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Lição 112 — Transformações lineares

Funções entre espaços vetoriais que preservam combinação linear. Representação matricial em uma base. Mudança de base. A operação fundamental que torna ML, gráficos 3D e processamento de sinais possíveis.

Usado em: Leistungskurs alemão (Lineare Algebra) · Math III japonês · H2 Math singapurense · graduação engenharia 1.º semestre

T(au+bv)=a T(u)+b T(v)T(au + bv) = a\,T(u) + b\,T(v)

Uma transformação linear é uma função T:V→WT: V \to W entre espaços vetoriais que preserva soma e multiplicação por escalar. Em base fixa, é representada por uma matriz: aplicar TT a um vetor vira multiplicação matricial T(v)=AvT(v) = Av.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Definição rigorosa

Transformações lineares

"Uma transformação linear é uma função que vai de um espaço vetorial para outro e preserva as operações de espaço vetorial de adição de vetores e multiplicação por escalar." — Beezer — A First Course in Linear Algebra, §LT

"Se TT é uma transformação linear, então T(0)=0T(0) = 0." — Beezer — A First Course in Linear Algebra, Teorema LTTZZ, §LT

Representação matricial

Vbase BWbase CTcoord. x em Bcoord. [T]x em C[T] ∈ M(m×n)

Diagrama: T leva vetores de V (com base B) para W (com base C). Em coordenadas, a operação é multiplicação pela matriz [T].

Mudança de base e matrizes semelhantes

"Duas matrizes que representam a mesma transformação linear em diferentes bases são chamadas de matrizes semelhantes, e B=P−1APB = P^{-1}AP para alguma matriz invertível PP." — Hefferon — Linear Algebra, cap. 3 §III.1

Composição

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

40 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 14Compreensão 4Demonstração 22
  1. Ex. 112.1AplicaçãoGabarito

    Sejam b,c∈Rb, c \in \mathbb{R}. Defina T:R3→R2T: \mathbb{R}^3 \to \mathbb{R}^2 por T(x,y,z)=(2x−4y+3z+b,  6x+cxyz)T(x,y,z) = (2x - 4y + 3z + b,\; 6x + cxyz). TT é linear:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se b≠0b \neq 0, então T(0,0,0)=(b,0)≠(0,0)T(0,0,0) = (b, 0) \neq (0,0), violando a condição necessária. Se c≠0c \neq 0, o termo cxyzcxyz é cúbico e viola homogeneidade. Quando b=c=0b = c = 0, basta verificar aditividade e homogeneidade para a parte linear — ambas se verificam.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Com b≠0b \neq 0: T(0,0,0)=(b,0)≠0T(0,0,0) = (b, 0) \neq 0 — não linear.
    2. Com c≠0c \neq 0: T(λv)T(\lambda v) tem termo cλ3xyzc\lambda^3 xyz enquanto λT(v)\lambda T(v) tem cλxyzc\lambda xyz — não linear.
    3. Com b=c=0b=c=0: T(x,y,z)=(2x−4y+3z,6x)T(x,y,z)=(2x-4y+3z,6x) é claramente linear (combinação linear das coordenadas).
  2. Ex. 112.2Aplicação

    Sejam b,c∈Rb, c \in \mathbb{R}. Defina T:P(R)→R2T: \mathcal{P}(\mathbb{R}) \to \mathbb{R}^2 por Tp=(3p(4)+5p′(6)+bp(1)p(2),  ∫−12x3p(x) dx+csin⁡p(0))Tp = \bigl(3p(4)+5p'(6)+bp(1)p(2),\; \int_{-1}^{2} x^3 p(x)\,dx + c\sin p(0)\bigr). TT é linear:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se b≠0b \neq 0, o termo bp(1)p(2)bp(1)p(2) é produto de avaliações — não linear. Se c≠0c \neq 0, o termo csin⁡p(0)c\sin p(0) não é linear em $p$. Com b=c=0b=c=0, ambas as componentes são lineares (avaliação, derivada e integral são operações lineares).
  3. Ex. 112.3Demonstração

    Seja T∈L(Fn,Fm)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^n, \mathbb{F}^m). O que se pode afirmar sobre a representação de TT?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para cada $j$ e cada $k$, defina Aj,kA_{j,k} como a $j$-ésima componente de T(ek)T(e_k). Pela linearidade, qualquer T(x1,…,xn)=∑kxkT(ek)T(x_1,\ldots,x_n)=\sum_k x_k T(e_k), e a $j$-ésima componente é ∑kAj,kxk\sum_k A_{j,k} x_k.
  4. Ex. 112.4Demonstração

