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v1 · padrão canônico

Lição 115 — Diagonalização

Decomposição A = PDP⁻¹. Condições de diagonalizabilidade, algoritmo de construção, potências matriciais, exponencial de matriz e aplicações em sistemas dinâmicos.

Usado em: 3.º ano do EM avançado · Equiv. Lineare Algebra LK alemão · Equiv. Math III japonês · Equiv. H2 Mathematics singapurense

A=PDP−1A = PDP^{-1}

Quando AA possui nn autovetores linearmente independentes, ela se decompõe como A=PDP−1A = PDP^{-1}: PP é a matriz cujas colunas são os autovetores e DD é diagonal com os autovalores. Diagonalizar é mudar para a base de autovetores, onde a transformação linear fica trivial — cada direção é apenas escalada pelo seu autovalor.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Decomposição espectral — definição e teoria

Definição fundamental

"A matrix AA is diagonalizable if it is similar to a diagonal matrix — there exists an invertible PP such that P−1APP^{-1}AP is diagonal." — Beezer, A First Course in Linear Algebra, §SD

Condições equivalentes

"An n×nn \times n matrix AA is diagonalizable if and only if AA has nn linearly independent eigenvectors." — Beezer, A First Course in Linear Algebra, §SD Theorem DED

Casos que garantem diagonalizabilidade

n autovalores distintosA simétrica realA normal (AA* = A*A)DIAGONALIZAVEL(sobre C ou com P ortogonal)

Condições suficientes para diagonalizabilidade. Simétrica real: P ortogonal (Teorema Espectral, L116). Normal: P unitária.

Algoritmo de diagonalização

  1. Calcule o polinômio característico pA(λ)=det⁡(A−λI)p_A(\lambda) = \det(A - \lambda I) e encontre as raízes λ1,…,λk\lambda_1, \ldots, \lambda_k com multiplicidades algébricas ma(λi)m_a(\lambda_i).
  2. Para cada λi\lambda_i, resolva (A−λiI)v=0(A - \lambda_i I)v = 0 e encontre uma base de Eλi=ker⁡(A−λiI)E_{\lambda_i} = \ker(A - \lambda_i I). Verifique mg(λi)=dim⁡Eλim_g(\lambda_i) = \dim E_{\lambda_i}.
  3. Se ∑mg(λi)=n\sum m_g(\lambda_i) = n: monte PP com os autovetores como colunas e D=diag⁡(λ1,…,λn)D = \operatorname{diag}(\lambda_1, \ldots, \lambda_n) (respeitando a ordem das colunas).
  4. Se ∑mg(λi)<n\sum m_g(\lambda_i) < n: AA não é diagonalizável — recorra à forma de Jordan.

Aplicações imediatas

Ak=PDkP−1,Dk=diag⁡(λ1k,…,λnk)A^k = P D^k P^{-1}, \quad D^k = \operatorname{diag}(\lambda_1^k, \ldots, \lambda_n^k)
o que isso quer dizer · Potência matricial via diagonalização: D^k tem os autovalores elevados a k na diagonal.
eAt=PeDtP−1,eDt=diag⁡(eλ1t,…,eλnt)e^{At} = P e^{Dt} P^{-1}, \quad e^{Dt} = \operatorname{diag}(e^{\lambda_1 t}, \ldots, e^{\lambda_n t})
o que isso quer dizer · Exponencial de matriz: cada autovalor lambda_i gera e^{lambda_i t} na diagonal.

Para qualquer função analítica ff: f(A)=Pf(D)P−1f(A) = Pf(D)P^{-1} com f(D)=diag⁡(f(λi))f(D) = \operatorname{diag}(f(\lambda_i)).

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

40 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 16Compreensão 12Modelagem 6Desafio 4Demonstração 2
  1. Ex. 115.1Aplicação

    Calcule o polinômio característico de A=(1234)A = \begin{pmatrix}1 & 2\\3 & 4\end{pmatrix}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    pA(λ)=(1−λ)(4−λ)−6=λ2−5λ−2p_A(\lambda) = (1-\lambda)(4-\lambda) - 6 = \lambda^2 - 5\lambda - 2.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Forme A−λIA - \lambda I e calcule o determinante: (1−λ)(4−λ)−6(1-\lambda)(4-\lambda) - 6.
    2. Expanda: 4−5λ+λ2−6=λ2−5λ−24 - 5\lambda + \lambda^2 - 6 = \lambda^2 - 5\lambda - 2.
  2. Ex. 115.2Aplicação

