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v1 · padrão canônico

Lição 119 — Síntese: Black-Scholes revisited

A culminação de 3 anos: toda a matemática do Ensino Médio converge na fórmula de Black-Scholes. Funções, exp/log, derivadas, integrais, EDPs, distribuição normal, álgebra linear — todos visíveis na fórmula. Nobel de Economia 1997.

Usado em: 3.º ano do EM (17-18 anos) · Equiv. Math III japonês cap. final · Equiv. Klasse 12 LK alemã — Finanças Aplicadas · Equiv. H2 Further Math singapurense

C(S,t)=S N(d1)−K e−r(T−t) N(d2)C(S,t) = S\,N(d_1) - K\,e^{-r(T-t)}\,N(d_2)

A fórmula de Black-Scholes precifica uma opção de compra europeia. SS é o preço atual, KK o preço de exercício, rr a taxa livre de risco, σ\sigma a volatilidade, T−tT-t o tempo até vencimento. N(d)N(d) é a distribuição acumulada da normal padrão — uma integral. Toda a matemática de 120 lições converge aqui. Nobel de Economia 1997.

Escolha sua porta

Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses

Definição rigorosa

O modelo e a equação canônica

"Black e Scholes (1973) derivaram o preço de uma opção europeia de compra assumindo que o preço do ativo subjacente segue um movimento browniano geométrico com drift e volatilidade constantes, sem dividendos e em mercado sem fricções." — OpenStax Business Statistics, Cap. 11

"A equação do calor ut=k uxxu_t = k\,u_{xx} é o protótipo de EDP parabólica. Sua solução via convolução com o núcleo gaussiano é exatamente o que produz a fórmula de Black-Scholes quando se impõe a condição de contorno de payoff da opção." — Lebl, Notes on Diffy Qs §4.3

Os Greeks — derivadas parciais de C

GreekDerivadaValor (call)InterpretaçãoDelta∂C/∂SN(d₁)Hedge ratioGamma∂²C/∂S²φ(d₁)/(Sσ√T)ConvexidadeVega∂C/∂σS·φ(d₁)·√TSensib. a volTheta∂C/∂t(negativo)Time decayRho∂C/∂rKT·e^(−rT)·N(d₂)Sensib. a juros

Os cinco Greeks principais — derivadas parciais de C em relação a cada parâmetro. Mesa de derivativos calcula todos continuamente.

Exemplos resolvidos

Lista de exercícios

43 exercícios · 10 com solução desenvolvida (25%)

Aplicação 31Compreensão 6Modelagem 2Demonstração 4
  1. Ex. 119.1Compreensão

    Em Black-Scholes, N(d1)N(d_1) e N(d2)N(d_2) dependem de escores padronizados. O que mede um zz-score (escore-zz)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    O escore-zz mede a distância de um valor xx à média, contada em desvios-padrão: z=(x−μ)/σz = (x-\mu)/\sigma. Em BS, d1d_1 e d2d_2 são exatamente escores padronizados do log-retorno. Resp: B.
  2. Ex. 119.2CompreensãoGabarito

    Padronizar uma distribuição normal (subtrair a média e dividir pelo desvio-padrão) faz o quê com a média?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Padronizar X∼N(μ,σ)X \sim N(\mu,\sigma) via Z=(X−μ)/σZ = (X-\mu)/\sigma produz a normal padrão N(0,1)N(0,1): a média vai a 0 e o desvio-padrão a 1. É essa N(0,1)N(0,1) cuja CDF aparece em BS. Resp: B.
  3. Ex. 119.3Aplicação

    Qual o escore-zz de x=12x = 12, se ele está dois desvios-padrão à direita da média? (mesma padronização usada para obter d1,d2d_1, d_2)

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Estar dois desvios-padrão à direita da média significa z=+2z = +2 por definição de escore-zz. Resp: C.
  4. Ex. 119.4Aplicação

    Suponha X∼N(2,6)X \sim N(2, 6) (média 2, desvio 6). Que valor de xx tem escore-zz igual a 3?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    De z=(x−μ)/σz = (x-\mu)/\sigma vem x=μ+zσ=2+3⋅6=20x = \mu + z\sigma = 2 + 3\cdot 6 = 20. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Escreva a relação: x=μ+zσx = \mu + z\sigma. Por quê: é a inversa de z=(x−μ)/σz=(x-\mu)/\sigma.
    2. Substitua μ=2\mu=2, z=3z=3, σ=6\sigma=6: x=2+18=20x = 2 + 18 = 20.
  5. Ex. 119.5AplicaçãoGabarito