    Suponha T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W) e que Tv1,…,TvmTv_1,\ldots,Tv_m é linearmente independente em WW. Então:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Suponha ∑icivi=0\sum_i c_i v_i = 0. Aplicando $T$: T(∑civi)=∑ciTvi=0T(\sum c_i v_i) = \sum c_i Tv_i = 0. Como Tv1,…,TvmTv_1,\ldots,Tv_m é L.I., todos os ci=0c_i=0. Logo v1,…,vmv_1,\ldots,v_m é L.I.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Suponha ∑i=1mcivi=0\sum_{i=1}^m c_i v_i = 0 para escalares cic_i.
    2. Aplique $T$: ∑i=1mciTvi=T(0)=0\sum_{i=1}^m c_i Tv_i = T(0) = 0.
    3. Independência linear de TviTv_i implica ci=0c_i=0 para todo $i$.
  5. Ex. 112.5Demonstração

    Prove que L(V,W)\mathcal{L}(V,W) é um espaço vetorial — conforme afirmado no Resultado 3.6 de Axler. A melhor descrição é:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Defina (S+T)v=Sv+Tv(S+T)v = Sv+Tv e (λT)v=λ(Tv)(\lambda T)v = \lambda(Tv). A soma de lineares é linear (ambas as propriedades se preservam), o múltiplo escalar de linear é linear, e o mapa zero é o elemento neutro. Os oito axiomas de espaço vetorial se verificam.
  6. Ex. 112.6Demonstração

    Todo mapa linear num espaço vetorial 1-dimensional sobre si mesmo é:

    Selecione a alternativa correta
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    Se $\dim V = 1$, tome base {v}\{v\}. Então T(v)=λvT(v) = \lambda v para algum λ∈F\lambda \in \mathbb{F}. Para qualquer w=cvw = cv, linearidade dá T(w)=cT(v)=cλv=λwT(w) = cT(v) = c\lambda v = \lambda w. Logo T=λIT = \lambda I.
  7. Ex. 112.7CompreensãoGabarito

    Sobre a relação entre homogeneidade e aditividade de funções φ:R2→R\varphi: \mathbb{R}^2 \to \mathbb{R}:

    Selecione a alternativa correta
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    Contraexemplo: φ(x,y)=Re⁡(x+iy)2\varphi(x,y) = \operatorname{Re}(x+iy)^2 não funciona aqui — o exemplo padrão é φ(x1,x2)=x12+x22\varphi(x_1,x_2) = \sqrt{x_1^2+x_2^2}, que satisfaz φ(av)=∣a∣φ(v)\varphi(av)=|a|\varphi(v) (homogênea somente para a≥0a\geq 0). Sobre R2\mathbb{R}^2, tome φ\varphi baseada num funcional não mensurável (Axioma da Escolha) — satisfaz φ(av)=aφ(v)\varphi(av)=a\varphi(v) mas não φ(u+v)=φ(u)+φ(v)\varphi(u+v)=\varphi(u)+\varphi(v).
  8. Ex. 112.8Compreensão

    Suponha VV de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). Se TT comuta com todo S∈L(V)S \in \mathcal{L}(V), então TT:

    Selecione a alternativa correta
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    Se $V$ tem dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) comuta com todo S∈L(V)S \in \mathcal{L}(V), então $T$ é múltiplo escalar da identidade. Basta mostrar que $T$ leva toda base para um múltiplo escalar de si mesma, usando que $TS = ST$ para todo $S$ forçado a trocar vetores de base.
  9. Ex. 112.9Demonstração

    Sobre a multiplicação de mapas lineares (composição) as propriedades válidas são:

    Selecione a alternativa correta
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    Associatividade: (TS)R=T(SR)(TS)R = T(SR) pois ambos lados enviam $v$ para T(S(R(v)))T(S(R(v))). Identidade: TI=IT=TTI = IT = T. Distributividade: T(S1+S2)=TS1+TS2T(S_1+S_2) = TS_1+TS_2 e (S1+S2)R=S1R+S2R(S_1+S_2)R = S_1R+S_2R, ambas por linearidade dos mapas.
  10. Ex. 112.10Compreensão

    Se VV é de dimensão finita com dim⁡V>1\dim V > 1, sobre a comutatividade de operadores:

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    Tome base {e1,e2}\{e_1,e_2\}. Defina S(e1)=e2, S(e2)=0S(e_1)=e_2,\,S(e_2)=0 e T(e1)=e1, T(e2)=2e2T(e_1)=e_1,\,T(e_2)=2e_2. Então ST(e1)=S(e1)=e2ST(e_1)=S(e_1)=e_2 mas TS(e1)=T(e2)=2e2TS(e_1)=T(e_2)=2e_2. Logo ST≠TSST \neq TS.
  11. Ex. 112.11Aplicação

    Dê um exemplo de mapa linear TT com dim⁡(ker⁡T)=3\dim(\ker T) = 3 e dim⁡(Im⁡T)=2\dim(\operatorname{Im} T) = 2:

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    Pelo teorema núcleo-imagem: dim⁡V=dim⁡(ker⁡T)+dim⁡(Im T)\dim V = \dim(\ker T) + \dim(\text{Im}\,T). Queremos 3+2=53+2=5. Tome T:R5→R2T: \mathbb{R}^5 \to \mathbb{R}^2 definido por T(x1,x2,x3,x4,x5)=(x4,x5)T(x_1,x_2,x_3,x_4,x_5)=(x_4,x_5): núcleo tem dimensão 3, imagem tem dimensão 2.
  12. Ex. 112.12Demonstração

    Suponha S,T∈L(V)S, T \in \mathcal{L}(V) com Im⁡S⊆ker⁡T\operatorname{Im} S \subseteq \ker T. Conclui-se:

    Selecione a alternativa correta
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    (ST)2=STST(ST)^2 = STST. Como Im S⊆ker⁡T\text{Im}\,S \subseteq \ker T, temos T(S(v))∈T(ker⁡T)={0}T(S(v)) \in T(\ker T) = \{0\}, logo TS=0TS = 0. Portanto (ST)2=S(TS)T=S⋅0⋅T=0(ST)^2 = S(TS)T = S \cdot 0 \cdot T = 0.
  13. Ex. 112.13Aplicação

    Dê um exemplo de T∈L(R4)T \in \mathcal{L}(\mathbb{R}^4) tal que Im⁡T=ker⁡T\operatorname{Im} T = \ker T:

    Selecione a alternativa correta
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    Pelo teorema núcleo-imagem, dim⁡V=dim⁡(ker⁡T)+dim⁡(Im T)=2dim⁡(Im T)\dim V = \dim(\ker T)+\dim(\text{Im}\,T) = 2\dim(\text{Im}\,T), logo $V$ deve ter dimensão par. Para V=R4V = \mathbb{R}^4: T(a,b,c,d)=(c,d,0,0)T(a,b,c,d)=(c,d,0,0) tem núcleo {(a,b,0,0)}\{(a,b,0,0)\} (dim 2) e imagem {(c,d,0,0)}\{(c,d,0,0)\} (dim 2).
  14. Ex. 112.14DemonstraçãoGabarito

    Prove ou refute: existe T∈L(R5)T \in \mathcal{L}(\mathbb{R}^5) tal que Im⁡T=ker⁡T\operatorname{Im} T = \ker T.

    Selecione a alternativa correta
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    Se Im⁡T=ker⁡T\operatorname{Im} T = \ker T, então dim⁡(Im⁡ T)=dim⁡(ker⁡T)\dim(\operatorname{Im}\,T) = \dim(\ker T). Pelo teorema núcleo-imagem: 5=dim⁡(ker⁡T)+dim⁡(Im⁡ T)=2dim⁡(Im⁡ T)5 = \dim(\ker T)+\dim(\operatorname{Im}\,T) = 2\dim(\operatorname{Im}\,T), o que exige dim⁡(Im⁡ T)=5/2\dim(\operatorname{Im}\,T) = 5/2 — não inteiro, impossível.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Suponha Im⁡T=ker⁡T\operatorname{Im} T = \ker T; sejam as duas dimensões iguais a $k$.
    2. Teorema núcleo-imagem: k+k=5k + k = 5, logo k=2,5k = 2{,}5.
    3. Dimensão deve ser inteiro — contradição. Logo não existe tal $T$.
  15. Ex. 112.15Aplicação

    Sejam v1,…,vm∈Vv_1,\ldots,v_m \in V. O mapa linear T∈L(Fm,V)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^m, V) associado naturalmente a essa lista é:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Defina T∈L(Fm,V)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^m, V) por T(z1,…,zm)=z1v1+⋯+zmvmT(z_1,\ldots,z_m) = z_1 v_1 + \cdots + z_m v_m. Linearidade é imediata. A imagem de $T$ é span⁡(v1,…,vm)\operatorname{span}(v_1,\ldots,v_m); o núcleo captura as relações de dependência linear entre os $v_i$.
  16. Ex. 112.16Compreensão

    O conjunto {T∈L(R5,R4):dim⁡(ker⁡T)>2}\bigl\{T \in \mathcal{L}(\mathbb{R}^5,\mathbb{R}^4) : \dim(\ker T) > 2\bigr\} é subespaço de L(R5,R4)\mathcal{L}(\mathbb{R}^5,\mathbb{R}^4)?

