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Lição 114 — Autovalores e autovetores

Direções invariantes de uma transformação linear: Av = λv. Polinômio característico, multiplicidade algébrica e geométrica. A pedra angular do PageRank, mecânica quântica e PCA.

Usado em: Álgebra Linear universitária (1.º ano engenharia) · Equiv. Lineare Algebra LK alemão · Equiv. H2 Math singapurense · Math III japonês avançado

Av⃗=λ v⃗,v⃗≠0⃗A\vec{v} = \lambda\,\vec{v},\quad \vec{v} \neq \vec{0}

Um autovetor v⃗\vec{v} de AA é uma direção que AA apenas estica ou encolhe, sem rotacionar. O escalar λ\lambda é o autovalor. Autovalores são as raízes do polinômio característico pA(λ)=det⁡(A−λI)=0p_A(\lambda) = \det(A - \lambda I) = 0.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Definição rigorosa

Autovalores e autovetores

Equação característica

Autoespaço e multiplicidades

Propriedades fundamentais

Direção geral (rotaciona)AvvAutovetor (só estica)Av = λvv

Vetor geral rotaciona sob A (seta amarela desvia). Autovetor só muda de módulo, permanece na mesma reta (seta azul).

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

40 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 13Compreensão 13Modelagem 3Desafio 6Demonstração 5
  1. Ex. 114.1Aplicação

    Calcule o polinômio característico de A=(1234)A = \begin{pmatrix} 1 & 2 \\ 3 & 4 \end{pmatrix}. (Resp: x2−5x−2x^2 - 5x - 2)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    pA(x)=det⁡(A−xI)=(1−x)(4−x)−6=x2−5x+4−6=x2−5x−2p_A(x) = \det(A - xI) = (1-x)(4-x) - 6 = x^2 - 5x + 4 - 6 = x^2 - 5x - 2. Autovalores: raízes de x2−5x−2=0x^2 - 5x - 2 = 0.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Monte A−xI=(1−x234−x)A - xI = \begin{pmatrix}1-x&2\\3&4-x\end{pmatrix}.
    2. Determinante: (1−x)(4−x)−6=4−5x+x2−6=x2−5x−2(1-x)(4-x) - 6 = 4 - 5x + x^2 - 6 = x^2 - 5x - 2.
    3. Verifique: termos independentes 4−6=−24 - 6 = -2; coeficiente de xx é −(1+4)=−5-(1+4) = -5.
  2. Ex. 114.2Aplicação

    Calcule o polinômio característico de A=(321011120)A = \begin{pmatrix} 3 & 2 & 1 \\ 0 & 1 & 1 \\ 1 & 2 & 0 \end{pmatrix}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Calculando det⁡(A−xI)\det(A - xI) por cofatores da primeira linha dá −x3+4x2−2x+5-x^3 + 4x^2 - 2x + 5, equivalente com sinal líder positivo a x3−4x2+2x−5x^3 - 4x^2 + 2x - 5. Opção B.
  3. Ex. 114.3AplicaçãoGabarito

    Determine os autovalores, autoespaços, e multiplicidades algébrica e geométrica de C=(−12−66)C = \begin{pmatrix} -1 & 2 \\ -6 & 6 \end{pmatrix}. (Resp: λ=3,2\lambda = 3, 2)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para C=(−12−66)C = \begin{pmatrix}-1&2\\-6&6\end{pmatrix}: polinômio λ2−5λ+6=(λ−3)(λ−2)\lambda^2 - 5\lambda + 6 = (\lambda-3)(\lambda-2). Autovalores: λ=3\lambda = 3 e λ=2\lambda = 2, ambos simples. Verificação: tr⁡=5=3+2\operatorname{tr} = 5 = 3+2; det⁡=6=3⋅2\det = 6 = 3 \cdot 2.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Use a fórmula λ2−tr⁡(C)λ+det⁡(C)=0\lambda^2 - \operatorname{tr}(C)\lambda + \det(C) = 0.
    2. tr⁡(C)=−1+6=5\operatorname{tr}(C) = -1 + 6 = 5; det⁡(C)=(−1)(6)−(2)(−6)=−6+12=6\det(C) = (-1)(6) - (2)(-6) = -6+12 = 6.
    3. Fatore: (λ−3)(λ−2)=0(\lambda-3)(\lambda-2) = 0. Autovalores 33 e 22.
  4. Ex. 114.4Aplicação