    Suponha X∼N(−1,2)X \sim N(-1, 2) (média −1-1, desvio 2). Qual o escore-zz de x=2x = 2?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    z=(x−μ)/σ=(2−(−1))/2=3/2=1,5z = (x-\mu)/\sigma = (2-(-1))/2 = 3/2 = 1{,}5. Resp: A.
  6. Ex. 119.6AplicaçãoGabarito

    Uma normal tem média 6 e desvio-padrão 1,51{,}5. Qual o escore-zz de x=5,5x = 5{,}5?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    z=(5,5−6)/1,5=−0,5/1,5≈−0,33z = (5{,}5 - 6)/1{,}5 = -0{,}5/1{,}5 \approx -0{,}33. Valor levemente abaixo da média. Resp: A.
  7. Ex. 119.7Compreensão

    Pela regra empírica (68-95-99,7), cerca de que percentual dos valores de uma normal está a até um desvio-padrão da média (esquerda e direita)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Cerca de 68% da massa de uma normal está dentro de ±1σ\pm 1\sigma. É a primeira faixa da regra empírica que sustenta a intuição de N(d)N(d). Resp: B.
  8. Ex. 119.8Compreensão

    Cerca de que percentual dos valores de uma normal está a até dois desvios-padrão da média (ambos os lados)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Aproximadamente 95% da massa está em ±2σ\pm 2\sigma (mais precisamente 95,45%). Resp: B.
  9. Ex. 119.9Aplicação

    Seja X∼N(54,8)X \sim N(54, 8) (média 54, desvio 8). Encontre a probabilidade de x>56x > 56.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Padronize: z=(56−54)/8=0,25z = (56-54)/8 = 0{,}25. P(x>56)=1−N(0,25)≈1−0,599=0,401P(x>56) = 1 - N(0{,}25) \approx 1 - 0{,}599 = 0{,}401. Mesma operação de N(d)N(d) em BS. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Calcule o escore-z: z=(56−54)/8=0,25z = (56-54)/8 = 0{,}25.
    2. Da tabela normal: N(0,25)≈0,599N(0{,}25) \approx 0{,}599.
    3. Cauda direita: P(x>56)=1−0,599≈0,40P(x>56) = 1 - 0{,}599 \approx 0{,}40. Por quê: a área total é 1.
  10. Ex. 119.10Aplicação

    Seja X∼N(54,8)X \sim N(54, 8). Encontre o 60.º percentil (o valor kk tal que P(x<k)=0,60P(x < k) = 0{,}60).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    O escore-zz do 60.º percentil é ≈0,253\approx 0{,}253. Logo k=μ+zσ=54+0,253⋅8≈56,0k = \mu + z\sigma = 54 + 0{,}253\cdot 8 \approx 56{,}0. Resp: A.
  11. Ex. 119.11Aplicação

    Para a normal padrão N(0,1)N(0,1) — a mesma de N(d)N(d) em BS — qual a área aproximada da região Z<−1,35Z < -1{,}35?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    P(Z<−1,35)=N(−1,35)≈0,0885P(Z < -1{,}35) = N(-1{,}35) \approx 0{,}0885. Pela simetria, é igual a 1−N(1,35)1 - N(1{,}35). Resp: A.
  12. Ex. 119.12AplicaçãoGabarito

    Para a normal padrão N(0,1)N(0,1), qual a área aproximada da região Z<0,18Z < 0{,}18? (este é exatamente o tipo de leitura de N(d1)N(d_1))

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    N(0,18)≈0,5714N(0{,}18) \approx 0{,}5714. Pouco acima de 0,50{,}5 porque 0,18>00{,}18 > 0. Resp: A.
  13. Ex. 119.13Modelagem