    Selecione a alternativa correta
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    Tome T1T_1 com ker⁡T1={(a,b,c,0,0)}\ker T_1 = \{(a,b,c,0,0)\} e T2T_2 com ker⁡T2={(0,0,c,d,e)}\ker T_2 = \{(0,0,c,d,e)\}, ambos com núcleo de dimensão 3. Então dim⁡(ker⁡(T1+T2))\dim(\ker(T_1+T_2)) pode ser menor que 3 (por exemplo, 1), portanto a soma pode sair do conjunto. Não é subespaço.
  17. Ex. 112.17Demonstração

    Suponha T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W) injetora e v1,…,vnv_1,\ldots,v_n L.I. em VV. Então:

    Selecione a alternativa correta
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    Suponha $T$ injetora e v1,…,vnv_1,\ldots,v_n L.I. em $V$. Se ∑ciTvi=0\sum c_i Tv_i = 0, então T(∑civi)=0T(\sum c_i v_i)=0. Como $T$ é injetora, ∑civi=0\sum c_i v_i = 0, logo todos ci=0c_i=0. Portanto Tv1,…,TvnTv_1,\ldots,Tv_n é L.I.
  18. Ex. 112.18AplicaçãoGabarito

    Suponha v1,…,vnv_1,\ldots,v_n gera VV e T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W). Então Tv1,…,TvnTv_1,\ldots,Tv_n:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Qualquer w∈Im⁡ Tw \in \operatorname{Im}\,T é da forma TvTv para algum v∈Vv \in V. Como v1,…,vnv_1,\ldots,v_n gera $V$, temos v=∑civiv = \sum c_i v_i, logo Tv=∑ciTviTv = \sum c_i Tv_i. Portanto Tv1,…,TvnTv_1,\ldots,Tv_n gera Im⁡ T\operatorname{Im}\,T.
  19. Ex. 112.19Demonstração

    Suponha VV de dimensão finita e T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W). Então:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Tome $U$ um complemento de $\ker T$ em $V$: V=ker⁡T⊕UV = \ker T \oplus U. Então T∣UT|_U é injetora (restrição ao complemento do núcleo) e T(V)=T(U)T(V)=T(U) pois qualquer v=k+uv = k+u com k∈ker⁡Tk \in \ker T satisfaz Tv=TuTv = Tu.
  20. Ex. 112.20AplicaçãoGabarito

    Seja TT mapa linear de F4\mathbb{F}^4 em F2\mathbb{F}^2 com ker⁡T={(x1,x2,x3,x4):x1=5x2,  x3=7x4}\ker T = \{(x_1,x_2,x_3,x_4): x_1=5x_2,\; x_3=7x_4\}. Conclua:

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    O núcleo descrito é {(x1,x2,x3,x4):x1=5x2,x3=7x4}\{(x_1,x_2,x_3,x_4): x_1=5x_2, x_3=7x_4\}, que tem dimensão 2. Pelo teorema núcleo-imagem: dim⁡(Im⁡ T)=4−2=2\dim(\operatorname{Im}\,T) = 4 - 2 = 2. Como dim⁡(Im⁡ T)=2=dim⁡(F2)\dim(\operatorname{Im}\,T)=2=\dim(\mathbb{F}^2), $T$ é sobrejetora.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Identifique o núcleo: 2 restrições livres (x1=5x2x_1=5x_2, x3=7x4x_3=7x_4), 2 parâmetros livres.
    2. dim⁡(ker⁡T)=2\dim(\ker T) = 2.
    3. Teorema núcleo-imagem: dim⁡(Im⁡ T)=4−2=2\dim(\operatorname{Im}\,T) = 4-2=2.
    4. W=F2W = \mathbb{F}^2 tem dimensão 2, logo $T$ é sobrejetora.
  21. Ex. 112.21Aplicação

    Seja UU subespaço de dimensão 3 de R8\mathbb{R}^8 e TT mapa linear de R8\mathbb{R}^8 em R5\mathbb{R}^5 tal que U⊆ker⁡TU \subseteq \ker T. Qual a dimensão possível para Im⁡ T\operatorname{Im}\,T?

