)P(\text{acredita no aquecimento} \mid \text{republicano}) < P(\text{acredita no aquecimento}), os eventos são dependentes. Conhecer a filiação política altera a probabilidade de acreditar no aquecimento global.
  4. Ex. 79.4Aplicação

    Uma pesquisa telefônica anual (BRFSS) registra cobertura de saúde por faixa etária. Numa tabela de frequências relativas com faixas etárias nas colunas e situação de cobertura nas linhas, como se calcula P(sem cobertura∣18 a 24 anos)P(\text{sem cobertura} \mid \text{18 a 24 anos})? Qual faixa etária tende a ter a maior taxa de não cobertura?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A partir da tabela de frequências relativas do BRFSS (Behavioral Risk Factor Surveillance System), calcula-se: P(sem cobertura∣18–24)=N(sem cobertura e 18–24)/N(18–24)P(\text{sem cobertura} \mid \text{18--24}) = N(\text{sem cobertura e 18--24})/N(\text{18--24}). Jovens de 18–24 anos têm taxa de não cobertura maior que a média — padrão esperado pois muitos saem do plano dos pais ao atingir a maioridade.
  5. Ex. 79.5AplicaçãoGabarito

    Uma pesquisa SurveyUSA de 500 residentes de Los Angeles sobre a melhor hamburgueria (Five Guys, In-N-Out, Fat Burger, Tommy's, outros) cruzou preferência com gênero. Como verificar, a partir da tabela, se gênero e preferência pela hamburgueria são independentes?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para verificar independência, calcule P(mulher∣prefere Five Guys)P(\text{mulher} \mid \text{prefere Five Guys}) usando a definição condicional e compare com P(mulher)P(\text{mulher}) no total da amostra. Se diferirem, há dependência entre gênero e preferência de hamburgueria. Dados da pesquisa SurveyUSA de 500 residentes de Los Angeles (2010) permitem esse cálculo diretamente.
  6. Ex. 79.6AplicaçãoGabarito

    O acasalamento seletivo (assortative mating) ocorre quando indivíduos com fenótipos semelhantes se acasalam com mais frequência que o acaso. Num estudo de casais com dados sobre cor dos olhos: (a) como você formularia matematicamente que há acasalamento seletivo para cor dos olhos? (b) Como a probabilidade condicional detecta esse padrão?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    O acasalamento seletivo (assortative mating) é definido precisamente pela violação da independência: indivíduos com fenótipos semelhantes se acasalam com mais frequência do que o acaso sugeriria. Matematicamente: P(mesma cor∣par)>P(mesma cor de olhos na populac¸a˜o)P(\text{mesma cor} \mid \text{par}) > P(\text{mesma cor de olhos na população}). Um estudo que cruza a cor dos olhos dos parceiros pode quantificar esse efeito comparando probabilidades condicionais e marginais.
  7. Ex. 79.7Aplicação

    Após um curso de estatística, 80% dos alunos sabem construir boxplots. Dos que sabem construir boxplots, 86% foram aprovados; dos que não sabem, 65% foram aprovados. (a) Quais são as probabilidades condicionais de aprovação dado conhecimento de boxplot? (b) Saber construir boxplots e ser aprovado são eventos independentes?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Após um curso introdutório: 80% dos alunos sabem construir boxplots. Dos que sabem: 86% passaram. Dos que não sabem: 65% passaram. As probabilidades pedidas são condicionais diretas: P(passou∣sabe boxplot)=0,86P(\text{passou} \mid \text{sabe boxplot}) = 0{,}86 e P(passou∣na˜o sabe boxplot)=0,65P(\text{passou} \mid \text{não sabe boxplot}) = 0{,}65. A diferença (21 pontos percentuais) indica forte associação entre saber construir boxplots e ser aprovado.
  8. Ex. 79.8Aplicação