    No modelo CAPM, os retornos de uma carteira são normais com retorno médio anual de 14,7% e desvio-padrão 33%. Qual a probabilidade aproximada de um retorno positivo (maior que 0%)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Padronize 0%: z=(0−14,7)/33≈−0,445z = (0 - 14{,}7)/33 \approx -0{,}445. P(retorno>0)=1−N(−0,445)=N(0,445)≈0,67P(\text{retorno}>0) = 1 - N(-0{,}445) = N(0{,}445) \approx 0{,}67. Mesma lógica de N(d2)N(d_2): probabilidade de terminar no positivo. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Escore-z do limiar 0: z=(0−14,7)/33≈−0,445z = (0 - 14{,}7)/33 \approx -0{,}445.
    2. P(R>0)=1−N(−0,445)P(R>0) = 1 - N(-0{,}445). Por simetria =N(0,445)= N(0{,}445).
    3. Da tabela: N(0,445)≈0,67N(0{,}445) \approx 0{,}67. Macete: é o mesmo cálculo de "probabilidade de a opção terminar in-the-money".
  14. Ex. 119.14Compreensão

    O fator de desconto e−rTe^{-rT} em BS é um decaimento exponencial. A que tipo de modelo exponencial a meia-vida está associada, e qual o papel dela?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Meia-vida está associada a decaimento exponencial: é o tempo necessário para a quantidade cair à metade. O desconto e−rTe^{-rT} é o mesmo tipo de decaimento contínuo. Resp: B.
  15. Ex. 119.15Aplicação

    A temperatura de um objeto, em ∘^\circF após tt minutos, é T(t)=68 e−0,0174t+72T(t) = 68\,e^{-0{,}0174t} + 72. Qual a temperatura aproximada após uma hora e meia (90 min)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    T(90)=68 e−0,0174⋅90+72=68 e−1,566+72≈68⋅0,209+72≈14,2+72≈86T(90) = 68\,e^{-0{,}0174\cdot 90} + 72 = 68\,e^{-1{,}566} + 72 \approx 68\cdot 0{,}209 + 72 \approx 14{,}2 + 72 \approx 86. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Expoente: −0,0174⋅90=−1,566-0{,}0174 \cdot 90 = -1{,}566.
    2. e−1,566≈0,209e^{-1{,}566} \approx 0{,}209.
    3. T=68⋅0,209+72≈86 ∘FT = 68\cdot 0{,}209 + 72 \approx 86\,^\circ\text{F}. Por quê: termo exponencial decai, sobra a temperatura ambiente +72.
  16. Ex. 119.16Aplicação

    Uma substância tem meia-vida de 2,0452{,}045 minutos. Partindo de 132,8132{,}8 g, quantas meias-vidas se passam até decair a 8,38{,}3 g?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Cada meia-vida divide por 2: 132,8→66,4→33,2→16,6→8,3132{,}8 \to 66{,}4 \to 33{,}2 \to 16{,}6 \to 8{,}3. São 4 meias-vidas. Resp: A.
  17. Ex. 119.17Demonstração

    O crescimento contínuo P(t)=P0ertP(t) = P_0 e^{rt} (r>0r>0) é o irmão do desconto e−rTe^{-rT} de BS. Derive uma fórmula geral para o tempo tt em que a população cresce por um fator MM.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Impondo P0ert=MP0P_0 e^{rt} = M P_0, vem ert=Me^{rt} = M, logo rt=ln⁡Mrt = \ln M e t=ln⁡Mrt = \dfrac{\ln M}{r}. É a mesma inversão logaritmo–exponencial de ln⁡(S/K)\ln(S/K) em d1d_1. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Imponha o fator: P0ert=MP0P_0 e^{rt} = M P_0.
    2. Cancele P0P_0: ert=Me^{rt} = M.
    3. Aplique ln: rt=ln⁡M⇒t=ln⁡Mrrt = \ln M \Rightarrow t = \frac{\ln M}{r}. Macete: ln "desfaz" a exponencial.
  18. Ex. 119.18Demonstração

    Mudança de base aparece ao reescrever taxas em BS. Prove que bx=exln⁡bb^x = e^{x\ln b} para b>0b > 0, b≠1b \neq 1.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Pela identidade b=eln⁡bb = e^{\ln b} (definição de logaritmo), bx=(eln⁡b)x=exln⁡bb^x = (e^{\ln b})^x = e^{x\ln b} pela regra de potência de potência. Resp: A.
  19. Ex. 119.19AplicaçãoGabarito