    Calcule o polinômio característico de A=(321011120)A = \begin{pmatrix}3&2&1\\0&1&1\\1&2&0\end{pmatrix}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Traço = 4, det⁡A=6\det A = 6. Expandindo det⁡(A−λI)\det(A-\lambda I) pela primeira coluna: −λ3+4λ2−λ−6-\lambda^3 + 4\lambda^2 - \lambda - 6.
  3. Ex. 115.3AplicaçãoGabarito

    Determine os autovalores, autoespaços e multiplicidades algébrica e geométrica de C=(−12−66)C = \begin{pmatrix}-1 & 2\\-6 & 6\end{pmatrix}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    pC(λ)=(−1−λ)(6−λ)+12=λ2−5λ+6=(λ−3)(λ−2)p_C(\lambda) = (-1-\lambda)(6-\lambda)+12 = \lambda^2 - 5\lambda + 6 = (\lambda-3)(\lambda-2). Autovalores 3 e 2, ambos simples: ma=mg=1m_a = m_g = 1. Diagonalizável.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule (−1−λ)(6−λ)−(2)(−6)=λ2−5λ+6(-1-\lambda)(6-\lambda) - (2)(-6) = \lambda^2 - 5\lambda + 6.
    2. Fatore: (λ−3)(λ−2)(\lambda-3)(\lambda-2). Raízes simples.
    3. mg(3)=dim⁡ker⁡(C−3I)=1m_g(3) = \dim \ker(C-3I) = 1 e mg(2)=1m_g(2) = 1. Diagonalizável.
  4. Ex. 115.4Aplicação

    Determine os autovalores, autoespaços e multiplicidades algébrica e geométrica de B=(−1230−513)B = \begin{pmatrix}-12 & 30\\-5 & 13\end{pmatrix}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    pB(λ)=(−12−λ)(13−λ)−(−150)=λ2−λ−6=(λ−3)(λ+2)p_B(\lambda) = (-12-\lambda)(13-\lambda) - (-150) = \lambda^2 - \lambda - 6 = (\lambda-3)(\lambda+2). Autovalores 3 e −2-2, ambos com ma=mg=1m_a = m_g = 1.
  5. Ex. 115.5AplicaçãoGabarito

    Sem calculadora, encontre os autovalores de B=(2−111)B = \begin{pmatrix}2 & -1\\1 & 1\end{pmatrix}. Há autovalores reais?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    pB(λ)=(2−λ)(1−λ)+1=λ2−3λ+3p_B(\lambda) = (2-\lambda)(1-\lambda) + 1 = \lambda^2 - 3\lambda + 3. Discriminante: 9−12=−3<09 - 12 = -3 < 0. Raízes: 3±i32\frac{3 \pm i\sqrt{3}}{2} — sem autovalores reais.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule det⁡(B−λI)=(2−λ)(1−λ)+1=λ2−3λ+3\det(B-\lambda I) = (2-\lambda)(1-\lambda)+1 = \lambda^2-3\lambda+3.
    2. Discriminante 9−12=−39-12=-3: raízes complexas.
    3. Conclusão: BB não tem autovalores reais — codifica rotação no plano.
  6. Ex. 115.6Aplicação

    Encontre os autovalores, autoespaços e multiplicidades algébrica e geométrica de A=(1111)A = \begin{pmatrix}1 & 1\\1 & 1\end{pmatrix}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    pA(λ)=(1−λ)2−1=λ2−2λ=λ(λ−2)p_A(\lambda) = (1-\lambda)^2-1 = \lambda^2-2\lambda = \lambda(\lambda-2). λ1=2\lambda_1=2: autovetor (1,1)T(1,1)^T. λ2=0\lambda_2=0: autovetor (1,−1)T(1,-1)^T. Ambos ma=mg=1m_a=m_g=1. Diagonalizável.
  7. Ex. 115.7Aplicação