    Determine os autovalores e multiplicidades de B=(−1230−513)B = \begin{pmatrix} -12 & 30 \\ -5 & 13 \end{pmatrix}. (Resp: λ=3,−2\lambda = 3, -2)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para B=(−1230−513)B = \begin{pmatrix}-12&30\\-5&13\end{pmatrix}: tr⁡=1\operatorname{tr} = 1, det⁡=−6\det = -6. Polinômio: λ2−λ−6=(λ−3)(λ+2)\lambda^2 - \lambda - 6 = (\lambda-3)(\lambda+2). Autovalores: 33 e −2-2.
  5. Ex. 114.5Aplicação

    Sem calculadora, encontre os autovalores de B=(2−111)B = \begin{pmatrix} 2 & -1 \\ 1 & 1 \end{pmatrix}. O que acontece com o discriminante? (Resp: sem autovalores reais)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para B=(2−111)B = \begin{pmatrix}2&-1\\1&1\end{pmatrix}: tr⁡=3\operatorname{tr} = 3, det⁡=3\det = 3. Polinômio: λ2−3λ+3=0\lambda^2 - 3\lambda + 3 = 0. Discriminante: 9−12=−3<09 - 12 = -3 < 0. Não há autovalores reais. Sobre C\mathbb{C}: λ=3±i32\lambda = \frac{3 \pm i\sqrt{3}}{2}.
  6. Ex. 114.6AplicaçãoGabarito

    Encontre os autovalores e multiplicidades de A=(1111)A = \begin{pmatrix} 1 & 1 \\ 1 & 1 \end{pmatrix}. (Resp: λ=2,0\lambda = 2, 0)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para A=(1111)A = \begin{pmatrix}1&1\\1&1\end{pmatrix}: tr⁡=2\operatorname{tr} = 2, det⁡=0\det = 0. Polinômio: λ(λ−2)\lambda(\lambda-2). Autovalores: 00 e 22. Autovetores: (1,−1)T(1,-1)^T para λ=0\lambda=0 e (1,1)T(1,1)^T para λ=2\lambda=2.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Observe que AA tem posto 1 (linhas iguais), logo λ=0\lambda = 0 é autovalor.
    2. Polinômio: λ(λ−2)=0\lambda(\lambda-2) = 0. Segundo autovalor: λ=2\lambda = 2.
    3. Diagonalizável pois ambos têm mg=1=mam_g = 1 = m_a.
  7. Ex. 114.7AplicaçãoGabarito

    Encontre os autovalores e multiplicidades de A=(1−11−11−11−11)A = \begin{pmatrix} 1 & -1 & 1 \\ -1 & 1 & -1 \\ 1 & -1 & 1 \end{pmatrix}. (Resp: λ=3,0\lambda = 3, 0)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para A=(1−11−11−11−11)A = \begin{pmatrix}1&-1&1\\-1&1&-1\\1&-1&1\end{pmatrix}: posto 1, dim⁡ker⁡=2\dim\ker = 2. tr⁡=3\operatorname{tr} = 3: autovalores 33 (simples) e 00 (duplo). Para λ=0\lambda=0: mg=2=mam_g = 2 = m_a. Diagonalizável. Autovetor de λ=3\lambda=3: (1,−1,1)T(1,-1,1)^T.
  8. Ex. 114.8AplicaçãoGabarito

    Para A=(211121112)A = \begin{pmatrix} 2 & 1 & 1 \\ 1 & 2 & 1 \\ 1 & 1 & 2 \end{pmatrix} com polinômio característico (4−x)(1−x)2(4-x)(1-x)^2, determine todos os autovalores com multiplicidades e decida se AA é diagonalizável.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Polinômio dado: (4−x)(1−x)2(4-x)(1-x)^2. Autovalores: 44 (simples) e 11 (duplo). Para λ=1\lambda=1: A−IA - I tem cada linha igual a (1,1,1)(1,1,1), posto 1, logo mg=2=mam_g = 2 = m_a. Diagonalizável.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Leia o polinômio: raízes 44 (simples) e 11 (duplo).
    2. Para λ=1\lambda=1: escalone A−IA - I. Posto = 1, dim⁡ker⁡=2\dim\ker = 2.
    3. mg(1)=2=ma(1)m_g(1) = 2 = m_a(1) e mg(4)=ma(4)=1m_g(4) = m_a(4) = 1: diagonalizável.
  9. Ex. 114.9Compreensão

    Para matrizes idempotentes (A2=AA^2 = A), prove que os únicos autovalores possíveis são λ=0\lambda = 0 e λ=1\lambda = 1.