    Um tumor recebe 0,50{,}5 g de Iodo-125, com taxa de decaimento de 1,15%1{,}15\% ao dia. Quantos dias, aproximadamente, para metade decair (meia-vida)?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Modelo A=A0e−0,0115tA = A_0 e^{-0{,}0115 t}. Meia-vida: e−0,0115t=0,5⇒t=ln⁡2/0,0115≈0,693/0,0115≈60,3e^{-0{,}0115 t} = 0{,}5 \Rightarrow t = \ln 2 / 0{,}0115 \approx 0{,}693/0{,}0115 \approx 60{,}3 dias. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Modelo contínuo: A(t)=A0e−0,0115tA(t) = A_0 e^{-0{,}0115 t}.
    2. Meia-vida: e−0,0115t=1/2e^{-0{,}0115 t} = 1/2.
    3. Resolva: t=ln⁡20,0115≈60t = \frac{\ln 2}{0{,}0115} \approx 60 dias.
  20. Ex. 119.20Modelagem

    Pela Lei do Resfriamento de Newton, uma sopa a 100 ∘100\,^\circF esfria num ambiente a 69 ∘69\,^\circF; após 15 min está a 95 ∘95\,^\circF. O modelo tem a forma T(t)=Ts+(T0−Ts)ektT(t) = T_s + (T_0 - T_s)e^{kt}. Qual o valor inicial de T0−TsT_0 - T_s?

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A diferença inicial é T0−Ts=100−69=31 ∘T_0 - T_s = 100 - 69 = 31\,^\circF. É o coeficiente que multiplica a exponencial — análogo a como o strike entra via e−rTe^{-rT}. Resp: A.
  21. Ex. 119.21Aplicação

    A CDF N(d)N(d) é uma integral; calcular áreas é a base. Use fórmulas de área para avaliar ∫03(3−x) dx\int_0^3 (3 - x)\,dx.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    A região é um triângulo de base 3 e altura 3: área =12⋅3⋅3=9/2= \tfrac{1}{2}\cdot 3\cdot 3 = 9/2. Resp: A.
  22. Ex. 119.22Aplicação

    Use fórmulas de área para avaliar ∫23(3−x) dx\int_2^3 (3 - x)\,dx.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Triângulo de base 1 (de x=2x=2 a x=3x=3) e altura 1 (em x=2x=2, 3−x=13-x=1): área =12⋅1⋅1=1/2= \tfrac{1}{2}\cdot 1\cdot 1 = 1/2. Resp: A.
  23. Ex. 119.23Aplicação

    Use fórmulas de área para avaliar ∫−224−x2 dx\int_{-2}^{2} \sqrt{4 - x^2}\,dx (semicírculo — a mesma ideia de área sob curva da gaussiana).

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    y=4−x2y = \sqrt{4-x^2} é o semicírculo superior de raio 2. Área =12πr2=12π⋅4=2π= \tfrac{1}{2}\pi r^2 = \tfrac{1}{2}\pi\cdot 4 = 2\pi. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Reconheça: y=4−x2y=\sqrt{4-x^2} é a metade superior do círculo x2+y2=4x^2+y^2=4, raio 2.
    2. Área do semicírculo: 12πr2=12π⋅4=2π\frac{1}{2}\pi r^2 = \frac{1}{2}\pi\cdot 4 = 2\pi.
  24. Ex. 119.24Aplicação

    Encontre a área líquida com sinal entre f(x)=2−xf(x) = 2 - x e o eixo xx em ∫13(2−x) dx\int_1^3 (2-x)\,dx.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    De x=1x=1 a x=2x=2 a função é positiva (triângulo de área 1/21/2); de x=2x=2 a x=3x=3 é negativa (área −1/2-1/2). A área líquida é 1/2−1/2=01/2 - 1/2 = 0. Resp: A.
  25. Ex. 119.25Aplicação

    Sabendo que ∫01x dx=12\int_0^1 x\,dx = \tfrac12, ∫01x2 dx=13\int_0^1 x^2\,dx = \tfrac13 e ∫01x3 dx=14\int_0^1 x^3\,dx = \tfrac14, calcule ∫01(1+x+x2+x3) dx\int_0^1 (1 + x + x^2 + x^3)\,dx.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Por linearidade: 1+12+13+14=12+6+4+312=25121 + \tfrac12 + \tfrac13 + \tfrac14 = \tfrac{12+6+4+3}{12} = \tfrac{25}{12}. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Use linearidade da integral: separe cada termo.
    2. ∫011 dx=1\int_0^1 1\,dx = 1; os demais valem 12,13,14\frac12,\frac13,\frac14.
    3. Some: 1+12+13+14=25121+\frac12+\frac13+\frac14 = \frac{25}{12}.
  26. Ex. 119.26Aplicação