    Encontre os autovalores, autoespaços e multiplicidades algébrica e geométrica de A=(1−11−11−11−11)A = \begin{pmatrix}1&-1&1\\-1&1&-1\\1&-1&1\end{pmatrix}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    AA tem posto 1 (todas as linhas são múltiplas de (1,−1,1)(1,-1,1)), nulidade = 2, logo mg(0)=2m_g(0)=2. Traço = 3, logo λ2=3\lambda_2=3. Autovetor: (1,−1,1)T(1,-1,1)^T. Diagonalizável: ∑mg=3\sum m_g = 3.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Observe: cada linha de AA é múltipla de (1,−1,1)(1,-1,1) — posto 1, nulidade 2.
    2. mg(0)=2m_g(0)=2. Traço = 3: 0+0+λ2=30+0+\lambda_2=3, logo λ2=3\lambda_2=3.
    3. Verifique: A(1,−1,1)T=3(1,−1,1)TA(1,-1,1)^T = 3(1,-1,1)^T. mg(3)=1m_g(3)=1. Diagonalizável.
  8. Ex. 115.8AplicaçãoGabarito

    Para A=(211121112)A = \begin{pmatrix}2&1&1\\1&2&1\\1&1&2\end{pmatrix} com polinômio característico (4−λ)(1−λ)2(4-\lambda)(1-\lambda)^2, encontre os autovalores e autoespaços. A matriz é diagonalizável?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Polinômio dado: (4−λ)(1−λ)2(4-\lambda)(1-\lambda)^2. λ1=4\lambda_1=4 (ma=1m_a=1), λ2=1\lambda_2=1 (ma=2m_a=2). Para λ2=1\lambda_2=1: A−IA-I tem posto 1, nulidade=2. Logo mg(1)=2=ma(1)m_g(1)=2=m_a(1) — diagonalizável.
  9. Ex. 115.9AplicaçãoGabarito

    Suponha R,T∈L(F3)R, T \in \mathcal{L}(\mathbf{F}^3) com autovalores 2, 6 e 7 (somente esses). Prove que existe SS invertível com R=S−1TSR = S^{-1}TS.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Três autovalores distintos em dimensão 3 garantem diagonalizabilidade. R=PRDPR−1R = P_R D P_R^{-1} e T=PTDPT−1T = P_T D P_T^{-1} com D=diag⁡(2,6,7)D = \operatorname{diag}(2,6,7). Tome S=PTPR−1S = P_T P_R^{-1}: S−1TS=RS^{-1}TS = R.
  10. Ex. 115.10AplicaçãoGabarito

    Encontre R,T∈L(F4)R, T \in \mathcal{L}(\mathbf{F}^4) com autovalores distintos 2, 6 e 7 (e nenhum outro) tal que não exista SS invertível com R=S−1TSR = S^{-1}TS.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Tome RR com autovalores 2,2,6,7 (ma(2)=2m_a(2)=2) e TT com autovalores 2,6,6,7 (ma(6)=2m_a(6)=2). Ambos têm apenas os valores distintos 2, 6, 7. Mas os polinômios característicos diferem — não são semelhantes.
  11. Ex. 115.11Aplicação

    Encontre T∈L(C3)T \in \mathcal{L}(\mathbf{C}^3) tal que 6 e 7 são autovalores, mas TT não possui matriz diagonal em nenhuma base de C3\mathbf{C}^3.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Tome a matriz (610060007)\begin{pmatrix}6&1&0\\0&6&0\\0&0&7\end{pmatrix}. Autovalores: 6 (ma=2,mg=1m_a=2, m_g=1) e 7 (ma=1,mg=1m_a=1, m_g=1). Como mg(6)<ma(6)m_g(6) < m_a(6), TT não é diagonalizável em C3\mathbf{C}^3.
  12. Ex. 115.12Aplicação

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) com matriz diagonal AA em alguma base de VV. Quantas vezes um autovalor λ\lambda aparece na diagonal de AA?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A base de diagonalização consiste inteiramente de autovetores. Cada autovetor de autovalor λ\lambda contribui com uma entrada λ\lambda na diagonal. O número de tais autovetores é dim⁡E(λ,T)\dim E(\lambda,T).
  13. Ex. 115.13Aplicação

