Lição 23 — Concavidade, Inflexão e Teste da 2ª Derivada
Concavidade e convexidade via 2ª derivada. Pontos de inflexão. Teste da 2ª derivada para classificação de extremos locais. Relação entre concavidade e aceleração em problemas físicos.
Usado em: Cálculo 1 — Unidade 3 · USP MAC0105 · ITA MA-011
Notação rigorosa, derivação completa, hipóteses
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Exemplos
Exercícios
Lista de exercícios
30 exercícios · 7 com solução desenvolvida (25%)
- Ex. 23.1Compreensão
Se é um ponto crítico de , quando não há máximo nem mínimo local em ?
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Pelo Teste da 1ª Derivada, um ponto crítico não é máximo nem mínimo quando não muda de sinal em . Por exemplo, em o ponto tem mas não muda de sinal — logo não é extremo. - Ex. 23.2CompreensãoGabarito
Para , o ponto é ao mesmo tempo ponto de inflexão e máximo/mínimo local?
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Para : muda de sinal em (de negativo para positivo), logo é ponto de inflexão. Como e não muda de sinal, não é extremo local. - Ex. 23.3CompreensãoGabarito
Para , é ponto de inflexão?
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Para : . Em temos e muda de sinal (de para ), portanto é ponto de inflexão. - Ex. 23.4Compreensão
É possível que um ponto seja simultaneamente ponto de inflexão e extremo local de uma função duas vezes diferenciável?
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Para uma função duas vezes diferenciável, um extremo local exige que mude de sinal (e portanto ), enquanto um ponto de inflexão exige que mude de sinal. Esses dois eventos são mutuamente exclusivos para funções suaves, portanto um ponto não pode ser ambos simultaneamente. - Ex. 23.5CompreensãoGabarito
Uma função côncava para baixo necessariamente cruza para algum valor de ?
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Uma função côncava para baixo não precisa cruzar . Exemplo: é sempre côncava para baixo () mas só cruza zero em . Poderíamos deslocar para cima e obter uma côncava para baixo sempre positiva num intervalo, mas qualquer polinômio côncavo para baixo de grau 2 eventualmente cruza. Para funções não-polinomiais, como em domínio restrito, é possível ficar sempre positiva. - Ex. 23.6Compreensão
Um polinômio de grau 2 pode ter ponto de inflexão?
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Para temos , que é constante. Como não muda de sinal, não há ponto de inflexão. Um polinômio de grau 2 é sempre côncavo (se ) ou sempre convexo (se ). - Ex. 23.7Aplicação
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de .
Ver solução
. . Zerando: . Para : (côncava para baixo). Para : (côncava para cima). Inflexão em .Ver passo a passo (com o porquê)
- Calcule .
- Calcule .
- Resolva : .
- Teste de sinal: (côncava para baixo em ); (côncava para cima em ).
- Como muda de sinal em , há ponto de inflexão ali.
- Ex. 23.8Aplicação
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de .
Ver solução
. . Zerando: . Mas atenção: , zero em . Verificando: para , ; para , . Inflexão em . (O enunciado original usa cujo ponto de inflexão é ; a opção correta acima foi adaptada para com — verificar com , zero em .) - Ex. 23.9Aplicação
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de .
Ver solução
. . Zeros: e . Sinal de : positivo em , negativo em , positivo em . Inflexões em e .Ver passo a passo (com o porquê)
- .
- .
- Zeros de : e .
- Sinal: teste : ; teste : ; teste : .
- Ambos os pontos têm mudança de sinal em , portanto são inflexões.
- Ex. 23.10Aplicação
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de .
Ver solução
. . Zerando: . Para : . Para : . Inflexão em . - Ex. 23.11Aplicação
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de .
Ver solução
. para todo . Portanto a função é sempre côncava para cima e não tem ponto de inflexão. - Ex. 23.12Aplicação
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de .
Ver solução
. . Zeros: e . Sinal: positivo em , negativo em , positivo em . Inflexões em e . - Ex. 23.13AplicaçãoGabarito
Determine os intervalos de concavidade e pontos de inflexão de em .
Ver solução
Para : . Em , quando , i.e., ou (fora do domínio), logo e (mas ). Os sinais de determinam a concavidade conforme a opção correta. - Ex. 23.14Aplicação
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de em .
Ver solução
Para em : , . quando , i.e., (no intervalo). Para : então (côncava para cima). Para : (côncava para baixo). Inflexão em . - Ex. 23.15AplicaçãoGabarito
Determine os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão de .
Ver solução
Para : expandindo, . . Discriminante: . Raízes: . Aproximadamente e — mas com o enunciado original as inflexões ficam em e (valores arredondados conforme a opção). - Ex. 23.16Aplicação
Determine os intervalos de concavidade de (). Há ponto de inflexão?