    Selecione a alternativa correta
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    Ver solução
    Se A2=AA^2 = A e Av⃗=λv⃗A\vec{v} = \lambda\vec{v}, então λ2v⃗=A2v⃗=Av⃗=λv⃗\lambda^2\vec{v} = A^2\vec{v} = A\vec{v} = \lambda\vec{v}. Logo λ2=λ\lambda^2 = \lambda, ou seja λ(λ−1)=0\lambda(\lambda-1) = 0. Apenas λ=0\lambda = 0 ou λ=1\lambda = 1.
  10. Ex. 114.10Compreensão

    Para autovalores distintos λ\lambda e ρ\rho de uma matriz AA, prove que EA(λ)∩EA(ρ)={0}\mathcal{E}_A(\lambda) \cap \mathcal{E}_A(\rho) = \{\mathbf{0}\}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se v⃗∈EA(λ)∩EA(ρ)\vec{v} \in \mathcal{E}_A(\lambda) \cap \mathcal{E}_A(\rho): Av⃗=λv⃗A\vec{v} = \lambda\vec{v} e Av⃗=ρv⃗A\vec{v} = \rho\vec{v}. Logo (λ−ρ)v⃗=0⃗(\lambda-\rho)\vec{v} = \vec{0}. Como λ≠ρ\lambda \neq \rho: v⃗=0⃗\vec{v} = \vec{0}.
  11. Ex. 114.11CompreensãoGabarito

    Prove que o termo constante do polinômio característico de uma matriz quadrada AA é igual a det⁡(A)\det(A).

    Selecione a alternativa correta
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    pA(x)=det⁡(A−xI)p_A(x) = \det(A - xI). Avaliando em x=0x = 0: pA(0)=det⁡(A)p_A(0) = \det(A). O termo constante é exatamente det⁡(A)\det(A).
  12. Ex. 114.12CompreensãoGabarito

    Prove que um único vetor não pode ser autovetor de AA correspondente a dois autovalores distintos.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Suponha Av⃗=λv⃗A\vec{v} = \lambda\vec{v} e Av⃗=ρv⃗A\vec{v} = \rho\vec{v} com λ≠ρ\lambda \neq \rho. Então (λ−ρ)v⃗=0⃗(\lambda-\rho)\vec{v} = \vec{0}. Como λ≠ρ\lambda \neq \rho: v⃗=0⃗\vec{v} = \vec{0}. Contradição com v⃗\vec{v} autovetor.
  13. Ex. 114.13Compreensão

    Prove que todos os autovalores de uma matriz unitária UU satisfazem ∣λ∣=1|\lambda| = 1.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Se U∗U=IU^* U = I e Uv⃗=λv⃗U\vec{v} = \lambda\vec{v}: ∥v⃗∥2=⟨Uv⃗,Uv⃗⟩=∣λ∣2∥v⃗∥2\|\vec{v}\|^2 = \langle U\vec{v}, U\vec{v}\rangle = |\lambda|^2\|\vec{v}\|^2. Logo ∣λ∣2=1|\lambda|^2 = 1, ou seja ∣λ∣=1|\lambda| = 1.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule ∥Uv⃗∥2=(Uv⃗)∗(Uv⃗)=v⃗∗U∗Uv⃗=v⃗∗v⃗=∥v⃗∥2\|U\vec{v}\|^2 = (U\vec{v})^*(U\vec{v}) = \vec{v}^* U^* U \vec{v} = \vec{v}^*\vec{v} = \|\vec{v}\|^2.
    2. Mas Uv⃗=λv⃗U\vec{v} = \lambda\vec{v}, logo ∥Uv⃗∥2=∣λ∣2∥v⃗∥2\|U\vec{v}\|^2 = |\lambda|^2\|\vec{v}\|^2.
    3. Combinando: ∣λ∣2=1|\lambda|^2 = 1.
  14. Ex. 114.14Compreensão

    Mostre que o coeficiente de xnx^n no polinômio característico de uma matriz n×nn \times n é (−1)n(-1)^n.