    Suponha AA diagonal com entradas distintas e BB matriz do mesmo tamanho. Mostre que AB=BAAB = BA se e somente se BB é diagonal.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Com A=diag⁡(d1,…,dn)A = \operatorname{diag}(d_1,\ldots,d_n): (AB)ij=dibij(AB)_{ij} = d_i b_{ij} e (BA)ij=djbij(BA)_{ij} = d_j b_{ij}. Igualando: (di−dj)bij=0(d_i-d_j)b_{ij}=0. Para i≠ji \neq j com di≠djd_i \neq d_j: bij=0b_{ij}=0. Logo BB é diagonal.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule (AB)ij=dibij(AB)_{ij} = d_i b_{ij} e (BA)ij=bijdj(BA)_{ij} = b_{ij} d_j.
    2. Igualando: (di−dj)bij=0(d_i - d_j) b_{ij} = 0 para todo i,ji,j.
    3. Para i≠ji \neq j: di≠djd_i \neq d_j, logo bij=0b_{ij}=0. BB é diagonal.
  14. Ex. 115.14Aplicação

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) invertível. Prove que E(λ,T)=E(1/λ,T−1)E(\lambda, T) = E(1/\lambda, T^{-1}) para todo λ≠0\lambda \neq 0. O que implica sobre a diagonalização de T−1T^{-1}?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se Tv=λvTv = \lambda v com v≠0v \neq 0 e λ≠0\lambda \neq 0, aplique T−1T^{-1}: v=λT−1vv = \lambda T^{-1}v, logo T−1v=(1/λ)vT^{-1}v = (1/\lambda)v. A inclusão reversa segue por simetria. Se TT é diagonalizável, T−1T^{-1} também é (com autovalores recíprocos).
  15. Ex. 115.15AplicaçãoGabarito

    Mostre que A=(18−1533−15−48−66−99−1695−69−4)A = \begin{pmatrix}18&-15&33&-15\\-4&8&-6&6\\-9&9&-16&9\\5&-6&9&-4\end{pmatrix} é diagonalizável calculando as multiplicidades geométricas. Encontre DD e SS inversível com S−1AS=DS^{-1}AS = D.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Calcule o polinômio característico de AA, encontre autovalores, compute mg(λi)=dim⁡ker⁡(A−λiI)m_g(\lambda_i) = \dim\ker(A-\lambda_i I). Se ∑mg(λi)=4\sum m_g(\lambda_i) = 4: monte SS com autovetores como colunas e D=diag⁡(λ1,…,λ4)D = \operatorname{diag}(\lambda_1,\ldots,\lambda_4). Verifique AS=SDAS = SD.
  16. Ex. 115.16AplicaçãoGabarito

    Determine se A=(19924−3−27−29−68111132617718)A = \begin{pmatrix}1&9&9&24\\-3&-27&-29&-68\\1&11&13&26\\1&7&7&18\end{pmatrix} é diagonalizável. Se sim, encontre DD e SS com S−1AS=DS^{-1}AS = D.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Calcule autovalores de AA, compute mg(λi)m_g(\lambda_i) para cada um. AA é diagonalizável   ⟺  ∑mg(λi)=4\iff \sum m_g(\lambda_i) = 4. Se sim, construa DD e SS.
  17. Ex. 115.17Compreensão

    Suponha VV de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). Prove: se TT é diagonalizável, então V=ker⁡T⊕Im⁡TV = \ker T \oplus \operatorname{Im} T.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se TT é diagonalizável: V=⨁λE(λ,T)V = \bigoplus_\lambda E(\lambda,T). O autoespaço de λ=0\lambda=0 é ker⁡T\ker T. Para λ≠0\lambda \neq 0, TT é bijeção em E(λ,T)E(\lambda,T), logo T(E(λ,T))⊆Im⁡TT(E(\lambda,T)) \subseteq \operatorname{Im} T. Portanto V=ker⁡T⊕Im⁡TV = \ker T \oplus \operatorname{Im} T.
  18. Ex. 115.18Compreensão

    Suponha VV complexo de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). (a) Prove: se T4=IT^4 = I, então TT é diagonalizável. (b) Prove: se T4=TT^4 = T, então TT é diagonalizável.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    (a) T4=IT^4=I: p(x)=x4−1=(x−1)(x+1)(x−i)(x+i)p(x)=x^4-1=(x-1)(x+1)(x-i)(x+i) sem raízes repetidas. O polinômio mínimo divide pp: TT é diagonalizável. (b) T4=TT^4=T: q(x)=x(x−1)(x+1)(x−i)(x+i)q(x)=x(x-1)(x+1)(x-i)(x+i) sem raízes repetidas: TT é diagonalizável.
  19. Ex. 115.19Compreensão