    Selecione a alternativa correta
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    $U$ (dim 3) está contido no núcleo de $T$. Pelo teorema núcleo-imagem: dim⁡(Im⁡ T)=8−dim⁡(ker⁡T)≤8−3=5\dim(\operatorname{Im}\,T) = 8-\dim(\ker T) \leq 8-3=5. A imagem tem dimensão no máximo 5 e ao menos 3 (pois há 8 dimensões, 3 perdidas no núcleo mínimo). Portanto a imagem tem dimensão entre 3 e 5 inclusive.
  22. Ex. 112.22Demonstração

    Não existe mapa linear de F5\mathbb{F}^5 em F2\mathbb{F}^2 cujo núcleo seja {(x1,x2,x3,x4,x5):x1=6x2,  x3=x4=x5}\{(x_1,x_2,x_3,x_4,x_5): x_1=6x_2,\; x_3=x_4=x_5\}. Por quê?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    O núcleo {(x1,…,x5):x1=6x2,x3=x4=x5}\{(x_1,\ldots,x_5): x_1=6x_2, x_3=x_4=x_5\} tem dimensão 2 (dois parâmetros livres: x2x_2 e x3x_3). Pelo teorema núcleo-imagem: dim⁡(Im⁡ T)=5−2=3\dim(\operatorname{Im}\,T)=5-2=3. Mas o contradomínio é F2\mathbb{F}^2 de dimensão 2 — impossível ter imagem de dimensão 3 em espaço de dimensão 2. Contradição, logo não existe tal $T$.
  23. Ex. 112.23Demonstração

    Suponha VV e WW de dimensão finita. A condição exata para existir mapa linear injetor de VV em WW é:

    Selecione a alternativa correta
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    Se dim⁡V≤dim⁡W\dim V \leq \dim W: estenda base de $V$ para enviar cada vetor de base em vetores L.I. de $W$. Isso define $T$ injetora. Se dim⁡V>dim⁡W\dim V > \dim W: pelo teorema núcleo-imagem, dim⁡(ker⁡T)=dim⁡V−dim⁡(Im⁡ T)≥dim⁡V−dim⁡W>0\dim(\ker T) = \dim V - \dim(\operatorname{Im}\,T) \geq \dim V - \dim W > 0, logo $T$ não é injetora.
  24. Ex. 112.24Demonstração

    Suponha VV e WW de dimensão finita. A condição exata para existir mapa linear sobrejetor de VV sobre WW é:

    Selecione a alternativa correta
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    Se dim⁡V≥dim⁡W\dim V \geq \dim W: mande base de $V$ em geradores de $W$ (com repetições se necessário) e estenda por linearidade. Se dim⁡V<dim⁡W\dim V < \dim W: dim⁡(Im⁡ T)≤dim⁡V<dim⁡W\dim(\operatorname{Im}\,T) \leq \dim V < \dim W, logo $T$ não é sobrejetora.
  25. Ex. 112.25DemonstraçãoGabarito

    Suponha V,WV, W finito-dimensionais, XX subespaço de VV e YY subespaço finito-dimensional de WW. Existe T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W) com ker⁡T=X\ker T = X e Im⁡ T=Y\operatorname{Im}\,T = Y?

    Selecione a alternativa correta
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    Ver solução
    Tome complemento $U$ de $X$ em $V$: V=X⊕UV = X \oplus U. Como $Y$ é finito-dimensional, existe isomorfismo U→YU \to Y (pois dim⁡U=dim⁡V−dim⁡X≥dim⁡Y\dim U = \dim V - \dim X \geq \dim Y). Defina $T$ como zero em $X$ e como esse isomorfismo em $U$. Então ker⁡T=X\ker T = X e Im⁡ T=Y\operatorname{Im}\,T = Y.
  26. Ex. 112.26DemonstraçãoGabarito

    Suponha WW finito-dimensional e T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W). TT é injetora se e somente se:

    Selecione a alternativa correta
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    Se $T$ injetora: defina $S(Tv)=v$ e $S=0$ fora da imagem de $T$. Então $STv = v$, logo $ST=I_V$. Reciprocamente: se $Tv=0$, então $v = STv = S(0)=0$, logo $T$ injetora.
  27. Ex. 112.27DemonstraçãoGabarito