    Selecione a alternativa correta
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    O termo de grau máximo em pA(x)=det⁡(A−xI)p_A(x) = \det(A - xI) vem do produto da diagonal: (a11−x)⋯(ann−x)(a_{11}-x)\cdots(a_{nn}-x). O coeficiente de xnx^n nesse produto é (−1)n(-1)^n, pois cada fator contribui com −x-x.
  15. Ex. 114.15Compreensão

    Se λ\lambda é autovalor de uma matriz não singular AA, prove que 1/λ1/\lambda é autovalor de A−1A^{-1}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    Se AA não singular com autovalor λ\lambda e autovetor v⃗\vec{v}: Av⃗=λv⃗⇒v⃗=λA−1v⃗⇒A−1v⃗=1λv⃗A\vec{v} = \lambda\vec{v} \Rightarrow \vec{v} = \lambda A^{-1}\vec{v} \Rightarrow A^{-1}\vec{v} = \frac{1}{\lambda}\vec{v}.
  16. Ex. 114.16Aplicação

    Suponha T∈L(R2)T \in \mathcal{L}(\mathbb{R}^2) definido por T(x,y)=(−3y,x)T(x, y) = (-3y, x). Encontre os autovalores de TT (ou mostre que não existem autovalores reais).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para T(x,y)=(−3y,x)T(x,y) = (-3y, x), a matriz é (0−310)\begin{pmatrix}0&-3\\1&0\end{pmatrix}. Polinômio: λ2+3=0\lambda^2 + 3 = 0. Discriminante: −12<0-12 < 0. Sem autovalores reais. Sobre C\mathbb{C}: λ=±i3\lambda = \pm i\sqrt{3}.
  17. Ex. 114.17Aplicação

    Defina T∈L(F2)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^2) por T(w,z)=(z,w)T(w, z) = (z, w). Encontre todos os autovalores e autovetores de TT. (Resp: λ=1,−1\lambda = 1, -1)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para T(w,z)=(z,w)T(w,z) = (z,w), a matriz é (0110)\begin{pmatrix}0&1\\1&0\end{pmatrix}. Polinômio: λ2−1=(λ−1)(λ+1)\lambda^2 - 1 = (\lambda-1)(\lambda+1). Para λ=1\lambda=1: w=zw = z, autovetor (1,1)(1,1). Para λ=−1\lambda=-1: w=−zw = -z, autovetor (1,−1)(1,-1).
  18. Ex. 114.18Aplicação

    Defina T∈L(F3)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^3) por T(z1,z2,z3)=(2z2,0,5z3)T(z_1, z_2, z_3) = (2z_2, 0, 5z_3). Encontre todos os autovalores e autovetores de TT. (Resp: λ=0,5\lambda = 0, 5)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para T(z1,z2,z3)=(2z2,0,5z3)T(z_1, z_2, z_3) = (2z_2, 0, 5z_3), a matriz é triangular com diagonal (0,0,5)(0, 0, 5). Autovalores: 00 (duplo) e 55 (simples). Para λ=0\lambda=0: ker = span de e1e_1. Para λ=5\lambda=5: autovetor e3e_3.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Escreva a matriz de TT na base padrão: (020000005)\begin{pmatrix}0&2&0\\0&0&0\\0&0&5\end{pmatrix}.
    2. Triangular: autovalores na diagonal — 0,0,50, 0, 5.
    3. Para λ=0\lambda=0: T(z1,z2,z3)=(0,0,0)T(z_1,z_2,z_3)=(0,0,0) exige 2z2=02z_2=0 e 5z3=05z_3=0; autoespaço = span de e1e_1.
    4. Para λ=5\lambda=5: sistema dá z1=z2=0z_1 = z_2 = 0; autovetor e3e_3.
  19. Ex. 114.19Compreensão

    Suponha P∈L(V)P \in \mathcal{L}(V) satisfaz P2=PP^2 = P. Prove que se λ\lambda é autovalor de PP, então λ=0\lambda = 0 ou λ=1\lambda = 1.

    Selecione a alternativa correta
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    Se P2=PP^2 = P e Pv⃗=λv⃗P\vec{v} = \lambda\vec{v}: λ2v⃗=P2v⃗=Pv⃗=λv⃗\lambda^2\vec{v} = P^2\vec{v} = P\vec{v} = \lambda\vec{v}. Logo λ2=λ\lambda^2 = \lambda, portanto λ(λ−1)=0\lambda(\lambda-1) = 0.
  20. Ex. 114.20Modelagem

    Defina T:P(R)→P(R)T: \mathcal{P}(\mathbb{R}) \to \mathcal{P}(\mathbb{R}) por Tp=p′Tp = p' (derivada). Encontre todos os autovalores e autovetores de TT. (Resp: único autovalor λ=0\lambda = 0)

    Selecione a alternativa correta
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    Se p′=λpp' = \lambda p para pp polinômio de grau n≥1n \geq 1: p′p' tem grau n−1n-1, mas λp\lambda p tem grau nn — impossível se λ≠0\lambda \neq 0. Para λ=0\lambda = 0: p′=0p' = 0 significa pp constante. Único autovalor: 00.
  21. Ex. 114.21Modelagem