    Suponha AA e BB triangulares superiores de mesmo tamanho com α1,…,αn\alpha_1,\ldots,\alpha_n na diagonal de AA e β1,…,βn\beta_1,\ldots,\beta_n na diagonal de BB. Mostre: (a) A+BA+B é triangular superior com αi+βi\alpha_i+\beta_i na diagonal; (b) ABAB é triangular superior com αiβi\alpha_i\beta_i na diagonal.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Soma: para i>ji>j, aij=bij=0a_{ij}=b_{ij}=0, logo (A+B)ij=0(A+B)_{ij}=0, diagonal αi+βi\alpha_i+\beta_i. Produto: (AB)ij=∑kaikbkj(AB)_{ij}=\sum_k a_{ik}b_{kj}; para i>ji>j todos os termos se anulam por triangularidade. Diagonal de ABAB: αiβi\alpha_i\beta_i.
  20. Ex. 115.20Compreensão

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) invertível e base v1,…,vnv_1,\ldots,v_n em que a matriz de TT é triangular superior com λ1,…,λn\lambda_1,\ldots,\lambda_n na diagonal. Mostre que a matriz de T−1T^{-1} na mesma base é triangular superior com 1/λ1,…,1/λn1/\lambda_1,\ldots,1/\lambda_n na diagonal.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se a matriz de TT em v1,…,vnv_1,\ldots,v_n é triangular superior com λi\lambda_i na diagonal: Tvk∈span⁡(v1,…,vk)Tv_k \in \operatorname{span}(v_1,\ldots,v_k). Como TT é invertível (λi≠0\lambda_i \neq 0), por indução T−1vk∈span⁡(v1,…,vk)T^{-1}v_k \in \operatorname{span}(v_1,\ldots,v_k): T−1T^{-1} é triangular superior com diagonal 1/λi1/\lambda_i.
  21. Ex. 115.21Compreensão

    Suponha AA e BB matrizes similares. Prove que A3A^3 e B3B^3 são similares. Generalize para AkA^k e BkB^k.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se A=S−1BSA = S^{-1}BS: A2=S−1B2SA^2 = S^{-1}B^2S. Por indução: Ak=S−1BkSA^k = S^{-1}B^kS para todo k≥1k \geq 1.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Base: A=S−1BSA = S^{-1}BS.
    2. A2=(S−1BS)2=S−1B(SS−1)BS=S−1B2SA^2 = (S^{-1}BS)^2 = S^{-1}B(SS^{-1})BS = S^{-1}B^2S.
    3. Indução: Ak=Ak−1⋅A=S−1Bk−1S⋅S−1BS=S−1BkSA^k = A^{k-1} \cdot A = S^{-1}B^{k-1}S \cdot S^{-1}BS = S^{-1}B^kS.
  22. Ex. 115.22Compreensão

    Suponha AA e BB matrizes similares com AA não-singular. Prove que BB é não-singular e que A−1A^{-1} é similar a B−1B^{-1}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se A=S−1BSA = S^{-1}BS: det⁡B=det⁡A≠0\det B = \det A \neq 0 — BB é não-singular. A−1=(S−1BS)−1=S−1B−1SA^{-1} = (S^{-1}BS)^{-1} = S^{-1}B^{-1}S: A−1∼B−1A^{-1} \sim B^{-1}.
  23. Ex. 115.23Compreensão

    Suponha BB não-singular. Prove que ABAB é similar a BABA.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Tome S=B−1S = B^{-1}: S−1(AB)S=B(AB)B−1=(BA)(BB−1)=BAS^{-1}(AB)S = B(AB)B^{-1} = (BA)(BB^{-1}) = BA. Logo AB∼BAAB \sim BA.
  24. Ex. 115.24Compreensão

    Suponha VV de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). Prove que são equivalentes: (a) V=ker⁡T⊕Im⁡TV = \ker T \oplus \operatorname{Im} T; (b) V=ker⁡T+Im⁡TV = \ker T + \operatorname{Im} T; (c) ker⁡T∩Im⁡T={0}\ker T \cap \operatorname{Im} T = \{0\}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Pela fórmula de dimensão: dim⁡V=dim⁡ker⁡T+dim⁡Im⁡T\dim V = \dim\ker T + \dim\operatorname{Im} T. (a) implica (b). (b) com a fórmula de dimensão implica (a). (c) com a fórmula de dimensão também implica (a). As três são equivalentes.
  25. Ex. 115.25Compreensão