    Um teste genético detecta predisposição para trombose. Prevalência da predisposição: 3%. Sensibilidade: 35%. Especificidade: 99%. Calcule o valor preditivo positivo (VPP) e o valor preditivo negativo (VPN) usando frequências em 10 000 pessoas.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Dados: prevalência de predisposição = 3%; sensibilidade = 35% (P(+∣D))(P(+|D)); especificidade = 99% (P(-|ar D)). Valor preditivo negativo (VPN): em 10 000 pessoas, predispostos = 300, FN = 300×0,65=195300 \times 0{,}65 = 195, não predispostos = 9700, TN = 9700×0,99=96039700 \times 0{,}99 = 9603. VPN = 9603/(9603+195)≈98,0%9603/(9603+195) \approx 98{,}0\%. Um teste negativo é bastante tranquilizador; um positivo é inconclusivo dada a baixa sensibilidade.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Prevalência 3%, sensibilidade 35%, especificidade 99%.
    2. Em 10 000: predispostos = 300; TP = 300×0,35=105300 \times 0{,}35 = 105; FN = 300×0,65=195300 \times 0{,}65 = 195.
    3. Não predispostos = 9700; TN = 9700×0,99=96039700 \times 0{,}99 = 9603; FP = 97.
    4. VPP = 105/(105+97)≈51,9%105/(105+97) \approx 51{,}9\%; VPN = 9603/(9603+195)≈98,0%9603/(9603+195) \approx 98{,}0\%.
    5. O teste tem baixa sensibilidade — muitos predispostos passam despercebidos — mas a especificidade alta garante que negativos são confiáveis.
  9. Ex. 79.9AplicaçãoGabarito

    Lúpus é uma doença muito rara: afeta 2 em cada 10.000 pessoas (0,02%). Um teste de anticorpos tem sensibilidade 98% e especificidade 74,4%. Calcule o VPP (probabilidade de ter lúpus dado teste positivo). Por que o resultado surpreende a maioria das pessoas?

    Selecione a alternativa correta
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    Lúpus: prevalência 2 em 10.000 pessoas (0,02%). Teste: sensibilidade 98%, especificidade 74,4%. Em 10 000: doentes = 2, TP ≈ 2; saudáveis = 9998, FP ≈ 9998×0,256≈25599998 \times 0{,}256 \approx 2559. VPP = 2/(2+2559)≈0,08%2/(2+2559) \approx 0{,}08\%. O título "It's never lupus" (referência à série House M.D.) reflete exatamente a base rate fallacy: lúpus é tão raro que, mesmo com teste positivo, a probabilidade de realmente tê-lo é mínima.
  10. Ex. 79.10Aplicação

    A Edison Research conduziu exit polls na eleição de recall de Scott Walker em Wisconsin. 53% dos respondentes votaram em Walker. Como a probabilidade condicional pode ser usada para estimar o viés de não-resposta em exit polls? Se apenas eleitores de Walker respondem, como isso distorce a estimativa?

    Selecione a alternativa correta
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    O exit poll da Edison Research na eleição de recall de Walker (Wisconsin) coletou dados de diversas fontes. Com 53% dos respondentes declarando voto em Walker, esse número é a estimativa de P(Walker)P(\text{Walker}). A condicional P(Walker∣respondeu ao exit poll)P(\text{Walker} \mid \text{respondeu ao exit poll}) pode diferir se há viés de não-resposta — quem responde exit polls pode ter perfil diferente do eleitorado total. A probabilidade condicional permite quantificar esse viés potencial.
  11. Ex. 79.11Compreensão

    Se P(A∣B)=P(A)P(A \mid B) = P(A), o que se pode concluir sobre os eventos AA e BB? Explique em termos de probabilidade condicional.

    Selecione a alternativa correta
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    A definição de independência via probabilidade condicional é: AA e BB são independentes se e somente se P(A∣B)=P(A)P(A \mid B) = P(A). Isso equivale a P(A∩B)=P(A)⋅P(B)P(A \cap B) = P(A) \cdot P(B). Se P(A∣B)=P(A)P(A \mid B) = P(A), a ocorrência de BB não transmite nenhuma informação sobre AA.
  12. Ex. 79.12Compreensão

    Para eventos AA e BB independentes, P(A E B)=P(A \text{ E } B) = _____.