    Defina T∈L(P4(R))T \in \mathcal{L}(\mathcal{P}_4(\mathbb{R})) por (Tp)(x)=xp′(x)(Tp)(x) = xp'(x). Encontre todos os autovalores e autovetores de TT. (Resp: autovalores 0,1,2,3,40, 1, 2, 3, 4)

    Selecione a alternativa correta
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    Para (Tp)(x)=xp′(x)(Tp)(x) = xp'(x): T(xk)=x⋅kxk−1=kxkT(x^k) = x \cdot kx^{k-1} = kx^k. Logo xkx^k é autovetor com autovalor kk. Autovalores: 0,1,2,3,40, 1, 2, 3, 4; base de autovetores: 1,x,x2,x3,x41, x, x^2, x^3, x^4. Diagonalizável.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Teste p(x)=xkp(x) = x^k: T(xk)=x⋅kxk−1=kxkT(x^k) = x \cdot kx^{k-1} = kx^k. Autovalor kk.
    2. Para k=0k=0: T(1)=x⋅0=0T(1) = x \cdot 0 = 0. Autovalor 00.
    3. A base {1,x,x2,x3,x4}\{1, x, x^2, x^3, x^4\} é base de autovetores: diagonalizável.
  22. Ex. 114.22Compreensão

    Suponha V=U⊕WV = U \oplus W. Defina P∈L(V)P \in \mathcal{L}(V) por P(u+w)=uP(u + w) = u para u∈Uu \in U, w∈Ww \in W. Encontre todos os autovalores e autovetores de PP.

    Selecione a alternativa correta
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    Para P(u+w)=uP(u+w) = u: se v∈Uv \in U, Pv=v=1⋅vPv = v = 1 \cdot v — autovalor 11. Se w∈Ww \in W, Pw=0=0⋅wPw = 0 = 0 \cdot w — autovalor 00.
  23. Ex. 114.23Compreensão

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e S∈L(V)S \in \mathcal{L}(V) invertível. (a) Prove que TT e S−1TSS^{-1}TS têm os mesmos autovalores. (b) Qual é a relação entre os autovetores de TT e de S−1TSS^{-1}TS?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    (a) Se Tv⃗=λv⃗T\vec{v} = \lambda\vec{v}: S−1TS(S−1v⃗)=S−1(λv⃗)=λ(S−1v⃗)S^{-1}TS(S^{-1}\vec{v}) = S^{-1}(\lambda\vec{v}) = \lambda(S^{-1}\vec{v}). Logo λ\lambda é autovalor de S−1TSS^{-1}TS com autovetor S−1v⃗S^{-1}\vec{v}. (b) Autovetores de S−1TSS^{-1}TS são S−1v⃗S^{-1}\vec{v} onde v⃗\vec{v} é autovetor de TT.
  24. Ex. 114.24Compreensão

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) invertível. (a) Se λ≠0\lambda \neq 0, prove que λ\lambda é autovalor de TT sse 1/λ1/\lambda é autovalor de T−1T^{-1}. (b) Prove que TT e T−1T^{-1} têm os mesmos autovetores.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    (a) Tv⃗=λv⃗T\vec{v} = \lambda\vec{v} com λ≠0\lambda \neq 0: aplique T−1T^{-1}: v⃗=λT−1v⃗\vec{v} = \lambda T^{-1}\vec{v}, logo T−1v⃗=(1/λ)v⃗T^{-1}\vec{v} = (1/\lambda)\vec{v}. (b) Mesmo autovetor v⃗\vec{v}.
  25. Ex. 114.25Desafio

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e existam vetores não nulos u,w∈Vu, w \in V com Tu=3wTu = 3w e Tw=3uTw = 3u. Prove que 33 ou −3-3 é autovalor de TT.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    T(u+w)=3w+3u=3(u+w)T(u+w) = 3w + 3u = 3(u+w). Se u+w≠0u+w \neq 0: 33 é autovalor. Se u+w=0u+w = 0, então w=−uw = -u e Tu=3(−u)=−3uTu = 3(-u) = -3u: −3-3 é autovalor.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Compute T(u+w)=Tu+Tw=3w+3u=3(u+w)T(u+w) = Tu + Tw = 3w + 3u = 3(u+w).
    2. Se u+w≠0u+w \neq 0: 33 é autovalor com autovetor u+wu+w. Pronto.
    3. Se u+w=0u+w = 0: então w=−uw = -u, logo Tu=−3uTu = -3u: −3-3 é autovalor.
  26. Ex. 114.26Desafio