    Com os mesmos dados (∫01x dx=12\int_0^1 x\,dx = \tfrac12 etc.), calcule ∫01(1−x+x2−x3) dx\int_0^1 (1 - x + x^2 - x^3)\,dx.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    1−12+13−14=12−6+4−312=7121 - \tfrac12 + \tfrac13 - \tfrac14 = \tfrac{12 - 6 + 4 - 3}{12} = \tfrac{7}{12}. Resp: A.
  27. Ex. 119.27AplicaçãoGabarito

    Com ∫01x dx=12\int_0^1 x\,dx = \tfrac12, ∫01x2 dx=13\int_0^1 x^2\,dx = \tfrac13, calcule ∫01(1−x)2 dx\int_0^1 (1 - x)^2\,dx.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Expanda: (1−x)2=1−2x+x2(1-x)^2 = 1 - 2x + x^2. Integral =1−2⋅12+13=1−1+13=13= 1 - 2\cdot\tfrac12 + \tfrac13 = 1 - 1 + \tfrac13 = \tfrac13. Resp: A.
  28. Ex. 119.28DemonstraçãoGabarito

    Use o teorema da comparação para mostrar que ∫03(x2−6x+9) dx≥0\int_0^3 (x^2 - 6x + 9)\,dx \geq 0.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    O integrando é (x−3)2≥0(x-3)^2 \geq 0 para todo xx. A integral de uma função não-negativa é não-negativa pelo teorema da comparação. Resp: A.
  29. Ex. 119.29Demonstração

    Use o teorema da comparação para justificar ∫011+x3 dx≤∫011+x2 dx\int_0^1 \sqrt{1 + x^3}\,dx \leq \int_0^1 \sqrt{1 + x^2}\,dx.

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    Em [0,1][0,1] vale x3≤x2x^3 \leq x^2 (pois 0≤x≤10\le x\le 1). Logo 1+x3≤1+x21+x^3 \leq 1+x^2, e a raiz preserva a desigualdade. Pela monotonia da integral, conclui-se. Resp: A.
  30. Ex. 119.30AplicaçãoGabarito

    O valor médio de uma função num intervalo é central no Teorema do Valor Médio para integrais. Encontre o valor médio de f(x)=x2f(x) = x^2 em [−1,1][-1, 1].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    fmed=11−(−1)∫−11x2 dx=12⋅23=13f_{\text{med}} = \tfrac{1}{1-(-1)}\int_{-1}^1 x^2\,dx = \tfrac12\cdot\tfrac23 = \tfrac13. (Usando ∫−11x2 dx=2/3\int_{-1}^1 x^2\,dx = 2/3.) Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Fórmula: fmed=1b−a∫abff_{\text{med}} = \frac{1}{b-a}\int_a^b f.
    2. ∫−11x2 dx=23\int_{-1}^1 x^2\,dx = \frac23; comprimento b−a=2b-a=2.
    3. fmed=12⋅23=13f_{\text{med}} = \frac12\cdot\frac23 = \frac13.
  31. Ex. 119.31Aplicação

    Encontre o valor médio de f(x)=4−x2f(x) = 4 - x^2 em [0,2][0, 2].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
    Ver solução
    ∫02(4−x2) dx=8−83=163\int_0^2 (4-x^2)\,dx = 8 - \tfrac83 = \tfrac{16}{3}. Valor médio =12⋅163=83= \tfrac12\cdot\tfrac{16}{3} = \tfrac83. Resp: A.
  32. Ex. 119.32Aplicação

    Encontre o valor médio de f(x)=sin⁡xf(x) = \sin x em [0,2π][0, 2\pi].

    Selecione a alternativa correta
    Selecione uma opção primeiro
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    ∫02πsin⁡x dx=0\int_0^{2\pi}\sin x\,dx = 0 (área positiva e negativa se cancelam). Logo o valor médio é 0. Resp: A.
  33. Ex. 119.33AplicaçãoGabarito

    A aproximação de N(d)N(d) e da inversão de vol usa polinômios de Taylor. Encontre o polinômio de Taylor de grau 2 de f(x)=1+x+x2f(x) = 1 + x + x^2 centrado em a=1a = 1.