    Suponha WW finito-dimensional e T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W). TT é sobrejetora se e somente se:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se $T$ sobrejetora: para cada $w \in W$ escolha $s(w) \in V$ com $Ts(w)=w$. Estenda $s$ por linearidade para obter S∈L(W,V)S \in \mathcal{L}(W,V) com TS=IWTS=I_W. Reciprocamente: w=TS(w)=T(S(w))∈Im⁡ Tw = TS(w) = T(S(w)) \in \operatorname{Im}\,T para todo $w$, logo $T$ sobrejetora.
  28. Ex. 112.28Demonstração

    Suponha VV finito-dimensional, T∈L(V,W)T \in \mathcal{L}(V,W) e UU subespaço de WW. O conjunto {v∈V:Tv∈U}\{v \in V: Tv \in U\}:

    Selecione a alternativa correta
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    Ver solução
    O conjunto T−1(U)={v:Tv∈U}T^{-1}(U) = \{v: Tv \in U\} é a pré-imagem de $U$ sob $T$ — é subespaço. Pelo teorema núcleo-imagem aplicado a T∣T−1(U)T|_{T^{-1}(U)}: dim⁡T−1(U)=dim⁡(ker⁡T)+dim⁡(T−1(U)∩Im⁡−1)=dim⁡(ker⁡T)+dim⁡U\dim T^{-1}(U) = \dim(\ker T) + \dim(T^{-1}(U) \cap \operatorname{Im}^{-1}) = \dim(\ker T)+\dim U.
  29. Ex. 112.29Demonstração

    Suponha U,VU, V finito-dimensionais, S∈L(V,W)S \in \mathcal{L}(V,W) e T∈L(U,V)T \in \mathcal{L}(U,V). Uma cota para o núcleo de STST:

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Pelo teorema núcleo-imagem: dim⁡(ker⁡ST)=dim⁡V−dim⁡(Im⁡ ST)\dim(\ker ST) = \dim V - \dim(\operatorname{Im}\,ST). Como Im⁡ ST⊆Im⁡ S\operatorname{Im}\,ST \subseteq \operatorname{Im}\,S e pelo teorema: dim⁡(ker⁡ST)≤dim⁡(ker⁡T)+dim⁡(ker⁡S)\dim(\ker ST) \leq \dim(\ker T)+\dim(\ker S).
  30. Ex. 112.30Demonstração

    Suponha U,VU, V finito-dimensionais, S∈L(V,W)S \in \mathcal{L}(V,W) e T∈L(U,V)T \in \mathcal{L}(U,V). Uma cota para dim⁡(Im⁡ ST)\dim(\operatorname{Im}\,ST):

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Im⁡ ST⊆Im⁡ S\operatorname{Im}\,ST \subseteq \operatorname{Im}\,S logo dim⁡(Im⁡ ST)≤dim⁡(Im⁡ S)\dim(\operatorname{Im}\,ST) \leq \dim(\operatorname{Im}\,S). Também Im⁡ ST=T(Im⁡ S)∩…\operatorname{Im}\,ST = T(\operatorname{Im}\,S) \cap \ldots — mais precisamente, dim⁡(Im⁡ ST)≤dim⁡(Im⁡ T)\dim(\operatorname{Im}\,ST) \leq \dim(\operatorname{Im}\,T) pois a imagem de $ST$ é imagem de $T$ restrita. Logo o mínimo dos dois.
  31. Ex. 112.31Demonstração

    Suponha P∈L(V)P \in \mathcal{L}(V) e P2=PP^2 = P (operador idempotente, ou projeção). Então:

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    Ver solução
    Tome v∈Vv \in V: escreva v=Pv+(v−Pv)v = Pv + (v-Pv). Então Pv∈Im⁡ PPv \in \operatorname{Im}\,P e P(v−Pv)=Pv−P2v=Pv−Pv=0P(v-Pv)=Pv-P^2v=Pv-Pv=0, logo v−Pv∈ker⁡Pv-Pv \in \ker P. Para unicidade: se u∈ker⁡P∩Im⁡ Pu \in \ker P \cap \operatorname{Im}\,P, então u=Pwu=Pw e Pu=0Pu=0, logo u=Pw=P2w=Pu=0u=Pw=P^2w=Pu=0.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Escreva v=Pv+(v−Pv)v = Pv+(v-Pv) para qualquer $v$.
    2. Verifique Pv∈Im⁡ PPv \in \operatorname{Im}\,P e v−Pv∈ker⁡Pv-Pv \in \ker P (calcule P(v−Pv)=Pv−P2v=0P(v-Pv)=Pv-P^2v=0).
    3. Intersecção trivial: u∈ker⁡P∩Im⁡ P⇒u=0u \in \ker P \cap \operatorname{Im}\,P \Rightarrow u=0.
  32. Ex. 112.32DemonstraçãoGabarito