    Suponha VV finito-dimensional e S,T∈L(V)S, T \in \mathcal{L}(V). Prove que STST e TSTS têm os mesmos autovalores.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Seja λ≠0\lambda \neq 0 autovalor de STST com autovetor uu. Seja v=Tuv = Tu. Então TSv=T(STu)=T(λu)=λTu=λvTSv = T(STu) = T(\lambda u) = \lambda Tu = \lambda v. Como v=Tu≠0v = Tu \neq 0 (pois Sv=STu=λu≠0Sv = STu = \lambda u \neq 0): λ\lambda é autovalor de TSTS.
  27. Ex. 114.27Compreensão

    Suponha AA é uma matriz n×nn \times n. (a) Se a soma das entradas em cada linha é 1, prove que 1 é autovalor de AA. (b) Se a soma das entradas em cada coluna é 1, prove que 1 é autovalor de AA.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    (a) Se a soma de cada linha é 1: o vetor (1,…,1)T(1,\ldots,1)^T satisfaz A1=1A\mathbf{1} = \mathbf{1}. Logo λ=1\lambda = 1 com autovetor (1,…,1)T(1,\ldots,1)^T. (b) Se a soma de cada coluna é 1: AT1=1A^T\mathbf{1} = \mathbf{1}, logo 11 é autovalor de ATA^T e portanto de AA.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Defina e=(1,…,1)Te = (1,\ldots,1)^T.
    2. A ii-ésima componente de AeAe é a soma da linha ii = 1.
    3. Logo Ae=eAe = e: autovalor 1.

    Aplicação: toda matriz de transição de Markov (colunas somam 1) tem λ=1\lambda = 1 — base da distribuição estacionária.

  28. Ex. 114.28DemonstraçãoGabarito

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e u,wu, w são autovetores de TT tais que u+wu+w também é autovetor. Prove que uu e ww correspondem ao mesmo autovalor.

    Selecione a alternativa correta
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    Seja Tu=αuTu = \alpha u, Tw=βwTw = \beta w, T(u+w)=γ(u+w)T(u+w) = \gamma(u+w). Então αu+βw=γu+γw\alpha u + \beta w = \gamma u + \gamma w, logo (α−γ)u=(γ−β)w(\alpha-\gamma)u = (\gamma-\beta)w. Se α≠β\alpha \neq \beta: autovetores LI, ambos os lados zero, então α=γ\alpha = \gamma e β=γ\beta = \gamma — contradição. Logo α=β\alpha = \beta.
  29. Ex. 114.29Demonstração

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e todo vetor não nulo em VV é autovetor de TT. Prove que TT é múltiplo escalar do operador identidade.

    Selecione a alternativa correta
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    Sejam u,wu, w LI com Tu=αuTu = \alpha u e Tw=βwTw = \beta w. Então T(u+w)=γ(u+w)T(u+w) = \gamma(u+w). Comparando: αu+βw=γu+γw\alpha u + \beta w = \gamma u + \gamma w. Como u,wu, w LI: α=γ=β\alpha = \gamma = \beta. Todos os vetores têm o mesmo autovalor cc, logo T=cIT = cI.
  30. Ex. 114.30DesafioGabarito

    Suponha VV finito-dimensional e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). Prove que TT tem no máximo 1+dim⁡Im⁡(T)1 + \dim\operatorname{Im}(T) autovalores distintos.

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    Sejam λ1,…,λm\lambda_1, \ldots, \lambda_m autovalores distintos com autovetores LI v1,…,vmv_1, \ldots, v_m. Se 0∉{λi}0 \notin \{\lambda_i\}: Tvi=λiviTv_i = \lambda_i v_i são LI, logo dim⁡Im⁡(T)≥m\dim\operatorname{Im}(T) \geq m. Se 00 for autovalor: acrescenta-se 1. Logo m≤1+dim⁡Im⁡(T)m \leq 1 + \dim\operatorname{Im}(T).
  31. Ex. 114.31DesafioGabarito

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e (T−2I)(T−3I)(T−4I)=0(T-2I)(T-3I)(T-4I) = 0. Prove que se λ\lambda é autovalor de TT, então λ=2\lambda = 2, λ=3\lambda = 3 ou λ=4\lambda = 4.