    Selecione a alternativa correta
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    Quando AA e BB são independentes, a regra do produto simplifica para: P(A∩B)=P(A)×P(B)P(A \cap B) = P(A) \times P(B). Note a distinção crucial: eventos mutuamente exclusivos têm P(A∩B)=0P(A \cap B) = 0, enquanto independentes têm P(A∩B)=P(A)×P(B)P(A \cap B) = P(A) \times P(B). Esses conceitos são incompatíveis (exceto se P(A)=0P(A) = 0 ou P(B)=0P(B) = 0).
  13. Ex. 79.13Aplicação

    P(A)=0,3P(A) = 0{,}3 e P(B)=0,5P(B) = 0{,}5, com AA e BB mutuamente exclusivos. Calcule P(A OU B)P(A \text{ OU } B).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para eventos mutuamente exclusivos: P(A∪B)=P(A)+P(B)=0,3+0,5=0,8P(A \cup B) = P(A) + P(B) = 0{,}3 + 0{,}5 = 0{,}8. A subtração de P(A∩B)P(A \cap B) não é necessária pois P(A∩B)=0P(A \cap B) = 0 para eventos mutuamente exclusivos.
  14. Ex. 79.14Aplicação

    P(A)=0,4P(A) = 0{,}4 e P(B)=0,3P(B) = 0{,}3, com AA e BB independentes. Calcule P(A E B)P(A \text{ E } B).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para eventos independentes: P(A∩B)=P(A)×P(B)=0,4×0,3=0,12P(A \cap B) = P(A) \times P(B) = 0{,}4 \times 0{,}3 = 0{,}12. Eventos independentes podem coocorrer (diferente de mutuamente exclusivos); conhecer a ocorrência de um simplesmente não altera a probabilidade do outro.
  15. Ex. 79.15Compreensão

    Eventos mutuamente exclusivos (com P(A)>0P(A) > 0 e P(B)>0P(B) > 0) podem ser independentes simultaneamente? Justifique com a definição de cada conceito.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Eventos mutuamente exclusivos (com P(A),P(B)>0P(A), P(B) > 0) não podem ser independentes. Se AA e BB são ME: P(A∩B)=0P(A \cap B) = 0. Se fossem independentes: P(A∩B)=P(A)×P(B)>0P(A \cap B) = P(A) \times P(B) > 0. Contradição. Intuitivamente: saber que BB ocorreu diz que AA definitivamente NÃO ocorreu, ou seja, P(A∣B)=0≠P(A)P(A \mid B) = 0 \neq P(A). Há dependência máxima.
  16. Ex. 79.16Aplicação

    Numa tabela de contingência com preferência de partido (A, B, Nenhum) nas colunas e faixa etária (menos de 30, 30 a 50, mais de 50) nas linhas, como se calcula P(eleitor com menos de 30 anos)P(\text{eleitor com menos de 30 anos})?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A probabilidade marginal de ser menor de 30 anos é calculada dividindo o total de eleitores nessa faixa etária pelo total geral de eleitores na tabela. É uma probabilidade marginal (linha ou coluna marginal), não condicional. Não depende de preferência por partido.
  17. Ex. 79.17Aplicação

    Na mesma tabela do exercício 79.16, como se calcula P(menos de 30 anos∣prefere partido A)P(\text{menos de 30 anos} \mid \text{prefere partido A})? Essa probabilidade é igual a P(prefere partido A∣menos de 30 anos)P(\text{prefere partido A} \mid \text{menos de 30 anos})?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A probabilidade condicional P(menos de 30∣prefere partido A)P(\text{menos de 30} \mid \text{prefere partido A}) restringe o espaço amostral aos eleitores do partido A e calcula a proporção de jovens nesse subgrupo: P(menos de 30∣A)=P(menos de 30 E prefere A)/P(prefere A)P(\text{menos de 30} \mid A) = P(\text{menos de 30 E prefere A})/P(\text{prefere A}). Isso NÃO é o mesmo que P(partido A∣menos de 30)P(\text{partido A} \mid \text{menos de 30}) (falácia do promotor em miniatura).
  18. Ex. 79.18Aplicação

    Uma tabela de contingência cruza o método de treinamento musical (clássico, informal) com o gênero preferido por músicos profissionais. Como se calcula P(treinamento claˊssico)P(\text{treinamento clássico}) diretamente da tabela?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A partir de uma tabela de contingência com método de treinamento (clássico, informal, autodidata) nas linhas e gênero musical preferido (jazz, pop, clássico, outros) nas colunas, a probabilidade marginal de ter treinamento clássico é a soma da linha de "clássico" dividida pelo total geral da tabela.
  19. Ex. 79.19AplicaçãoGabarito