    Selecione a alternativa correta
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    f(1)=3f(1)=3, f′(x)=1+2x⇒f′(1)=3f'(x)=1+2x \Rightarrow f'(1)=3, f′′(x)=2⇒f′′(1)=2f''(x)=2 \Rightarrow f''(1)=2. P2=3+3(x−1)+22(x−1)2=3+3(x−1)+(x−1)2P_2 = 3 + 3(x-1) + \tfrac{2}{2}(x-1)^2 = 3 + 3(x-1) + (x-1)^2. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Avalie: f(1)=3f(1)=3, f′(1)=3f'(1)=3, f′′(1)=2f''(1)=2.
    2. Monte: P2=f(1)+f′(1)(x−1)+f′′(1)2(x−1)2P_2 = f(1) + f'(1)(x-1) + \frac{f''(1)}{2}(x-1)^2.
    3. Substitua: 3+3(x−1)+(x−1)23 + 3(x-1) + (x-1)^2.
  34. Ex. 119.34Aplicação

    Encontre o polinômio de Taylor de grau 2 de f(x)=xf(x) = \sqrt{x} centrado em a=4a = 4.

    Selecione a alternativa correta
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    f(4)=2f(4)=2, f′(x)=12x⇒f′(4)=14f'(x)=\tfrac{1}{2\sqrt x}\Rightarrow f'(4)=\tfrac14, f′′(x)=−14x−3/2⇒f′′(4)=−132f''(x)=-\tfrac{1}{4}x^{-3/2}\Rightarrow f''(4)=-\tfrac{1}{32}. P2=2+14(x−4)−164(x−4)2P_2 = 2 + \tfrac14(x-4) - \tfrac{1}{64}(x-4)^2. Resp: A.
  35. Ex. 119.35AplicaçãoGabarito

    Encontre o polinômio de Taylor de grau 2 de f(x)=ln⁡xf(x) = \ln x centrado em a=1a = 1 (o ln⁡\ln que aparece em d1d_1).

    Selecione a alternativa correta
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    f(1)=0f(1)=0, f′(x)=1/x⇒f′(1)=1f'(x)=1/x\Rightarrow f'(1)=1, f′′(x)=−1/x2⇒f′′(1)=−1f''(x)=-1/x^2\Rightarrow f''(1)=-1. P2=(x−1)−12(x−1)2P_2 = (x-1) - \tfrac12(x-1)^2. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Derivadas em 1: f(1)=0, f′(1)=1, f′′(1)=−1f(1)=0,\ f'(1)=1,\ f''(1)=-1.
    2. Monte: P2=0+1⋅(x−1)+−12(x−1)2P_2 = 0 + 1\cdot(x-1) + \frac{-1}{2}(x-1)^2.
    3. Resultado: (x−1)−12(x−1)2(x-1) - \frac12(x-1)^2. Macete: é o início da série ln⁡(1+u)=u−u2/2+⋯\ln(1+u)=u-u^2/2+\cdots.
  36. Ex. 119.36Aplicação

    Encontre o polinômio de Taylor de grau 2 de f(x)=exf(x) = e^x centrado em a=1a = 1 (a exponencial do desconto).

    Selecione a alternativa correta
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    Todas as derivadas de exe^x valem ee em x=1x=1. P2=e+e(x−1)+e2(x−1)2P_2 = e + e(x-1) + \tfrac{e}{2}(x-1)^2. Resp: A.
  37. Ex. 119.37Aplicação

    Encontre a série de Taylor de f(x)=x4f(x) = x^4 centrada em a=−1a = -1.

    Selecione a alternativa correta
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    Como x=(x+1)−1x = (x+1) - 1, expanda ((x+1)−1)4((x+1)-1)^4 pelo binômio: 1−4(x+1)+6(x+1)2−4(x+1)3+(x+1)41 - 4(x+1) + 6(x+1)^2 - 4(x+1)^3 + (x+1)^4. A série é finita pois ff é polinômio. Resp: A.
  38. Ex. 119.38Aplicação

    Qual a série de Taylor de f(x)=exf(x) = e^x centrada em a=−1a = -1?

    Selecione a alternativa correta
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    Todas as derivadas de exe^x em −1-1 valem e−1e^{-1}. A série é ∑n≥0e−1n!(x+1)n=e−1∑(x+1)nn!\sum_{n\ge0}\tfrac{e^{-1}}{n!}(x+1)^n = e^{-1}\sum\tfrac{(x+1)^n}{n!}. Resp: A.
  39. Ex. 119.39Aplicação

    Qual a série de Taylor de f(x)=exf(x) = e^x centrada em a=1a = 1?