    Suponha VV complexo de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). Prove: TT é diagonalizável se e somente se V=ker⁡(T−λI)⊕Im⁡(T−λI)V = \ker(T-\lambda I) \oplus \operatorname{Im}(T-\lambda I) para todo λ∈C\lambda \in \mathbf{C}.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Aplique o critério anterior a T−λIT - \lambda I para cada λ∈C\lambda \in \mathbf{C}. TT diagonalizável   ⟺  \iff polinômio mínimo sem raízes repetidas   ⟺  \iff para todo λ\lambda, V=ker⁡(T−λI)⊕Im⁡(T−λI)V = \ker(T-\lambda I) \oplus \operatorname{Im}(T-\lambda I).
  26. Ex. 115.26Compreensão

    Suponha T∈L(F5)T \in \mathcal{L}(\mathbf{F}^5) com dim⁡E(8,T)=4\dim E(8, T) = 4. Prove que T−2IT - 2I ou T−6IT - 6I é invertível.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Se 2 e 6 fossem ambos autovalores: dim⁡E(8,T)+dim⁡E(2,T)+dim⁡E(6,T)≥4+1+1=6>5\dim E(8,T)+\dim E(2,T)+\dim E(6,T) \geq 4+1+1=6 > 5 — impossível em F5\mathbf{F}^5. Logo ao menos um de 2 ou 6 não é autovalor: T−2IT-2I ou T−6IT-6I é invertível.
  27. Ex. 115.27Compreensão

    Suponha VV de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V). Prove: TT é diagonalizável se e somente se T′T' (operador dual) é diagonalizável.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    TT e T′T' têm o mesmo polinômio mínimo. Logo TT diagonalizável (polinômio mínimo sem raízes repetidas)   ⟺  \iff T′T' diagonalizável.
  28. Ex. 115.28CompreensãoGabarito

    Suponha VV de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) com autovalores não-nulos distintos λ1,…,λm\lambda_1,\ldots,\lambda_m. Prove: dim⁡E(λ1,T)+⋯+dim⁡E(λm,T)≤dim⁡Im⁡T\dim E(\lambda_1,T) + \cdots + \dim E(\lambda_m,T) \leq \dim \operatorname{Im} T.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Para λ≠0\lambda \neq 0, T∣E(λ,T)T|_{E(\lambda,T)} é injetora, logo dim⁡T(E(λ,T))=dim⁡E(λ,T)\dim T(E(\lambda,T)) = \dim E(\lambda,T). As imagens de autoespaços de diferentes autovalores são LI (autoespaços distintos são LI). Logo ∑dim⁡E(λi,T)≤dim⁡Im⁡T\sum \dim E(\lambda_i,T) \leq \dim \operatorname{Im} T.
  29. Ex. 115.29Modelagem

    Para matrizes idempotentes (A2=AA^2 = A), prove que os únicos autovalores possíveis são λ=0\lambda = 0 e λ=1\lambda = 1. Dê um exemplo com ambos os autovalores.

    Selecione a alternativa correta
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    Se A2=AA^2=A e Av=λvAv=\lambda v (v≠0v \neq 0): λ2v=A2v=Av=λv\lambda^2 v = A^2v = Av = \lambda v, logo λ(λ−1)=0\lambda(\lambda-1)=0. (Resp: λ∈{0,1}\lambda \in \{0,1\}.)
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Aplique AA a Av=λvAv=\lambda v: A2v=λ2vA^2v = \lambda^2 v.
    2. Como A2=AA^2=A: λ2v=λv\lambda^2 v = \lambda v, logo (λ2−λ)v=0(\lambda^2-\lambda)v=0.
    3. Como v≠0v \neq 0: λ=0\lambda=0 ou λ=1\lambda=1.
  30. Ex. 115.30Modelagem

    Para autovalores distintos λ\lambda e ρ\rho de AA, prove que EA(λ)∩EA(ρ)={0}\mathcal{E}_A(\lambda) \cap \mathcal{E}_A(\rho) = \{\mathbf{0}\}.