    Na tabela de músicos do exercício 79.18, como se calcula P(prefere jazz∣treinamento claˊssico)P(\text{prefere jazz} \mid \text{treinamento clássico})? Esse valor coincide com P(treinamento claˊssico∣prefere jazz)P(\text{treinamento clássico} \mid \text{prefere jazz})?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A condicional P(jazz∣treinamento claˊssico)P(\text{jazz} \mid \text{treinamento clássico}) restringe o conjunto aos músicos com treinamento clássico e mede a proporção que toca jazz: P(jazz∣claˊssico)=P(jazz E claˊssico)/P(claˊssico)P(\text{jazz} \mid \text{clássico}) = P(\text{jazz E clássico})/P(\text{clássico}). Isso é geralmente diferente de P(claˊssico∣jazz)P(\text{clássico} \mid \text{jazz}) — a probabilidade de ter treinamento clássico dado que toca jazz.
  20. Ex. 79.20Aplicação

    Usando a tabela de músicos, como se calcula P(treinamento claˊssico E prefere jazz)P(\text{treinamento clássico E prefere jazz})? Que fórmula liga a interseção com a probabilidade condicional?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A probabilidade da interseção usa a regra do produto: P(claˊssico∩jazz)=P(jazz∣claˊssico)×P(claˊssico)P(\text{clássico} \cap \text{jazz}) = P(\text{jazz} \mid \text{clássico}) \times P(\text{clássico}). Equivalentemente: P(claˊssico∣jazz)×P(jazz)P(\text{clássico} \mid \text{jazz}) \times P(\text{jazz}). A fórmula P(A∩B)=P(A)×P(B)P(A \cap B) = P(A) \times P(B) só vale se forem independentes.
  21. Ex. 79.21Aplicação

    Como verificar numericamente, a partir da tabela de músicos, se "ter treinamento clássico" e "preferir jazz" são eventos independentes? Descreva o teste de independência via probabilidade condicional.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para verificar independência numericamente: calcule P(jazz∣claˊssico)P(\text{jazz} \mid \text{clássico}) e compare com P(jazz)P(\text{jazz}). Se iguais: independentes. Se diferentes: dependentes. Equivalentemente, compare P(claˊssico∩jazz)P(\text{clássico} \cap \text{jazz}) com P(claˊssico)×P(jazz)P(\text{clássico}) \times P(\text{jazz}). A verificação numérica é mais rigorosa que intuição.
  22. Ex. 79.22Modelagem

    Construa uma árvore de probabilidade para o cenário de rastreamento de câncer com resultado de teste falso positivo possível. Identifique os quatro cenários finais (TP, FN, FP, TN) e mostre como a árvore permite calcular o Valor Preditivo Positivo.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A árvore de probabilidade para rastreamento de câncer tem a estrutura: nó raiz → ramo "desenvolve câncer" (prob = prevalência) e ramo "não desenvolve" (prob = 1 − prevalência). De cada ramo: subramos "teste +" e "teste −". Os quatro cenários finais são: TP (desenvolve E +), FN (desenvolve E −), FP (não desenvolve E +), TN (não desenvolve E −). Multiplicando probs ao longo de cada ramo e somando os ramos "teste +" dá P(+)P(+); dividindo TP por P(+)P(+) dá o VPP.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Nó raiz: probabilidade de desenvolver câncer = prevalência pp.
    2. Ramo "desenvolve": subramos "teste +" com prob sensibilidade, "teste −" com prob (1 − sens).
    3. Ramo "não desenvolve": subramos "teste +" com prob (1 − espec), "teste −" com prob espec.
    4. TP = p×sensp \times \text{sens}; FP = (1−p)×(1−espec)(1-p) \times (1-\text{espec}).
    5. VPP = TP / (TP + FP).
  23. Ex. 79.23AplicaçãoGabarito

    P(A)=0,6P(A) = 0{,}6 e P(B)=0,4P(B) = 0{,}4, com AA e BB mutuamente exclusivos. Calcule P(A OU B)P(A \text{ OU } B).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para eventos mutuamente exclusivos com P(A∩B)=0P(A \cap B) = 0: P(A∪B)=P(A)+P(B)=0,6+0,4=1,0P(A \cup B) = P(A) + P(B) = 0{,}6 + 0{,}4 = 1{,}0. O resultado 1,0 indica que AA e BB formam uma partição do espaço amostral (exaustivos e mutuamente exclusivos).
  24. Ex. 79.24Compreensão