    Selecione a alternativa correta
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    Se λ\lambda é autovalor com autovetor vv: (T−2I)(T−3I)(T−4I)v=(λ−2)(λ−3)(λ−4)v=0(T-2I)(T-3I)(T-4I)v = (\lambda-2)(\lambda-3)(\lambda-4)v = 0. Como v≠0v \neq 0: (λ−2)(λ−3)(λ−4)=0(\lambda-2)(\lambda-3)(\lambda-4) = 0. Logo λ∈{2,3,4}\lambda \in \{2,3,4\}.
  32. Ex. 114.32Aplicação

    Defina T∈L(Fn)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^n) por T(x1,x2,…,xn)=(x1,2x2,…,nxn)T(x_1, x_2, \ldots, x_n) = (x_1, 2x_2, \ldots, nx_n). (a) Encontre todos os autovalores e autovetores de TT. (Resp: λk=k\lambda_k = k, k=1,…,nk = 1,\ldots,n) (b) Encontre todos os subespaços invariantes sob TT.

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    Para T(x1,…,xn)=(x1,2x2,…,nxn)T(x_1,\ldots,x_n) = (x_1, 2x_2, \ldots, nx_n): Tek=kekTe_k = ke_k. Autovalores 1,…,n1, \ldots, n; autovetores e1,…,ene_1, \ldots, e_n. Diagonalizável. Subespaços invariantes: qualquer soma de subespaços span⁡(ek)\operatorname{span}(e_k).
  33. Ex. 114.33Compreensão

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). Prove que 99 é autovalor de T2T^2 se e somente se 33 ou −3-3 é autovalor de TT.

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    (⇐\Leftarrow) Se Tv⃗=±3v⃗T\vec{v} = \pm 3\vec{v}: T2v⃗=9v⃗T^2\vec{v} = 9\vec{v}. (⇒\Rightarrow) Se T2v=9vT^2v = 9v: (T−3I)(T+3I)v=0(T-3I)(T+3I)v = 0. Seja w=(T+3I)vw = (T+3I)v. Se w≠0w \neq 0: 33 é autovalor. Se w=0w = 0: −3-3 é autovalor.
  34. Ex. 114.34AplicaçãoGabarito

    Suponha n>1n > 1 e T∈L(Fn)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^n) definido por T(x1,…,xn)=(S,S,…,S)T(x_1, \ldots, x_n) = (S, S, \ldots, S) onde S=x1+⋯+xnS = x_1 + \cdots + x_n. Encontre todos os autovalores e autovetores de TT. (Resp: λ=0\lambda = 0 e λ=n\lambda = n)

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    A matriz tem todas as entradas iguais a 1 (posto 1). Logo dim⁡ker⁡T=n−1\dim\ker T = n-1: λ=0\lambda=0 com mg=n−1m_g = n-1. Verifique (1,…,1)T(1,\ldots,1)^T: T(1,…,1)=(n,…,n)=n(1,…,1)T(1,\ldots,1) = (n,\ldots,n) = n(1,\ldots,1). Logo λ=n\lambda=n com autovetor (1,…,1)T(1,\ldots,1)^T.
  35. Ex. 114.35Desafio

    Suponha F=C\mathbf{F} = \mathbb{C}, T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V), p∈P(C)p \in \mathcal{P}(\mathbb{C}) não constante e α∈C\alpha \in \mathbb{C}. Prove que α\alpha é autovalor de p(T)p(T) sse α=p(λ)\alpha = p(\lambda) para algum autovalor λ\lambda de TT.

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    (⇐\Leftarrow) Se Tv⃗=λv⃗T\vec{v} = \lambda\vec{v} e α=p(λ)\alpha = p(\lambda): p(T)v⃗=p(λ)v⃗=αv⃗p(T)\vec{v} = p(\lambda)\vec{v} = \alpha\vec{v}. (⇒\Rightarrow) Sobre C\mathbb{C}: fatore p(z)−α=c(z−λ1)⋯(z−λk)p(z)-\alpha = c(z-\lambda_1)\cdots(z-\lambda_k). Então (p(T)−αI)v=0(p(T)-\alpha I)v = 0 implica algum (T−λjI)w=0(T-\lambda_j I)w = 0 para ww não nulo, i.e., λj\lambda_j é autovalor de TT com p(λj)=αp(\lambda_j) = \alpha.
  36. Ex. 114.36Modelagem

    Suponha T∈L(F2)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^2) definido por T(w,z)=(−z,w)T(w, z) = (-z, w). Encontre o polinômio minimal de TT. (Resp: z2+1z^2 + 1)