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    Se v∈EA(λ)∩EA(ρ)v \in \mathcal{E}_A(\lambda) \cap \mathcal{E}_A(\rho): Av=λvAv=\lambda v e Av=ρvAv=\rho v. Subtraindo: 0=(λ−ρ)v0=(\lambda-\rho)v. Como λ≠ρ\lambda \neq \rho: v=0v=\mathbf{0}.
  31. Ex. 115.31ModelagemGabarito

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) diagonalizável com autovalores distintos λ1,…,λm\lambda_1,\ldots,\lambda_m. Prove: U⊆VU \subseteq V é invariante por TT se e somente se U=(U∩E(λ1,T))⊕⋯⊕(U∩E(λm,T))U = (U \cap E(\lambda_1,T)) \oplus \cdots \oplus (U \cap E(\lambda_m,T)).

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    Para u∈Uu \in U, decomponha u=∑λuλu = \sum_\lambda u_\lambda com uλ∈E(λ,T)u_\lambda \in E(\lambda,T). Aplique T−λiIT-\lambda_i I para extrair: como UU é invariante e (T−λjI)uλj=0(T-\lambda_j I)u_{\lambda_j}=0, temos uλi∈Uu_{\lambda_i} \in U. Logo U=⨁λ(U∩E(λ,T))U = \bigoplus_\lambda (U \cap E(\lambda,T)).
  32. Ex. 115.32Modelagem

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) diagonalizável e UU subespaço de VV invariante por TT. Prove que T/UT/U é diagonalizável em V/UV/U.

    Selecione a alternativa correta
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    Se TT é diagonalizável: V=⨁λE(λ,T)V = \bigoplus_\lambda E(\lambda,T). O operador quociente T/UT/U tem autoespaço (E(λ,T)+U)/U(E(\lambda,T)+U)/U para cada λ\lambda. A soma das dimensões desses autoespaços é dim⁡V/U\dim V/U: T/UT/U é diagonalizável.
  33. Ex. 115.33Modelagem

    Fibonacci: F0=0,F1=1,Fn=Fn−2+Fn−1F_0=0, F_1=1, F_n=F_{n-2}+F_{n-1}. Defina T∈L(R2)T \in \mathcal{L}(\mathbf{R}^2) por T(x,y)=(y,x+y)T(x,y)=(y,x+y). (a) Prove que Tn(0,1)=(Fn,Fn+1)T^n(0,1)=(F_n,F_{n+1}). (b) Derive a fórmula de Binet Fn=(ϕn−ψn)/5F_n=(\phi^n-\psi^n)/\sqrt{5} diagonalizando TT.

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    Defina T(x,y)=(y,x+y)T(x,y)=(y,x+y). Por indução: Tn+1(0,1)=T(Fn,Fn+1)=(Fn+1,Fn+2)T^{n+1}(0,1) = T(F_n,F_{n+1}) = (F_{n+1},F_{n+2}). Autovalores: ϕ=(1+5)/2\phi=(1+\sqrt{5})/2 e ψ=(1−5)/2\psi=(1-\sqrt{5})/2. Diagonalizando: Fn=(ϕn−ψn)/5F_n=(\phi^n-\psi^n)/\sqrt{5}.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Base: T0(0,1)=(0,1)=(F0,F1)T^0(0,1)=(0,1)=(F_0,F_1). Passo: T(Fn,Fn+1)=(Fn+1,Fn+2)T(F_n,F_{n+1})=(F_{n+1},F_{n+2}).
    2. Matriz de TT: M=(0111)M=\begin{pmatrix}0&1\\1&1\end{pmatrix}. Polinômio: λ2−λ−1\lambda^2-\lambda-1.
    3. Autovalores ϕ,ψ\phi,\psi. Diagonalize MM e extraia FnF_n.
  34. Ex. 115.34ModelagemGabarito

    Suponha T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) com matriz AA satisfazendo ∣Ajj∣>∑k≠j∣Ajk∣|A_{jj}| > \sum_{k \neq j}|A_{jk}| para todo jj (dominância diagonal estrita). Prove que TT é invertível. (Teorema dos discos de Gershgorin.)

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    Pelo Teorema de Gershgorin, todo autovalor λ\lambda de AA satisfaz ∣λ−Ajj∣≤∑k≠j∣Ajk∣|\lambda - A_{jj}| \leq \sum_{k \neq j}|A_{jk}| para algum jj. Com dominância diagonal estrita, 0 está fora de todos os discos: 0 não é autovalor, logo TT é invertível.
  35. Ex. 115.35Desafio

    (a) Dê exemplo de espaço complexo de dimensão finita e T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) tal que T2T^2 é diagonalizável mas TT não é. (b) Sobre C\mathbf{C}, TkT^k diagonalizável implica TT diagonalizável?