    O que significa a notação P(A∣B)P(A \mid B)? Descreva em palavras e compare com P(A∩B)P(A \cap B) e P(B∣A)P(B \mid A).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A notação P(A∣B)P(A \mid B) lê-se "probabilidade de A dado B" e representa a probabilidade de AA ocorrer no espaço amostral restrito a BB. Formalmente: P(A∣B)=P(A∩B)/P(B)P(A \mid B) = P(A \cap B)/P(B). É diferente de P(A∩B)P(A \cap B) (interseção) e de P(B∣A)P(B \mid A) (condicional invertida).
  25. Ex. 79.25AplicaçãoGabarito

    Doença com prevalência 0,5%. Teste diagnóstico: sensibilidade 95%, especificidade 95%. Calcule o VPP usando frequências em 10 000 pessoas. Por que o resultado surpreende a maioria?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Prevalência 0,5%, sens 95%, espec 95%. Em 10 000: doentes = 50, TP = 50×0,95=47,550 \times 0{,}95 = 47{,}5, saudáveis = 9950, FP = 9950×0,05=497,59950 \times 0{,}05 = 497{,}5. VPP = 47,5/(47,5+497,5)=47,5/545≈8,7%47{,}5/(47{,}5 + 497{,}5) = 47{,}5/545 \approx 8{,}7\%. Apesar da alta qualidade do teste, apenas 1 em 11 positivos é realmente doente — impacto da baixa prevalência.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Em 10 000: doentes = 10000×0,005=5010000 \times 0{,}005 = 50.
    2. TP = 50×0,95=47,550 \times 0{,}95 = 47{,}5; FN = 2,5.
    3. Saudáveis = 9950; FP = 9950×0,05=497,59950 \times 0{,}05 = 497{,}5; TN = 9452,5.
    4. VPP = 47,5/(47,5+497,5)≈8,7%47{,}5 / (47{,}5 + 497{,}5) \approx 8{,}7\%.
    5. Moral: prevalência baixa faz os FP superarem os TP mesmo com teste de alta qualidade.
  26. Ex. 79.26AplicaçãoGabarito

    Teste com sensibilidade 99% e especificidade 98%. Calcule o VPP para uma mulher com probabilidade prévia de gravidez de 30%. Compare com o VPP para prevalência 0,5% (exercício 79.25) e interprete a diferença.

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    Prevalência 30%, sens 99%, espec 98%. VPP = (0,99×0,30)/(0,99×0,30+0,02×0,70)=0,297/0,311≈95,5%(0{,}99 \times 0{,}30)/(0{,}99 \times 0{,}30 + 0{,}02 \times 0{,}70) = 0{,}297/0{,}311 \approx 95{,}5\%. Compare com VPP ≈ 8,7% para prevalência 0,5%: o mesmo par (sens, espec) produz valores preditivos completamente diferentes dependendo da prevalência. O prior domina.
  27. Ex. 79.27Aplicação

    Teste com sensibilidade 90% e especificidade 95%. Usando a forma de odds: (a) calcule LR+\text{LR}^+; (b) calcule o posterior para um prior de 1% (prevalência 1%). Resp: ≈15,4%\approx 15{,}4\%.

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    LR+=sens/(1−espec)=0,90/0,05=18\text{LR}^+ = \text{sens}/(1 - \text{espec}) = 0{,}90/0{,}05 = 18. Prior odds com prevalência 1%: 1/991/99. Posterior odds: (1/99)×18=18/99≈0,182(1/99) \times 18 = 18/99 \approx 0{,}182. Posterior: 0,182/(1+0,182)≈15,4%0{,}182/(1 + 0{,}182) \approx 15{,}4\%. A forma de odds torna transparente como o LR transforma o prior odds em posterior odds via multiplicação.
  28. Ex. 79.28Aplicação

    Doença com prevalência 1%. Dois testes independentes positivos (sensibilidade 90%, especificidade 90% cada). Use atualização sequencial: o posterior do 1.º teste torna-se o prior do 2.º. Qual o posterior após cada teste?