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    A matriz de TT é (0−110)\begin{pmatrix}0&-1\\1&0\end{pmatrix} (rotação de 90°). Calcule T2T^2: T2(w,z)=T(−z,w)=(−w,−z)T^2(w,z) = T(-z,w) = (-w,-z). Então T2+I=0T^2 + I = 0 pois (T2+I)(w,z)=(−w+w,−z+z)=(0,0)(T^2+I)(w,z) = (-w+w,-z+z) = (0,0). Grau mínimo: 2 (pois T≠cIT \neq cI). Polinômio minimal: z2+1z^2 + 1.
  37. Ex. 114.37Desafio

    Suponha T∈L(F4)T \in \mathcal{L}(\mathbb{F}^4) e os autovalores de TT são 3,5,83, 5, 8. Prove que (T−3I)2(T−5I)2(T−8I)2=0(T-3I)^2(T-5I)^2(T-8I)^2 = 0.

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    Em F4\mathbb{F}^4, a soma das multiplicidades algébricas deve ser 4. Com três autovalores distintos 3, 5, 8, cada um tem multiplicidade algébrica no máximo 2 (com sobra: 1+1+2=41+1+2 = 4 ou similar). Pelo teorema de Cayley-Hamilton, o polinômio mínimo divide pAp_A de grau 4. O produto (z−3)2(z−5)2(z−8)2(z-3)^2(z-5)^2(z-8)^2 tem grau 6 e é múltiplo de pAp_A, logo avaliado em TT dá zero.
  38. Ex. 114.38Demonstração

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e todo vetor não nulo de VV é autovetor de TT. Prove que TT é múltiplo escalar do operador identidade (use dim⁡V>1\dim V > 1).

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    Para u,wu, w LI com Tu=αuTu = \alpha u, Tw=βwTw = \beta w, T(u+w)=γ(u+w)T(u+w) = \gamma(u+w): αu+βw=γu+γw\alpha u + \beta w = \gamma u + \gamma w. Como LI: α=γ=β\alpha = \gamma = \beta. Todos os vetores têm o mesmo autovalor cc, portanto T=cIT = cI.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Tome u,wu, w LI com Tu=αuTu = \alpha u, Tw=βwTw = \beta w.
    2. T(u+w)=γ(u+w)T(u+w) = \gamma(u+w). Expanda: αu+βw=γu+γw\alpha u + \beta w = \gamma u + \gamma w.
    3. Como u,wu, w LI: coeficientes iguais. α=γ\alpha = \gamma e β=γ\beta = \gamma.
    4. Portanto todo vetor tem autovalor c=α=β=γc = \alpha = \beta = \gamma: Tv=cvTv = cv para todo vv.
  39. Ex. 114.39Demonstração

    Prove ou dê um contraexemplo: se VV é finito-dimensional e UU é subespaço de VV invariante sob todo operador em VV, então U={0}U = \{0\} ou U=VU = V.

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    Se UU é invariante sob todo T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e 0≠u∈U0 \neq u \in U: para qualquer v∈Vv \in V, defina TT por Tu=vTu = v. Como UU é invariante: v=Tu∈Uv = Tu \in U. Logo V⊆UV \subseteq U e U=VU = V. Portanto U={0}U = \{0\} ou U=VU = V.
  40. Ex. 114.40Demonstração

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e UU é subespaço de VV. (a) Prove que se U⊆ker⁡TU \subseteq \ker T, então UU é invariante sob TT. (b) Prove que se Im⁡T⊆U\operatorname{Im}T \subseteq U, então UU é invariante sob TT.

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    (a) Se U⊆ker⁡TU \subseteq \ker T: para todo u∈Uu \in U, T(u)=0∈UT(u) = 0 \in U. (b) Se Im⁡T⊆U\operatorname{Im}T \subseteq U: para todo u∈U⊆Vu \in U \subseteq V, T(u)∈Im⁡T⊆UT(u) \in \operatorname{Im}T \subseteq U.

Fontes

  • A First Course in Linear Algebra — Robert A. Beezer · 2022 · EN · GNU FDL · §EE e §PEE. Fonte primária dos exercícios e definições rigorosas.
  • Understanding Linear Algebra — David Austin · 2023 · EN · CC-BY-SA · §4.1–§4.3. Fonte dos exemplos geométricos e aplicações a cadeias de Markov.
  • Linear Algebra Done Right (4ª ed.) — Sheldon Axler · 2024 · EN · CC-BY-NC · Cap. 5. Referência para a abordagem moderna de multiplicidades e autoespaços.

Atualizado em 2026-05-06 · Autor(es): Clube da Matemática

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