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    (a) T=(0100)T = \begin{pmatrix}0&1\\0&0\end{pmatrix}: T2=0T^2=0 é diagonalizável, mas TT tem ma(0)=2,mg(0)=1m_a(0)=2, m_g(0)=1 — não diagonalizável. (b) Não: o mesmo exemplo serve para k=2k=2.
  36. Ex. 115.36Desafio

    Suponha VV complexo de dimensão finita, T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e pp o polinômio mínimo de TT. Prove que são equivalentes: (a) TT é diagonalizável; (b) não existe λ∈C\lambda \in \mathbf{C} tal que pp é múltiplo polinomial de (x−λ)2(x-\lambda)^2.

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    Seja pp o polinômio mínimo de TT. TT diagonalizável   ⟺  mg(λ)=ma(λ)\iff m_g(\lambda)=m_a(\lambda) para todo autovalor λ  ⟺  p\lambda \iff p divide ∏λ(x−λ)\prod_\lambda(x-\lambda) (sem repetições)   ⟺  p\iff p não tem raízes repetidas.
  37. Ex. 115.37Desafio

    Prove ou dê contraexemplo: se T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e T2T^2 tem matriz triangular superior em alguma base de VV, então TT tem matriz triangular superior em alguma base de VV.

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    Os autovalores de T2T^2 são quadrados dos autovalores de TT. Sobre C\mathbf{C}, TT tem autovalores (raízes quadradas). Pelo Teorema de Schur existe base em que TT é triangular superior.
  38. Ex. 115.38Desafio

    Suponha BB matriz quadrada com entradas complexas. Prove que existe AA inversível com entradas complexas tal que A−1BAA^{-1}BA é triangular superior.

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    Pelo Teorema de Schur: toda BB quadrada com entradas complexas tem AA inversível complexa tal que A−1BAA^{-1}BA é triangular superior. A prova usa que sobre C\mathbf{C} todo operador tem ao menos um autovalor, e prossegue por indução em dimensão.
  39. Ex. 115.39Demonstração

    Suponha VV de dimensão finita. Prove que L(V)\mathcal{L}(V) tem uma base consistindo de operadores diagonalizáveis.

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    Seja e1,…,ene_1,\ldots,e_n base de VV. As projeções Eii(ek)=δikeiE_{ii}(e_k)=\delta_{ik}e_i têm autovalores 0 e 1 — diagonalizáveis. Para i≠ji \neq j, Tij=Eii+EjjT_{ij}=E_{ii}+E_{jj} também é diagonalizável. Essas projeções e suas combinações geram L(V)\mathcal{L}(V) e formam uma base de operadores diagonalizáveis.
  40. Ex. 115.40Demonstração

    Prove ou dê contraexemplo: se T∈L(V)T \in \mathcal{L}(V) e existe subespaço invariante UU tal que T∣UT|_U e T/UT/U são ambos diagonalizáveis, então TT é diagonalizável.

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    A recíproca é falsa. Tome V=C2V=\mathbf{C}^2, T=(0100)T=\begin{pmatrix}0&1\\0&0\end{pmatrix} (não diagonalizável), U=span⁡(e1)U=\operatorname{span}(e_1). T∣U=0T|_U=0 (diagonalizável) e T/UT/U age como 0 em V/U≅CV/U \cong \mathbf{C} (diagonalizável), mas TT não é diagonalizável.

Fontes

  • A First Course in Linear Algebra — Robert A. Beezer · 2022 · EN · GNU FDL. Referência primária: §SD (Similar Matrices and Diagonalization) com definições rigorosas e exercícios numerados.
  • Linear Algebra Done Right (4ª ed) — Sheldon Axler · 2024 · EN · CC-BY-NC. Cap. 5C–5D: operadores diagonalizáveis, polinômios e funções de operadores.
  • Linear Algebra — Jim Hefferon · 2022 · EN · CC-BY-SA. Cap. 5 §II: diagonalização, Jordan introdutória, exemplos de sistemas dinâmicos.

Atualizado em 2026-05-06 · Autor(es): Clube da Matemática

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