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    Dois testes independentes positivos (sens = espec = 90%), prevalência 1%. Passo 1: VPP1=(0,9×0,01)/(0,9×0,01+0,1×0,99)=0,009/0,108≈8,33%\text{VPP}_1 = (0{,}9 \times 0{,}01)/(0{,}9 \times 0{,}01 + 0{,}1 \times 0{,}99) = 0{,}009/0{,}108 \approx 8{,}33\%. Passo 2 (prior = 8,33%): VPP2=(0,9×0,0833)/(0,9×0,0833+0,1×0,9167)=0,075/0,167≈44,9%\text{VPP}_2 = (0{,}9 \times 0{,}0833)/(0{,}9 \times 0{,}0833 + 0{,}1 \times 0{,}9167) = 0{,}075/0{,}167 \approx 44{,}9\%. Dois testes positivos consecutivos eleva a probabilidade de 1% para quase 45%.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. 1.º teste: prior = 1%, sens = espec = 90%.
    2. VPP1=(0,9×0,01)/(0,9×0,01+0,1×0,99)≈8,33%\text{VPP}_1 = (0{,}9 \times 0{,}01)/(0{,}9 \times 0{,}01 + 0{,}1 \times 0{,}99) \approx 8{,}33\%.
    3. 2.º teste: prior = 8,33%, mesma sens e espec.
    4. VPP2=(0,9×0,0833)/(0,9×0,0833+0,1×0,9167)≈44,9%\text{VPP}_2 = (0{,}9 \times 0{,}0833)/(0{,}9 \times 0{,}0833 + 0{,}1 \times 0{,}9167) \approx 44{,}9\%.
    5. Atalho via odds: LR+=9\text{LR}^+ = 9; prior odds = 0,0101; posterior odds após dois testes = 0,0101×9×9=0,8180{,}0101 \times 9 \times 9 = 0{,}818; posterior = 0,818/1,818 ≈ 45%.
  29. Ex. 79.29Modelagem

    Polígrafo: sensibilidade 70%, especificidade 80%. Suspeito com prior de culpa 5%. Calcule o posterior após resultado positivo no polígrafo via forma de odds. O resultado é suficiente para condenação?

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    Polígrafo: sens 70%, espec 80%. Prior odds: 0,05/0,95≈0,05260{,}05/0{,}95 \approx 0{,}0526. LR+=0,70/0,20=3,5\text{LR}^+ = 0{,}70/0{,}20 = 3{,}5. Posterior odds: 0,0526×3,5≈0,1840{,}0526 \times 3{,}5 \approx 0{,}184. Posterior: 0,184/1,184≈15,5%0{,}184/1{,}184 \approx 15{,}5\%. Com apenas 15% de probabilidade posterior de culpa, o polígrafo não é prova suficiente para condenação sob o padrão penal de "além de dúvida razoável" (que exigiria posterior muito maior).
  30. Ex. 79.30Modelagem

    COVID-19 em fase endêmica: prevalência 5%. Teste rápido: sensibilidade 80%, especificidade 95%. Calcule o VPP usando frequências em 10 000. Deve-se isolar automaticamente todos os positivos sem confirmação adicional?

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    COVID-19: prevalência 5%, sens 80%, espec 95%. Em 10 000: doentes = 500, TP = 400, saudáveis = 9500, FP = 475. VPP = 400/(400+475)=400/875≈45,7%400/(400+475) = 400/875 \approx 45{,}7\%. Menos da metade dos positivos são verdadeiros infectados — isolamento automático sem confirmação PCR teria custo econômico elevado com benefício epidemiológico limitado.
  31. Ex. 79.31Modelagem

    Dois testes positivos com razões de verossimilhança r1r_1 e r2r_2 (condicionalmente independentes dado a hipótese). Qual o efeito na forma de odds? A razão de verossimilhança combinada é r1+r2r_1 + r_2 ou r1×r2r_1 \times r_2?

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    Quando os testes são condicionalmente independentes dado a hipótese, as razões de verossimilhança combinam-se por multiplicação: LRtotal+=r1×r2\text{LR}^+_{\text{total}} = r_1 \times r_2. Na forma de odds: posterior odds após dois testes = prior odds ×r1×r2\times r_1 \times r_2. A soma seria incorreta — ela confundiria o produto com a aditividade de probabilidades. Cada teste positivo com LR+>1\text{LR}^+ > 1 sempre aumenta o posterior.
  32. Ex. 79.32Compreensão

    O que é a base rate fallacy (falácia da taxa base) no contexto de testes diagnósticos?