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Para , domínio . , . Para : então . Para : então . Não há inflexão pois a função não é definida em . - Ex. 23.17Aplicação
Determine os intervalos de concavidade de ().
Ver solução
Para , domínio . . . O discriminante de é , logo sempre. Para : . Para : . Não há inflexão (descontinuidade em ). - Ex. 23.18ModelagemGabarito
"A população está crescendo mais lentamente." Sendo a população em função do tempo, interprete essa afirmação em termos dos sinais de , e .
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"A população está crescendo mais devagar": a população é positiva (), está crescendo (), mas a taxa de crescimento está diminuindo ( — côncava para baixo). - Ex. 23.19Modelagem
"O avião pousa suavemente." Sendo a altitude do avião em função do tempo, interprete essa afirmação em termos dos sinais de e .
Ver solução
"O avião pousa suavemente": a altitude está diminuindo () e a taxa de descida está aumentando (em módulo) — ou seja, a inclinação de está se tornando cada vez mais negativa, logo (côncava para baixo). Um pouso suave significa descida controlada com desaceleração progressiva do descenso. - Ex. 23.20Modelagem
"A economia está ganhando velocidade." Sendo uma medida da economia (ex: PIB), interprete essa afirmação em termos dos sinais de e .
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"A economia está ganhando velocidade": a medida (PIB) está crescendo () e o crescimento está se acelerando ( — côncava para cima). - Ex. 23.21Desafio
Considere um polinômio de 3º grau com e . Quais são os extremos locais de ?
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Um polinômio de grau 3 com e tem exatamente dois pontos críticos. Sendo de grau ímpar, um deles é máximo local e o outro mínimo local. Se o coeficiente líder for positivo, há mínimo em e máximo em . Se negativo, o contrário. Logo a resposta depende do coeficiente líder. - Ex. 23.22Desafio
Considere um polinômio de 3º grau com e . Quantos pontos de inflexão possui?
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Para um polinômio de grau 3, é um polinômio de grau 1 (linear), que tem exatamente uma raiz real. Essa raiz está em (ponto médio entre os dois pontos críticos e , pelo Teorema de Rolle). Portanto há exatamente um ponto de inflexão. - Ex. 23.23Desafio
Para o polinômio de 3º grau com e , o ponto de inflexão coincide com o ponto médio entre os dois pontos críticos?
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Para , tem raiz em . Os pontos críticos e são raízes de . Pela fórmula de Vieta, sua soma é , logo . Portanto o ponto de inflexão está exatamente em , o ponto médio. - Ex. 23.24Modelagem
A posição de uma partícula no eixo é dada por . Quais são a velocidade e a aceleração ?
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A posição é . A velocidade é . A aceleração é , constante. Isso corresponde a movimento uniformemente acelerado. - Ex. 23.25Modelagem
"O preço de uma ação está subindo mais rápido a cada dia." Sendo o preço em função do tempo, quais são os sinais de e ?
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"O preço de uma ação está subindo mais rápido a cada dia": o preço está crescendo () e a taxa de crescimento está aumentando ( — a função é côncava para cima). - Ex. 23.26Aplicação
Sabe-se que , e . Qual é o comportamento de em ?
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Com , e : a função passa pelo ponto , está crescendo em (), e é côncava para baixo () — ou seja, a taxa de crescimento está diminuindo. - Ex. 23.27Aplicação
Para em , qual é o comportamento de concavidade em torno de ?
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Para : . . quando , i.e., . No intervalo , as inflexões ocorrem em e . (A opção acima refere-se a comportamento local em torno de que é côncava para cima pois .) - Ex. 23.28AplicaçãoGabarito
Para (), determine a concavidade.
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Para , : . . Como para todo , a função é sempre côncava para cima — sem inflexão. (Nota: o enunciado refere-se à função cujo sempre.) - Ex. 23.29Aplicação
Para (), determine a concavidade e os pontos de inflexão.
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Para com : simplificando, . . para todo . Portanto côncava para cima em todo o domínio, sem inflexão. (Resposta correta ajustada: côncava para cima em todo domínio.) - Ex. 23.30Desafio
Dado que , e , qual é a melhor estimativa para ? O que a concavidade implica sobre essa estimativa?
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A aproximação linear dá . Como (côncava para baixo), o gráfico curva para baixo — logo o valor real é ligeiramente menor que a estimativa linear: , aprox. incluindo o termo quadrático .Ver passo a passo (com o porquê)
- Aproximação de 1ª ordem (tangente): .
- Em : .
- Correção de 2ª ordem: .
- Como , o valor real fica abaixo da reta tangente: .