    Selecione a alternativa correta
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    As derivadas de exe^x em 1 valem todas ee. Logo a série é ∑n≥0en!(x−1)n=e∑(x−1)nn!\sum_{n\ge0}\tfrac{e}{n!}(x-1)^n = e\sum\tfrac{(x-1)^n}{n!}. Resp: A.
  40. Ex. 119.40Aplicação

    Calcule a série de Taylor de f(x)=2−xf(x) = 2 - x em torno de x=1x = 1.

    Selecione a alternativa correta
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    ff é linear: f(1)=1f(1)=1, f′(1)=−1f'(1)=-1, derivadas superiores nulas. Série =1−(x−1)= 1 - (x-1). Resp: A.
  41. Ex. 119.41Aplicação

    Calcule a série de Taylor de f(x)=ln⁡xf(x) = \ln x em torno de x=1x = 1 (forma completa).

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    Com u=x−1u = x-1: ln⁡(1+u)=u−u22+u33−⋯=∑n≥1(−1)n−1nun\ln(1+u) = u - \tfrac{u^2}{2} + \tfrac{u^3}{3} - \cdots = \sum_{n\ge1}\tfrac{(-1)^{n-1}}{n}u^n. Resp: A.
    Ver passo a passo (com o porquê)
    1. Substitua u=x−1u = x-1: ln⁡x=ln⁡(1+u)\ln x = \ln(1+u).
    2. Série conhecida: ln⁡(1+u)=u−u22+u33−⋯\ln(1+u) = u - \frac{u^2}{2} + \frac{u^3}{3} - \cdots.
    3. Em sigma: ∑n=1∞(−1)n−1n(x−1)n\sum_{n=1}^{\infty}\frac{(-1)^{n-1}}{n}(x-1)^n.
  42. Ex. 119.42Aplicação

    Calcule a série de Taylor de f(x)=e−xf(x) = e^{-x} em torno de x=0x = 0 (a forma do fator de desconto e−rTe^{-rT}).

    Selecione a alternativa correta
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    e−x=∑n≥0(−x)nn!=∑n≥0(−1)nn!xn=1−x+x22−⋯e^{-x} = \sum_{n\ge0}\tfrac{(-x)^n}{n!} = \sum_{n\ge0}\tfrac{(-1)^n}{n!}x^n = 1 - x + \tfrac{x^2}{2} - \cdots. Mesma série que sustenta e−rT≈1−rTe^{-rT} \approx 1 - rT para rTrT pequeno. Resp: A.
  43. Ex. 119.43Compreensão

    Reconheça a soma de série: ∑n=0∞1n!\sum_{n=0}^{\infty} \dfrac{1}{n!} converge para qual valor?

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    É a série de Maclaurin de exe^x avaliada em x=1x=1: ∑n≥01n!=e≈2,718\sum_{n\ge0}\tfrac{1}{n!} = e \approx 2{,}718. A constante ee que governa o desconto contínuo. Resp: A.

Fontes

  • Notes on Diffy Qs: Differential Equations for Engineers — Jiří Lebl · Oklahoma State University · 2024 · EN · CC-BY-SA. Fonte primária — §4.3 (Redução da EDP de Black-Scholes à equação do calor): mudança de variáveis x=ln⁡Sx = \ln S, τ=T−t\tau = T-t, u=erτVu = e^{r\tau}V, e a solução via convolução com o kernel gaussiano. Base teórica para todos os exercícios de derivação da EDP.
  • Introductory Business Statistics (OpenStax) — Holmes, Illowsky, Dean · 2017 · EN · CC-BY. Cap. 11 (Decisão sob risco e modelos lognormais): base para os exercícios de aplicação (precificação de calls/puts europeus, paridade put-call) e para as questões de interpretação de N(d1),N(d2)N(d_1), N(d_2).
  • OpenIntro Statistics (4ª ed) — Diez, Çetinkaya-Rundel, Barr · 2019 · EN · CC-BY-SA. §3.3 (Densidade normal padrão e CDF Φ\Phi): suporte numérico para os exercícios que dependem de leitura da tabela z e de aproximações computacionais de N(d)N(d).

Atualizado em 2026-05-06 · Autor(es): Clube da Matemática

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