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    A base rate fallacy é especificamente a falha em incorporar a prevalência (prior, taxa base) ao calcular a probabilidade posterior. Confundir sensibilidade com especificidade é um erro diferente. Usar frequências absolutas é recomendado, não um erro. Aplicar Bayes com múltiplas hipóteses é correto — a partição pode ter mais de dois elementos.
  33. Ex. 79.33Compreensão

    Por que o prior importa mesmo em "ciência objetiva"? Uma análise frequentista que ignora o prior equivale a qual suposição implícita sobre o parâmetro?

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    O prior importa porque é o ponto de partida da atualização bayesiana. Mesmo análises "objetivas" têm priors implícitos: testar H0H_0 com pp-valor equivale a atribuir prior pontual em θ=θ0\theta = \theta_0. A crítica ao prior "subjetivo" ignora que a objetividade do pp-valor está nos procedimentos de controle de erro de longo prazo, não na ausência de assunções sobre parâmetros. Ambas as abordagens têm assunções; a diferença é em que forma elas aparecem.
  34. Ex. 79.34Compreensão

    Qual a diferença prática entre usar prior θ∼Beta(1,1)\theta \sim \text{Beta}(1,1) e θ∼Beta(10,10)\theta \sim \text{Beta}(10,10) para modelar a taxa de sucesso de um processo? Com qual dos dois o posterior será mais sensível a novos dados?

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    O prior Beta(1,1) é uniforme em [0,1][0,1] — não favorece nenhum valor de θ\theta e tem "pseudo-contagem" total α+β=2\alpha + \beta = 2. O prior Beta(10,10) tem pseudo-contagem 20 — equivale a "já observamos 10 sucessos e 10 fracassos". Para dominar Beta(10,10), a likelihood precisa de mais dados. Com n=5n = 5 observações adicionais, Beta(1,1) fica dominada mais completamente que Beta(10,10).
  35. Ex. 79.35Compreensão

    O que significa a notação P(A E B)P(A \text{ E } B) e como calculá-la no caso geral? Como a fórmula muda se AA e BB são independentes?

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    A regra geral da multiplicação: P(A∩B)=P(A∣B)×P(B)P(A \cap B) = P(A \mid B) \times P(B). Se AA e BB são independentes, P(A∣B)=P(A)P(A \mid B) = P(A), logo P(A∩B)=P(A)×P(B)P(A \cap B) = P(A) \times P(B). Se mutuamente exclusivos, P(A∩B)=0P(A \cap B) = 0 (caso especial). O caso geral requer a probabilidade condicional.
  36. Ex. 79.36Compreensão

    Complete: P(A)+P(A′)=P(A) + P(A') = _____ . Explique por que essa regra é fundamental para o cálculo bayesiano com duas hipóteses complementares.

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    A regra do complemento: P(A)+P(A′)=1P(A) + P(A') = 1. Isso decorre da axiomática de Kolmogorov: o espaço amostral completo tem probabilidade 1, e AA e A′A' são mutuamente exclusivos e exaustivos. É usada extensivamente em Bayes: P(¬H)=1−P(H)P(\neg H) = 1 - P(H).
  37. Ex. 79.37Desafio

    Problema de Monty Hall: 3 portas, 1 carro, 2 cabras. Você escolhe a porta 1; Monty (que sabe onde está o carro) abre a porta 3 (que tem uma cabra). Deve-se trocar para a porta 2? Use o teorema de Bayes para justificar.