    Para qualquer p∈P(R)p \in \mathcal{P}(\mathbb{R}), existe q∈P(R)q \in \mathcal{P}(\mathbb{R}) com 5q′′+3q′=p5q'' + 3q' = p?

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    O operador T:P(R)→P(R)T: \mathcal{P}(\mathbb{R}) \to \mathcal{P}(\mathbb{R}), Tq=5q′′+3q′Tq = 5q''+3q', é linear. Para qualquer $p$ de grau $n$, tome $q$ de grau $n+1$: os coeficientes de $q$ se determinam resolvendo o sistema triangular imposto pelos coeficientes de $p$. O operador é sobrejetor em P(R)\mathcal{P}(\mathbb{R}).
  33. Ex. 112.33Demonstração

    Suponha φ∈L(V,F)\varphi \in \mathcal{L}(V,\mathbb{F}) não nulo e u∈Vu \in V com φ(u)≠0\varphi(u) \neq 0. Então:

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    Seja u∉ker⁡φu \notin \ker\varphi, i.e., φ(u)≠0\varphi(u) \neq 0. Para qualquer v∈Vv \in V: escreva v=(v−φ(v)φ(u)u)+φ(v)φ(u)uv = \left(v - \frac{\varphi(v)}{\varphi(u)}u\right) + \frac{\varphi(v)}{\varphi(u)}u. O primeiro parcelo está em ker⁡φ\ker\varphi (verifique). O segundo é múltiplo de $u$. Intersecção trivial: ker⁡φ∩span⁡(u)={0}\ker\varphi \cap \operatorname{span}(u) = \{0\}.
  34. Ex. 112.34Aplicação

    Encontre a representação matricial de T:C3→C4T: \mathbb{C}^3 \to \mathbb{C}^4 definida por T(x,y,z)=(x−z,  2x−y+z,  y+3z,  x+y)T(x,y,z) = (x-z,\; 2x-y+z,\; y+3z,\; x+y): (Resp: matriz 4×34 \times 3)

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    Aplica-se $T$ a cada vetor canônico de C3\mathbb{C}^3 e escreve-se o resultado como coluna. T(e1)=(1,2,0,1)TT(e_1)=(1,2,0,1)^T, T(e2)=(0,−1,1,1)TT(e_2)=(0,-1,1,1)^T, T(e3)=(−1,1,3,0)TT(e_3)=(-1,1,3,0)^T. A matriz é 4×34 \times 3.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule T(1,0,0)T(1,0,0), T(0,1,0)T(0,1,0), T(0,0,1)T(0,0,1).
    2. Cada imagem é um vetor em C4\mathbb{C}^4 — use-o como coluna.
    3. Agrupe as 3 colunas para obter a matriz 4×34\times3.
  35. Ex. 112.35Aplicação

    Verifique se T:C3→C2T: \mathbb{C}^3 \to \mathbb{C}^2 definida por T(x1,x2,x3)=(2x1−x2,  x2+x3)T(x_1,x_2,x_3)=(2x_1-x_2,\; x_2+x_3) é transformação linear:

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    Sejam u=(x1,x2,x3)u=(x_1,x_2,x_3) e v=(y1,y2,y3)v=(y_1,y_2,y_3). T(u+v)=(2(x1+y1)−(x2+y2), (x2+y2)+(x3+y3))=T(u)+T(v)T(u+v)=(2(x_1+y_1)-(x_2+y_2),\,(x_2+y_2)+(x_3+y_3))=T(u)+T(v). Para escalar: T(cu)=(2cx1−cx2, cx2+cx3)=cT(u)T(cu)=(2cx_1-cx_2,\,cx_2+cx_3)=cT(u). Linear.
  36. Ex. 112.36Aplicação

    Verifique se T:P2→C2T: P_2 \to \mathbb{C}^2 com T(a+bx+cx2)=(2a−b,  b+c)TT(a+bx+cx^2)=(2a-b,\; b+c)^T é transformação linear:

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    Seja p=a+bx+cx2p = a+bx+cx^2. T(p)=(2a−b,b+c)TT(p)=(2a-b,b+c)^T. Para p+qp+q: componentes somam linearmente. Para λp\lambda p: T(λp)=(2λa−λb,λb+λc)=λT(p)T(\lambda p)=(2\lambda a-\lambda b,\lambda b+\lambda c)=\lambda T(p). Linear.
  37. Ex. 112.37Aplicação

    Para T:C3→C2T: \mathbb{C}^3 \to \mathbb{C}^2 do exercício C25, calcule a pré-imagem T−1((2,3)T)T^{-1}\bigl((2,3)^T\bigr). A pré-imagem é:

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    A pré-imagem T−1(w)T^{-1}(w) de w∈Im⁡ Tw \in \operatorname{Im}\,T é um coset do núcleo: T−1(w)=v0+ker⁡TT^{-1}(w) = v_0 + \ker T, onde T(v0)=wT(v_0)=w. Para encontrá-la, resolva o sistema T(x1,x2,x3)=(2,3)TT(x_1,x_2,x_3)=(2,3)^T e expresse a solução geral.
  38. Ex. 112.38AplicaçãoGabarito

    Suponha que T:C2→C2T: \mathbb{C}^2 \to \mathbb{C}^2 satisfaz T(2,1)T=(3,4)TT(2,1)^T=(3,4)^T e T(3,0)T=(1,2)TT(3,0)^T=(1,2)^T. Quantas tais transformações lineares existem?

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    Os vetores (2,1)T(2,1)^T e (3,0)T(3,0)^T formam base de C2\mathbb{C}^2 (det =−3≠0= -3 \neq 0). Logo existe única $T$ linear com os valores prescritos nas bases. Expresse qualquer vetor como combinação linear desses dois e use linearidade para determinar $T$ completamente.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Verifique que {(2,1)T,(3,0)T}\{(2,1)^T,(3,0)^T\} é base de C2\mathbb{C}^2: det =2⋅0−1⋅3=−3≠0= 2\cdot0-1\cdot3=-3\neq0.
    2. Por unicidade da extensão linear, $T$ fica determinada pelos valores na base.
    3. Para qualquer v=α(2,1)T+β(3,0)Tv = \alpha(2,1)^T+\beta(3,0)^T: T(v)=αT(2,1)T+βT(3,0)TT(v)=\alpha T(2,1)^T+\beta T(3,0)^T.
  39. Ex. 112.39Aplicação

    Para T:P3→P2T: P_3 \to P_2 com T(a+bx+cx2+dx3)=b+2cx+3dx2T(a+bx+cx^2+dx^3)=b+2cx+3dx^2, o núcleo T−1(0)T^{-1}(\mathbf{0}) e o nome da transformação são:

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    T(p)=b+2cx+3dx2=0T(p)=b+2cx+3dx^2=0 implica b=c=d=0b=c=d=0. Logo ker⁡T={a:a∈C}=span⁡(1)\ker T = \{a: a\in\mathbb{C}\} = \operatorname{span}(1), dimensão 1. A transformação é diferenciação: T=DT = D (derivada).
  40. Ex. 112.40Demonstração

    Usando o Teorema LTLC (linearidade em combinações lineares), proponha uma definição equivalente de transformação linear usando uma única condição. Essa definição é:

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    Pelo Teorema LTLC de Beezer, $T$ é linear sse preserva combinações lineares. Uma condição única equivalente: T(αu+v)=αT(u)+T(v)T(\alpha u+v)=\alpha T(u)+T(v) para todos α∈F\alpha \in \mathbb{F} e u,v∈Vu,v \in V. Esta single-condition captura ambas aditividade e homogeneidade simultaneamente.

Fontes

  • Beezer — A First Course in Linear Algebra — Rob Beezer · 2022 · EN · GNU FDL. §LT (Linear Transformations) e §ILT (Injective Linear Transformations). Fonte primária desta lição.
  • Hefferon — Linear Algebra — Jim Hefferon · 4.ª ed. · EN · CC-BY-SA. Cap. 3 (Maps Between Spaces): enfoque geométrico e exemplos de transformações do plano.
  • Axler — Linear Algebra Done Right — Sheldon Axler · 4.ª ed. · EN · CC-BY-NC. §3A–§3B: linear maps como objetos de primeira classe; sem determinantes como fundamento.

Atualizado em 2026-05-06 · Autor(es): Clube da Matemática

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