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    Monty Hall via Bayes. Hipóteses: H1H_1 = carro na porta 1, H2H_2 = porta 2, H3H_3 = porta 3. Você escolhe porta 1. Monty abre porta 3. Evidência EE = "Monty abre porta 3". Likelihoods: P(E∣H1)=1/2P(E \mid H_1) = 1/2 (escolhe aleatoriamente entre 2 e 3); P(E∣H2)=1P(E \mid H_2) = 1 (só pode abrir 3); P(E∣H3)=0P(E \mid H_3) = 0. P(E)=1/2×1/3+1×1/3=1/2P(E) = 1/2 \times 1/3 + 1 \times 1/3 = 1/2. Posterior da porta 1: (1/2×1/3)/(1/2)=1/3(1/2 \times 1/3)/(1/2) = 1/3. Posterior da porta 2: (1×1/3)/(1/2)=2/3(1 \times 1/3)/(1/2) = 2/3. Deve-se trocar para a porta 2.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Priors uniformes: P(H1)=P(H2)=P(H3)=1/3P(H_1) = P(H_2) = P(H_3) = 1/3.
    2. Você escolhe porta 1. Monty (que sabe onde está o carro) abre porta 3.
    3. Evidência EE: Monty abriu a porta 3. Likelihoods: P(E∣H1)=1/2P(E|H_1) = 1/2, P(E∣H2)=1P(E|H_2) = 1, P(E∣H3)=0P(E|H_3) = 0.
    4. Lei da probabilidade total: P(E)=1/2⋅1/3+1⋅1/3+0=1/2P(E) = 1/2 \cdot 1/3 + 1 \cdot 1/3 + 0 = 1/2.
    5. Posteriors: P(H1∣E)=1/3P(H_1|E) = 1/3, P(H2∣E)=2/3P(H_2|E) = 2/3, P(H3∣E)=0P(H_3|E) = 0. Troca!
  38. Ex. 79.38DesafioGabarito

    Demonstre o teorema de Bayes a partir da definição de probabilidade condicional e da lei da probabilidade total para uma partição {H1,…,Hn}\{H_1, \ldots, H_n\}.

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    Por definição de probabilidade condicional: P(Hi∣E)=P(Hi∩E)/P(E)P(H_i \mid E) = P(H_i \cap E)/P(E). Pelo teorema da multiplicação: P(Hi∩E)=P(E∣Hi)P(Hi)P(H_i \cap E) = P(E \mid H_i)P(H_i). Pela lei da probabilidade total: P(E)=∑jP(E∣Hj)P(Hj)P(E) = \sum_j P(E \mid H_j)P(H_j). Substituindo: P(Hi∣E)=P(E∣Hi)P(Hi)/∑jP(E∣Hj)P(Hj)P(H_i \mid E) = P(E \mid H_i)P(H_i)/\sum_j P(E \mid H_j)P(H_j). □\square
  39. Ex. 79.39DemonstraçãoGabarito

    Demonstre que a forma de odds de Bayes (posterior odds = LR ×\times prior odds) segue diretamente do teorema de Bayes para dois eventos complementares HH e ¬H\neg H.

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    Para {H,¬H}\{H, \neg H\}: P(H∣E)=P(E∣H)P(H)/P(E)P(H \mid E) = P(E \mid H)P(H)/P(E) e P(¬H∣E)=P(E∣¬H)P(¬H)/P(E)P(\neg H \mid E) = P(E \mid \neg H)P(\neg H)/P(E). Dividindo: P(H∣E)/P(¬H∣E)=[P(E∣H)/P(E∣¬H)]×[P(H)/P(¬H)]P(H \mid E)/P(\neg H \mid E) = [P(E \mid H)/P(E \mid \neg H)] \times [P(H)/P(\neg H)]. O fator P(E)P(E) cancela no quociente. Posterior odds = LR ×\times prior odds. □\square
  40. Ex. 79.40Demonstração

    Mostre que a média do posterior Beta(α+k\alpha + k, β+n−k\beta + n - k) converge para o MLE k/nk/n quando n→∞n \to \infty, para qualquer prior fixo Beta(α,β\alpha, \beta). O que isso implica sobre a relação assintótica entre inferência bayesiana e frequentista?

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    Com nn lançamentos e kk caras, MLE = k/nk/n. Média posterior com Beta(α,β\alpha, \beta): (α+k)/(α+β+n)(\alpha + k)/(\alpha + \beta + n). Quando n→∞n \to \infty: (α+k)/(α+β+n)→k/n(\alpha + k)/(\alpha + \beta + n) \to k/n, pois os termos α,β\alpha, \beta tornam-se negligenciáveis. Para qualquer prior fixo (com α+β\alpha + \beta finito), o posterior concentra-se na MLE. Implicação: com dados suficientes, bayes e frequentismo convergem — o prior é "apagado" pela likelihood.

Fontes

Atualizado em 2026-05-06 · Autor(es): Clube da Matemática

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